O ato final do descarrilamento: certificação ou nada
O cenário político está tenso. Após o parecer do Ministério Público que aponta velocidade excessiva no descarrilamento do Trem Interoceânico, Claudia Sheinbaum sobe ao pódio com um roteiro claro: defender os operadores mas impor condições duríssimas para que o serviço retorne.
“Muitos deles são trabalhadores ferroviários, portanto são maquinistas experientes”, declarou a presidente em sua conferência matinal.
Mas essa defesa vem com um mas monumental. O reinício do transporte de passageiros está congelado. Congelado até que uma agência certificadora internacional não apenas revise tudo, mas emita recomendações específicas e estas sejam aplicadas.
Uma cortina que não sobe
É um movimento de alto risco político. Por um lado, evite colocar toda a culpa nos trabalhadores. Por outro lado, envia uma mensagem: a segurança nacional não é suficiente. É necessário um selo global.
“Já foi certificado nacionalmente, mas queremos certificação internacional e o mais importante são as recomendações”, insistiu Sheinbaum.
Enquanto isso, as vítimas e suas famílias esperam. O presidente esclareceu que os valores dos apoios são determinados caso a caso pelo FGR, protegendo a privacidade dos afetados. “Eles têm que aceitar isso, não é algo imposto”, disse ele.
O trem de carga poderá circular mais cedo, assim que os trilhos estiverem liberados e com “certos mecanismos”. Mas o do povo… esse vai ter que esperar o apito de um auditor externo soar. O governo federal coloca toda a responsabilidade pelo próximo ato em mãos internacionais.




