Sheinbaum propõe uma cimeira global para o bem-estar económico no G7

O presidente mexicano traz ao G7 uma proposta ousada e uma bola de futebol artesanal como símbolo de unidade.

Quando a diplomacia é jogada com bola Wixárika (e boas intenções)

Lá estava Claudia Sheinbaum, entre ternos escuros e gravatas chatas do G7, quebrando o protocolo com um detalhe que teria feito chorar os puristas da política externa: uma bola de futebol artesanal feita por indígenas Wixárikas. Porque nada diz “amizade entre nações” como doar um objeto que literalmente une as pessoas ao chutá-las. *Aplausos lentos*.

Mas não se engane, o presidente não foi apenas distribuir lembranças étnicas. Na cimeira de Kananaskis (sim, aquele lugar no Canadá que ninguém sabia que existia até agora), ele lançou a bomba: uma Cimeira para o Bem-Estar Económico, onde não só os países ricos do G7, mas também a América Latina e outros convidados, discutem como fazer com que o comércio justo deixe de ser um belo slogan para canecas de escritório.

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O discurso que ninguém esperava (mas que todos precisavam)

Entre frases dignas de um meme virgem, Sheinbaum deixou cair joias como: “O poder não é medido pelo que você tem, mas pelo que você faz com ele”. Quase como se ela tivesse roubado o roteiro de um filme de super-herói, mas com menos elastano e mais burocracia. E claro, não poderia faltar o encontro obrigatório com Benito Juárez, porque no México a diplomacia sempre vem acompanhada de uma dose de história (e um toque de culpa coletiva).

A melhor coisa foi quando ele se lembrou dos migrantes mexicanos nos EUA, chamando-os de “trabalhadores honestos que pagam impostos” (tradução: “Trump, pare de twittar bobagens e dê-lhes o visto”). Porque se há algo que define esta administração é a sua capacidade de dizer “você precisa de nós tanto quanto nós precisamos de você” sem emitir um falso sorriso diplomático.

As reuniões que roubaram a cena (ou pelo menos tentaram)

Entre selfies forçadas com Modi (e é por isso que a Índia é o novo Vale do Silício) e uma ligação relâmpago com Trump (que cancelou sua nomeação porque, obviamente, o Oriente Médio estava em chamas), Sheinbaum mostrou que a diplomacia moderna é como o Tinder: muitas partidas, poucas datas específicas. É claro que a UE prometeu “atualizar” o acordo comercial com o México, o que em linguagem real significa “continuar comprando seus abacates, mas com mais papelada.”.

Quão irônico? Enquanto os líderes do G7 falavam sobre “paz duradoura”, as fotos da cúpula pareciam o elenco de Sucessão: sorrisos tensos, apertos de mão calculados e um “quem trairá quem primeiro?” vibração. Sheinbaum, por sua vez, jogou suas cartas como um profissional: humanismo, comércio justo e, acima de tudo, a arte de lembrar aos poderosos que o México não é quintal de ninguém.

Moral? Da próxima vez que um político falar em “cooperação internacional”, perguntem-se: virá com uma bola de futebol incluída?

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Cyril Ramaphosa, presidente de Sudáfrica.
Friedrich Merz, canciller de Alemania.
Lee Jae-myung, presidente de Corea del Sur.
Lula da Silva, presidente de Brasil.
Propone Claudia Cumbre por Bienestar Económico
Propone Claudia Cumbre por Bienestar Económico

Sheinbaum exige justiça pela morte de jovem na academia Tamaulipas

Sheinbaum pede investigação da morte de um jovem em uma academia militarizada em Tamaulipas; mãe exige ação federal.

A presidente Claudia Sheinbaum falou sobre a morte de Dafne Quintos, ocorrida na semana passada na Academia Doenitz, em Ciudad Madero, Tamaulipas. Ele exigiu que fosse feita justiça e lembrou que o campus não depende do Sedena, mas do governo do estado.

“A justiça tem que ser feita, obviamente, neste caso”, disse ele durante a manhã.

Sheinbaum explicou que são centros de educação estaduais com treinamento militar e disciplina rígida. Cabe ao governo de Tamaulipas investigar e à Procuradoria Geral do Estado esclarecer os fatos.

Reação da mãe

Alejandra Quintos, mãe da adolescente, lamentou que o presidente tenha delegado o caso às autoridades locais. Ele pediu apoio “de mulher para mulher” para solucionar o crime.

