Fim da manifestação da CNTE
A Coordenação Nacional dos Trabalhadores na Educação (CNTE) encerrou neste sábado a greve nacional. Durante 20 dias, as mobilizações e o acampamento no Centro Histórico da Cidade do México geraram perdas de mais de 410 milhões de pesos às empresas estabelecidas, segundo estimativas do setor.
Embora não tenha conseguido a revogação da Lei ISSSTE de 2007 ou a revogação da reforma educacional, a CNTE obteve compromissos, recursos financeiros, vagas, recategorizações e apoio aos trabalhadores da educação em vários estados.
Os dirigentes garantiram que a retirada não é uma derrota. Avançaram uma etapa de reorganização para fortalecer o movimento e preparar novas ações. Insistiram que o governo federal não apresentou proposta para eliminar a Lei ISSSTE de 2007 ou reverter a reforma educacional, exigências que permanecerão em vigor.
A partir desta segunda-feira, cerca de 1,4 milhão de alunos que ficaram sem aulas poderão retornar às salas de aula nas entidades onde o CNTE suspendeu as atividades.
Lançamento espacial
O espaço público foi gradualmente liberado. Trabalhadores de limpeza do Governo da Cidade do México removeram lixo em ruas como 5 de Mayo, Belisario Domínguez, 20 de Noviembre e República de Cuba. Em algumas áreas, a retirada foi quase total; Em outros ainda havia lonas e tendas.
Uma professora do bairro 34 de Zacatecas declarou: > “Vamos limpar, não diga que vamos deixar sujo”.
Os comerciantes expressaram alívio com a saída da profissão docente. Um funcionário do restaurante La Blanca, no dia 5 de maio, comentou: > “Que bom que eles estão saindo, foi um mês muito difícil; aqui tivemos uma queda de clientes de uns 90%”.
Um vendedor de neve na mesma rua indicou que esperava vendas maiores com o FIFA Fan Fest no Zócalo, mas a chegada da CNTE reduziu sua receita em 50%.
Por sua vez, o secretário de Educação, Mario Delgado, rejeitou que o governo tenha “subornado” a Seção 22 de Oaxaca para realizar a manifestação.