A presidente Claudia Sheinbaum questionou esta terça-feira as acusações do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos sobre o alegado financiamento de campanhas eleitorais no México ligadas ao Cartel da Nova Geração de Jalisco. O presidente garantiu que Washington não apresentou provas que apoiassem estas afirmações.
“As pessoas mencionadas nesta declaração também já estavam sob investigação da UIF, mas estão avançando com a declaração para uma comunicação conjunta e levantando esta questão das campanhas, da qual não entendemos do que se trata”, expressou ele durante sua conferência matinal.
Sheinbaum comparou o caso a ações anteriores do governo dos EUA contra instituições financeiras mexicanas, onde também foram emitidas acusações sem fornecer provas suficientes. Ele lembrou que quando o México solicita extradições ou investigações conjuntas, as autoridades dos EUA exigem provas para prosseguir.
“Quando pedimos que vissem as provas para que pudéssemos nos acompanhar nesse processo, apenas duas páginas foram enviadas sem provas. Quando solicitamos um processo de extradição, eles nos pedem provas. É uma prática comum que as provas sejam solicitadas de ambos os lados”, afirmou.
Estratégia contra huachicol
A presidente defendeu as ações de seu governo contra o contrabando de combustível. Observou que foram reforçadas as medidas de vigilância aduaneira, os controlos administrativos e as investigações da Procuradoria-Geral da República. Indicou que vários arquivos de investigação permanecem abertos para processar os casos e solicitar mandados de prisão.
Sheinbaum garantiu que as ações reduziram o roubo e o contrabando de combustível. Como exemplo, destacou-se o aumento das vendas da Petróleos Mexicanos e de empresas privadas, o que reflete uma diminuição das operações ilegais.
“É claro que caiu e temos evidências. A melhor maneira de ver isso é o aumento nas vendas da Pemex; essa é a melhor maneira de demonstrar isso”, disse ele.
O presidente reiterou que a luta contra o huachicol incluiu o congelamento de contas e outras medidas financeiras contra os supostos perpetradores, com coordenação entre diferentes agências mexicanas.




