Governo federal intensifica esforços em Pasta de Conchos
A presidente Claudia Sheinbaum reafirmou seu compromisso em localizar os restos mortais dos 63 mineiros que morreram no acidente de Pasta de Conchos em 2006, durante sua viagem de trabalho em Coahuila. Até o momento, 21 corpos foram recuperados e identificados, com avanço de 35,8% nos esforços de resgate. A presidente descreveu o acontecimento como “uma ferida no coração do México” e garantiu que a sua administração não irá parar até que uma reparação abrangente seja alcançada.
Ações concretas e avanços técnicos
A Comissão Federal de Eletricidade (CFE) detalhou as operações técnicas realizadas nos últimos cinco anos:
- Extração de 220 mil toneladas de material, equivalente a nove vezes o peso da Torre Latino-Americana.
- Construção de dois portos de 160 metros com galerias subterrâneas para conectar a rede de túneis existente.
- Instalação de sistemas de ventilação e monitoramento de gás metano, reduzindo sua presença para 0,4% para garantir a segurança.
- Bombeamento de 200 milhões de litros de água para facilitar o acesso às áreas desabadas.
A secretária do Trabalho, Marath Bolaños, acrescentou que os restos mortais de 7 mineiros adicionais foram localizados em análise preliminar, enquanto outro está em processo de recuperação. Além disso, foram atualizadas as certidões de óbito de 13 famílias e foram concedidas pensões complementares que aumentam o apoio a um salário mínimo mensal (8.364 pesos).
Reativação econômica e justiça pendente
Sheinbaum anunciou um Programa de Reativação Econômica para diversificar as atividades na região, incluindo projetos industriais, de manufatura e de serviços, juntamente com melhorias na infraestrutura rodoviária e hídrica. Em relação ao processo judicial contra Altos Hornos de México (AHMSA), ele observou que está em fase final e prometeu atualizações em sua próxima visita em seis meses.
Hugo Ramírez, filho de um dos mineiros, destacou: “Começamos a fechar uma ferida que estava aberta há mais de duas décadas.” O governador Manolo Jiménez reconheceu o trabalho coordenado com o governo federal para resolver esta dívida histórica.
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