O Congresso de Sinaloa deu um sim unânime a Yeraldine Bonilla Valverde como governadora interina neste sábado. Pela primeira vez, uma mulher assume o poder executivo no estado.
Bonilla passou de secretária de Governo, mas seu currículo inclui formação em Serviço Social, ex-deputada local e até subsecretária de Segurança. Em outras palavras, ele conhece as reviravoltas do poder de vários ângulos.
A substituição não é uma coincidência. Rubén Rocha Moya solicitou uma licença temporária para que as autoridades mexicanas pudessem investigar sem que ele atrapalhasse. O contexto? Relatórios internacionais sobre alegadas ligações com grupos criminosos. Ele chama isso de “acusações falsas e maliciosas”.
“A saída de Rocha Moya ocorre num contexto de tensão política”, informou o Congresso.
What they don’t say officially: this smacks of a containment strategy. Pedir licença não é o mesmo que pedir demissão. O governador se afasta, mas não sai. Enquanto isso, Bonilla administra a continuidade. Até quando? Até que o processo judicial e administrativo avance.
Não escondo a ironia: justamente quando Sinaloa comemora um marco de gênero, chega envolvida em turbulência política. This is power: it always gives you one hand while hiding the other from you.




