A figura que divide opiniões
Marcela Figueroa, chefe da Secretaria Executiva de Segurança, divulgou na manhã desta terça um fato que já gera debate: a média diária de homicídios dolosos caiu 40% desde que Claudia Sheinbaum assumiu a presidência em setembro de 2024 até abril de 2026.
“Destaca-se a queda de 40% na média diária de homicídios dolosos desde o início da gestão presidencial”, disse Figueroa, em tom triunfante.
Segundo números oficiais, passamos de 89 assassinatos diários para 52,5. Abril de 2026 seria o mês mais baixo em 11 anos. O primeiro trimestre do ano também marca recorde de queda: 51,2 homicídios médios por dia.
E os estados quentes?
Claro, nem tudo é ótimo. Oito estados respondem por 53% dos homicídios do país. Chihuahua e Guanajuato empatam com 129 cada. Eles são seguidos por Morelos, Sinaloa, Baja California, Estado do México, Veracruz e Guerrero. A velha guarda do crime não desiste.
Os crimes de alto impacto também apresentam uma tendência favorável: diminuíram 52% em média diária em comparação com 2018. De 969,4 incidentes diários para 461,5. Milagre ou estratégia? Você decide.
Os outros lados da moeda
Feminicídio: -7,8%. Lesões por arma de fogo: -8,4%. Sequestro: -28,8%. Extorsão: -7,7%. Roubos com violência: -16,9%. Roubo de veículos com violência: -39%. Os números cantam, mas a rua conta outra história. Os cidadãos sentem aquela segurança que os números retratam?
Como sempre, dúvidas não oficiais espreitam. Cada conferência de imprensa é um ato de fé ou ceticismo. Eu, com meu bisturi legal, lembro de promessas passadas e espero ver os arquivos, não apenas os gráficos bonitos.




