Um hospital que chega tarde, mas chega (ou assim esperamos)
Lá se vai Claudia Sheinbaum, como se fosse protagonista de um spin-off de “Grey’s Anatomy” mas em versão política, inaugurando a primeira etapa do Hospital Regional ISSSTE em Tlajomulco, Jalisco. Um lugar que, pelo que prometem, beneficiará 380 mil beneficiários de nove estados, porque claro, no México a saúde é como o wi-fi: quanto mais longe você está, pior funciona.
O presidente, com aquele tom de “sim, sei que isso deveria ser concluído”, esclareceu que esta é apenas a primeira etapa. Ou seja, o equivalente médico a comprar um iPhone sem carregador: “Abre na segunda-feira, mas falta equipamento”. Claro, ele não esqueceu de dar crédito ao AMLO (porque na política, assim como no TikTok, é preciso gostar do original).
O hospital que ninguém pediu, mas que todos precisam
Com um investimento de quase 3 bilhões de pesos (sim, com esse dinheiro você poderia comprar um iate, mas aqui estamos), o hospital promete 250 leitos censitários, 63 consultórios e até medicina nuclear. Parece chique, mas tome cuidado: no período neoliberal (palavra-chave para bingo político) esses lugares eram mais abandonados do que um perfil no MySpace.
Enquanto isso, o diretor do ISSSTE, Martí Batres, falou de um “renascimento” da instituição. Ou seja, passamos da era do “não há remédios” para o “lá se vai a ambulância… se ela ligar”. E o governador de Jalisco, Pablo Gómez, até prometeu rotas de transporte para o hospital. Spoiler: no México, “em breve” pode significar de amanhã até o fim dos tempos.
O mais irônico: enquanto Sheinbaum anuncia 51 novos hospitais até 2027, o trem México-Guadalajara volta à conversa. Porque neste país saúde e transporte são como aqueles amigos que sempre dizem “até breve” mas nunca chegam.
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