A ‘vitamina’ mortal
Seis pessoas morreram em Hermosillo. A causa: alguns supostos “soros vitamínicos” que, segundo investigações iniciais, poderiam estar contaminados com bactérias. O secretário de Saúde, David Kershenobich, confirmou isso esta manhã.
Dez afetados no total. Dois já estão em casa, dois ainda estão internados (um gravemente) e seis não sobreviveram. Há um caso à parte: alguém que só recebeu uma injeção no joelho e também apresentou sintomas.
O que dizem as análises
“Vários pacientes apresentaram deterioração acelerada, com sobrevida de até dois dias em alguns casos”, explicou Kershenobich.
Estudos mostram níveis elevados de glóbulos brancos e sérios problemas de coagulação. Isso cheira a sepse, como uma infecção generalizada. As amostras já estão no Cofepris e no Instituto Zubirán para o veredicto final.
Mas aí vem o bom. O responsável alertou para esta prática cada vez mais comum: as pessoas que utilizam estes soros para “recuperar” da embriaguez ou do cansaço. Sem apoio médico real.
“Esses tratamentos… podem envolver riscos se não forem administrados em condições sanitárias adequadas”, observou ele.
Adequado. Essa é a palavra-chave.
Porque a clínica envolvida já está fechada. Ele tinha um histórico de saúde, sim. Mas a Promotoria de Sonora já identificou o médico responsável e está investigando um detalhe assustador:
Nem todos os procedimentos eram feitos lá. Alguns soros eram preparados e aplicados em residências particulares. E alguns continham misturas não verificadas… até substâncias promovidas como “células estaminais”.
O apelo oficial é previsível: vá apenas a locais certificados, evite tratamentos sem suporte. Enquanto isso, seis famílias aguardam respostas que já são tardias.
A amnésia coletiva é poderosa. Quantos escândalos semelhantes vimos? Negócios que vendem saúde em frascos, promessas milagrosas e resultados mortais. O padrão se repete; apenas as vítimas mudam.




