Ensaio dramático no porto
A Secretaria da Marinha Mexicana, juntamente com outras instituições, montou dois simulacros de alta tensão no porto de Veracruz. Não foi à toa: o primeiro cenário saiu direto de um filme: homens armados fazendo reféns em instalações portuárias. A segunda, ainda mais tensa: um navio mercante com suposta carga radiológica e indivíduos armados a bordo.
Mão firme, sem hesitação
Os exercícios foram realizados na zona portuária de Veracruz, com a Administração do Sistema Portuário Nacional (ASIPONA), a Capitania dos Portos, a Unidade de Proteção Naval Portuária e a Secretaria de Segurança Pública do Estado. A ideia, segundo a Marinha, é clara: fortalecer a capacidade de resposta em incidentes complexos e consolidar a coordenação entre os responsáveis pela segurança marítima e portuária.
No primeiro exercício, a Unidade Naval estabeleceu perímetros de segurança, controlou acessos estratégicos e, em coordenação com outros órgãos, realizou manobras de reconhecimento, intervenção controlada, utilização de atiradores seleccionados, resgate de pessoas e cuidados médicos iniciais. Tudo sob um roteiro que, embora fictício, reflete riscos reais.
O segundo ato: risco radiológico
O segundo exercício foi um cenário de risco Químico, Biológico, Radiológico e Nuclear. Foi simulada a chegada de um navio mercante com carga radiológica e pessoas armadas a bordo. O Comitê de Segurança Portuária foi acionado, elevando a proteção ao nível 3 e montando um Posto de Comando Móvel. Eles mobilizaram células especializadas e equipes de intervenção tática para abordar, libertar reféns, neutralizar ameaças e localizar fontes radiológicas.
Esses ensaios não são mero teatro. Eles são a diferença entre uma resposta eficaz e o caos. A questão que fica: estamos preparados para o que vier?