“É um feminicídio. É uma vida humana, não é um animal. Ela morreu torturada, com os pulmões cheios de água até a traqueia. Morreu por asfixia por submersão”, declarou.

Ela questionou a falta de ação federal: “Não vão capturá-los?

Investigação em andamento

O promotor de Tamaulipas, Jesús Eduardo Govea Orozco, informou que as investigações foram estendidas a todos os funcionários da academia, incluindo seu diretor e proprietário. O campus foi fechado para facilitar o processo.

Confirmou que estudos forenses estabeleceram que a causa da morte foi asfixia por submersão. A pasta permanece aberta sob duas figuras: feminicídio e homicídio doloso.

O caso segue sob o protocolo de feminicídio, enquanto a família exige justiça e que os responsáveis ​​sejam capturados.

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AT&T México perde um milhão de usuários pré-pagos devido ao registro obrigatório

Um milhão de usuários pré-pagos cancelaram a assinatura da AT&T México devido ao registro obrigatório.

Registro obrigatório de linhas móveis chega à AT&T México

O processo obrigatório de registro de linha celular teve um forte impacto na base de clientes pré-pagos da AT&T México. Durante o segundo trimestre de 2026, a empresa perdeu um milhão de usuários nesse segmento. Ao final de junho, contava com 15 milhões 829 mil clientes pré-pagos, segundo seu resultado financeiro.

Em contrapartida, o serviço pós-pago apresentou crescimento significativo. A empresa conquistou 369 mil novos clientes, um aumento de 20,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. Assim, atingiu um total de 7 milhões 457 mil usuários ao final do semestre.

Desde Janeiro, as empresas de telecomunicações começaram a registar as linhas móveis no registo nacional. No entanto, apenas 43% das linhas estavam cadastradas até o momento. Diante disso, o governo federal estendeu o prazo para conclusão do processo. A suspensão do atendimento para quem descumprir começará em etapas entre 15 de agosto e 31 de dezembro.

A diretora geral da AT&T México, Mónica Aspe, indicou que a empresa concentrará seus esforços na conclusão com sucesso do processo de vinculação durante o segundo semestre do ano. Por seu lado, a consultora The Competitive Intelligence Unit (CIU) atribuiu a redução das linhas pré-pagas ao registo obrigatório.

Apesar da diminuição no número de usuários pré-pagos, a AT&T reportou receita total de US$ 1.224 milhões no segundo trimestre. Isto representou um crescimento anual de 16,1%, impulsionado principalmente por uma taxa de câmbio favorável. Além disso, a empresa destacou o fortalecimento de sua rede e a implantação de infraestrutura 5G em estádios e áreas de Fan Fest durante a Copa do Mundo, como parte de sua estratégia de crescimento.

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EUA planejam tarifa de 10% sobre o México para trabalho forçado

Uma nova taxa de 10% substituiria as tarifas temporárias dos EUA ligadas ao cumprimento das regras laborais.

Os Estados Unidos estão a avaliar a substituição das tarifas temporárias que expiram esta semana por um regime regional centrado no combate ao trabalho forçado e infantil. A medida imporia um imposto de 10% sobre os produtos mexicanos, segundo especialistas em comércio internacional.

Novo esquema tarifário

O imposto estaria vinculado ao cumprimento da legislação trabalhista e à proibição de importação de bens fabricados com trabalho forçado ou infantil. Aplicar-se-ia também a factores de produção provenientes de países terceiros onde existam estas práticas. As sanções poderão atingir regiões inteiras e não apenas empresas específicas.

Adrián Castillo, sócio da Von Wobeser y Sierra, destacou que se as autoridades norte-americanas detectassem sinais de trabalho forçado numa empresa numa determinada área, as restrições comerciais seriam estendidas a toda a região. Lembrou que o T-MEC já inclui disposições contra bens produzidos nessas condições e que o México implementou mecanismos de certificação desde 2025.

Impacto regional

Jorge Molina, especialista em comércio exterior, indicou que o novo imposto substituirá a tarifa temporária estabelecida por Washington e responde à estratégia do presidente Donald Trump. Ele acrescentou que a medida visa impedir que produtos fabricados com insumos chineses entrem no mercado norte-americano através do México.

Os detalhes precisos do esquema serão conhecidos nos próximos dias, mas os especialistas alertam que afectará especialmente sectores com elevada exposição à cadeia de abastecimento regional.

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