Sheinbaum conversa com o Papa, mas a agenda celestial ainda não se alinha
Parece que na agenda da presidente Claudia Sheinbaum há espaço para ligações de alto nível, e não, não estamos nos referindo ao seu provedor de internet. Acontece que o presidente se conectou com ninguém menos que o Sumo Pontífice, Leão XIV, para estender um convite a terras mexicanas. A conversa, segundo ela, foi calorosa e cheia de cumprimentos para o povo, mas quando chegou a data específica da visita… bom, aí as coisas ficaram mais divinas e misteriosas. Aparentemente, o calendário do Vaticano e o do México não conseguiram aquela *combinação* milagrosa no aplicativo de compromissos diplomáticos.
O “Sim, ao Desarmamento” como tema principal da convocatória
O que você falou naquela ligação que certamente teve uma conexão melhor do que nossas videochamadas de trabalho? Sheinbaum revelou que o eixo central era fortalecer os programas de pacificação que já existem entre o governo e a Igreja Católica. O programa emblemático “Sim, ao Desarmamento, Sim à Paz” foi o protagonista da palestra. O presidente explicou ao Pontífice a importância desta iniciativa para o país, e ele, num gesto que poderíamos descrever como “muito boas vibrações”, mostrou a sua disponibilidade para que todos colaborem para a pacificação nas zonas de conflito. Basicamente, foi um apelo para agregarmos aliados na luta pela segurança e harmonia. Sem temas espinhosos específicos, apenas boas vibrações e compromisso social, como uma reunião de bairro, mas a nível geoestratégico-religioso.
O chefe do Executivo federal foi claro: através do Núncio Apostólico no México a conversa foi administrada, o Papa gentilmente aceitou (algo que, sejamos honestos, nem todos fariam com o seu chamado) e reiterou o seu grande interesse em conhecer o país. Porém, a frase que resume tudo é aquela joia burocrática: “*ainda não há data*”. Frase que todos já ouvimos quando perguntamos sobre a entrega de uma encomenda, o conserto de um wi-fi ou, aparentemente, a visita de um líder religioso mundial. É claro que o interesse da Santa Sé é genuíno, mas os detalhes logísticos – aquele inferno na terra – devem ser definidos.
No fundo, esta abordagem sublinha a continuidade de uma relação histórica entre o Estado mexicano e o Vaticano, procurando pontos de colaboração em questões sociais urgentes. Para além do protocolo, é um compromisso usar todos os canais possíveis, incluindo os espirituais e morais, para enfrentar os desafios complexos da violência e da reconciliação nacional. A mensagem é que a construção da paz requer múltiplos atores, e ter a instituição católica como aliada neste projeto de desarmamento e pacificação não é um detalhe menor num país que dela precisa.
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