Sheinbaum recebe os chefes da BlackRock no Palácio Nacional

O presidente reuniu-se com os titãs das finanças globais para atrair capital para projetos importantes no país.

Uma reunião de alto nível no Palácio

Esta terça-feira, a sala presidencial foi palco de uma reunião que falou mais sobre estratégia económica do que sobre protocolo. A presidente Claudia Sheinbaum recebeu dois pesos pesados ​​do mundo financeiro: Larry Fink, o cérebro por trás da BlackRock, e Adebayo Ogunlesi, diretor de Global Infrastructure Partners (GIP).

Não foi uma visita casual. A presença de Sergio Méndez, diretor da BlackRock México, confirmou que foi uma jogada com objetivos muito claros.

“Recebemos Larry Fink, presidente da BlackRock, e Adebayo Ogunlesi, diretor executivo da Global Infrastructure Partners, para falar sobre os próximos investimentos em nosso país”, publicou Sheinbaum.

O que as grandes capitais realmente procuram?

Os temas que fazem brilhar os olhos de qualquer investidor sério foram colocados na mesa do cardápio. A força da economia mexicana, aquele ímã que atrai capitais em tempos turbulentos. O T-MEC, aquele acordo que nos liga ao gigante nortenho e nos dá uma vantagem única. E depois, o prato principal: infraestrutura estratégica, energia e logística.

RelacionadoSheinbaum recebe Xiomara Castro no Palácio Nacional

Aqui está o detalhe que muitos ignoram: o GIP já faz parte da BlackRock. Esta fusão criou um titã com um apetite voraz por activos físicos – estradas, portos, energia. O México, com sua localização privilegiada e a relocalização das cadeias produtivas, está no ponto exato da sua mira.

Essas reuniões são como o primeiro ato de uma peça. Os discursos são públicos, mas as verdadeiras negociações acontecem nos bastidores. A mensagem é clara: o México abre as portas à capital mais exigente do planeta. A questão que fica flutuando no ar é simples: em que condições?

Descoberta de 10 corpos em Zacatecas; incluindo um ex-prefeito

Dez órgãos localizados em três municípios; Entre as vítimas estão um ex-prefeito e dois servidores públicos.

A localização de dez corpos nos municípios de Morelos, Pánuco e Sain Alto reativou os alertas de violência em Zacatecas. Entre as vítimas identificadas está Ignacio Castrejón Valdez, ex-prefeito de Sombrerete (2016-2018), bem como dois funcionários da Câmara Municipal de Fresnillo: Fidel Alvarado de la Torre, secretário de Desenvolvimento Municipal, e Jesús Gerardo Muñetón Hernández.

Os fatos

Segundo relatos oficiais, cinco dos corpos foram abandonados em uma ponte para veículos na comunidade Pozo de Gamboa, em Pánuco. Outros quatro apareceram em Morelos e mais um em Sain Alto, que correspondiam ao ex-prefeito. Castrejón teria sido privado de liberdade em Sombrerete; Seu corpo foi localizado com sinais de violência às margens da Rodovia Federal 54.

Parentes e conhecidos confirmaram a identidade do ex-prefeito. Enquanto isso, a Câmara Municipal de Fresnillo emitiu um comunicado no qual o prefeito Javier Torres Rodríguez solicitou ao governo do estado e ao Ministério Público:

“que os trabalhos sejam agilizados para esclarecer os fatos e fazer justiça às famílias.”

Rodrigo Reyes Mugüerza, secretário-geral do governo do estado, informou que nove dos dez corpos já foram identificados: oito de Zacatecas e um de Durango. Ele confirmou a presença de funcionários de Fresnillo entre as vítimas.

A Procuradoria Geral do Estado – observou Reyes – “já possui uma robusta linha de investigação que será divulgada no devido tempo processual”. O responsável descreveu o acontecimento como algo “que há muito tempo não se registava no nosso estado”.

As forças federais e estaduais implantaram uma operação coordenada para encontrar os responsáveis. Equipes especializadas de investigação e inteligência colaboram com a Procuradoria de Zacatecas.

A descoberta causou impacto pela divulgação de imagens dos corpos pendurados na ponte do veículo, seminus e com cobertores. As autoridades reiteraram o seu compromisso de esclarecimento dos factos.

Continuar lendo

Chegam as primeiras locomotivas do Trem de Carga Maia; começaria em 2027

As primeiras 12 locomotivas do Trem de Carga Maia já estão no México; O sistema entraria em operação em 2027.

