Sheinbaum revisará proteções que favoreciam o suposto esquema de contrabando
A presidente Claudia Sheinbaum anunciou que o governo federal analisará as resoluções do Poder Judiciário anterior nos casos de “huachicol fiscal”. Isso ocorre após a empresa Ingemar S.A. da C.V. Ele recuperou sua licença de importação por meio de liminar. A empresa é acusada de um suposto esquema de contrabando de combustível ligado ao ex-governador da Baixa Califórnia, Ernesto Ruffo Appel.
“Sim, claro, é bom que você se lembre disso. Na verdade, sua licença foi retirada e o mecanismo pelo qual ela foi devolvida foi uma proteção”, declarou Sheinbaum.
O presidente lembrou que durante o governo de Andrés Manuel López Obrador a licença de Ingemar foi retirada, mas um juiz ordenou sua restauração. A investigação da Procuradoria-Geral da República documenta um esquema ilegal de importação por meio de subdeclaração de volumes para sonegar impostos.
Segundo Sheinbaum, há “muitas evidências” e os danos ao erário público ultrapassam 4,5 bilhões de pesos. As investigações começaram após a detecção de tanques ferroviários abandonados em Coahuila.
Como parte das medidas, o Ministério da Energia reforçou a rastreabilidade dos combustíveis e a troca de informações entre a Pemex, o SAT e a UIF.
FGR acusa Ruffo de crime organizado
De acordo com o mandado de prisão contra Ruffo e outras 24 pessoas, a FGR o considera “líder de organização criminosa com controle funcional do ocorrido”. Ele é acusado de crime organizado e contrabando. A Ingemar movimentou 163 caminhões-tanque com até 100 mil litros de hidrocarbonetos não declarados.