Avanço do Trem de Carga Maia

A presidente Claudia Sheinbaum anunciou a chegada das primeiras 12 locomotivas do Trem de Carga Maia. O sistema ferroviário, que complementará o sistema de passageiros, pretende iniciar operações em 2027.

“Temos uma ótima notícia para vocês: já chegaram as primeiras 12 locomotivas do Trem de Carga Maia, que já apresenta avanços muito importantes. Na verdade, parte do material para construção já está sendo transportado com essas locomotivas”, declarou de Puerto Morelos, Quintana Roo, em vídeo divulgado nas redes sociais.

Sheinbaum supervisionou a estação “Puerto Morelos” acompanhado pelo Secretário de Defesa Nacional, General Ricardo Trevilla Trejo; o comandante do Grupo de Engenheiros “Felipe Ángeles”, General Gustavo Ricardo Vallejo Suárez; o diretor do Trem Maia, General Manuel Jaime Ramírez Camacho; e o chefe da Agência de Trens e Transporte Público Integrado, Andrés Lajous Loaeza.

Também estiveram presentes as governadoras de Quintana Roo, Mara Lezama, e de Campeche, Layda Sansores; bem como os governadores de Yucatán, Joaquín Díaz Mena; Tabasco, Javier May; e Chiapas, Eduardo Ramírez. As cinco entidades percorridas pelo Trem de Passageiros Maia também serão as interligadas pelo sistema de carga.

“Boas notícias para o sudeste do México e para todo o país. Viva o Trem Maia!” acrescentou o presidente.

Convite para a final da Copa do Mundo de 2026

Em outro despacho, a presidente informou que comparecerá à final da Copa do Mundo de Futebol de 2026, que será realizada no domingo, 19 de julho, em Nova York. O convite foi do presidente dos EUA, Donald Trump; O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, também estará presente.

Sheinbaum descreveu o evento como relevante em termos diplomáticos, já que os três países-sede da Copa estarão presentes. “É um exemplo de boa coordenação, boa colaboração com o governo dos Estados Unidos, por isso vamos representar o México”, disse.

Continuar lendo

A CNDH funciona sem conselho consultivo; Senado sem convocação

Quase três anos sem conselho consultivo: o CNDH funciona sem contrapeso cidadão.

Quase três anos se passaram desde que os membros do Conselho Consultivo da CNDH renunciaram coletivamente. Desde então, a organização chefiada por Rosario Piedra Ibarra funciona sem aquele órgão de participação cidadã e contrapeso interno que a lei exige. O Senado da República ainda não divulgou a convocação para nomeação dos 10 novos vereadores.

Durante este período, a Comissão emitiu recomendações, aprovou disposições internas, orçou e modificou a sua estrutura administrativa. Tudo sem fiscalização cidadã, apesar de a Lei do CNDH estabelecer esse mecanismo de apoio e fiscalização institucional.

A ausência do Conselho tem consequências directas. Adalberto Méndez, ex-membro do órgão, explica-o com um exemplo recente: a recomendação da CNDH sobre o caso Ayotzinapa.

“Um dos poderes que a lei confere ao Conselho Consultivo é que essas recomendações sejam aprovadas pelo parecer do conselho. Então, quando você tem uma organização sem esse conselho, esse tipo de recomendação é aprovado. Recomendações totalmente tendenciosas, que visam proteger o poder público e não os cidadãos.”

Méndez reconhece que o argumento oficial poderia ser que as opiniões do conselho não são vinculativas. Mas ele sustenta que mesmo assim há descumprimento legal.

Os seis vereadores que ainda estavam no cargo renunciaram em 23 de outubro de 2023. Em carta ao Senado indicaram que suas opiniões não eram mais levadas em consideração e que não havia condições de trabalhar. Desde então, o Senado não concluiu o processo de renovação.

Responsabilidade compartilhada

Para Méndez, a omissão não é apenas da presidência da CNDH. O Senado também é culpado.

“O Senado da República é igualmente responsável. A indicação dos conselheiros é competência exclusiva do Senado. É o único que tem competência para lançar a convocação e desenvolver o processo seletivo.”

Entretanto, a CNDH continua a funcionar sem aquele contrapeso cidadão que a própria lei criou para garantir a sua autonomia e transparência.

Continuar lendo