Sheinbaum cerra fileiras diante dos protestos e garante que a porta para o diálogo está aberta

O presidente descarta motivos de protestos, garante que há diálogo permanente e apoia os produtores afetados pela queda dos preços.

O governo versus as mobilizações: diálogo ou teatro político?

Diante da ameaça de protestos nesta segunda-feira, Claudia Sheinbaum mandou uma mensagem clara: não há motivos para sair às ruas. A presidente garante que seu governo mantém comunicação constante com o setor de transportes e responde diretamente às suas solicitações.

“Não vemos razão para mobilizações porque a porta está aberta para o diálogo”, declarou Sheinbaum.

Mas aí vem a reviravolta dramática. O presidente sugeriu, sem nomeá-los diretamente, que alguns líderes por trás dos protestos têm ligações com partidos políticos. Ele deixou essa ideia flutuando no ar, como uma bomba de fumaça no meio do debate público. Contexto político? Ela não afirma isso, mas convida todos a tirarem suas próprias conclusões.

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O verdadeiro conflito está no campo

Sheinbaum desviou o foco para um problema subjacente: a queda internacional no preço dos grãos. Milho, feijão, sorgo e trigo valem menos devido à alta produção mundial. Isto atinge diretamente os bolsos dos agricultores mexicanos.

A resposta do governo, segundo ela, tem sido contundente. Desde Novembro, foram atribuídos quase 4 mil milhões de pesos em apoio directo a cerca de 45.000 produtores. É muito dinheiro para mitigar o golpe económico.

Além disso, estão a ser procurados acordos com compradores nacionais – fábricas de farinha, fábricas de tortilhas e fabricantes de rações para gado – para que estes dêem prioridade aos cereais mexicanos antes de olharem para o estrangeiro. Há também acordos com agricultores de Sinaloa, cuja colheita irrigada chega em maio.

Reconhece que existem grupos insatisfeitos, mas classifica-os como minoria. Algumas das suas exigências, como a modificação dos tratados comerciais internacionais, são processos complexos que requerem uma análise técnica aprofundada.

A mensagem final é de unidade forçada e portas abertas. Sheinbaum reitera o compromisso com o diálogo e promete trabalhar num acordo abrangente. Uma solução duradoura para proteger os produtores quando os preços internacionais caírem.

A questão que continua a ecoar é simples: Será que as suas palavras irão extinguir o descontentamento ou serão apenas o prólogo para o próximo acto deste teatro político?

México e OPAS/OMS assinam estratégia de saúde 2026-2030

México e OPAS/OMS assinam acordo para fortalecer o sistema de saúde e reduzir a carga de doenças.

Acordo bilateral para fortalecer o sistema de saúde

O Governo do México, por meio do Ministério da Saúde, e a Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) assinaram a Estratégia de Cooperação com os Países 2026-2030. O objectivo: fortalecer o sistema nacional de saúde e reduzir o fardo das doenças.

O acordo inclui ações prioritárias para combater as doenças não transmissíveis, o cancro e as perturbações de saúde mental. Promove também estratégias de prevenção e cuidados oportunos ao longo da vida da população.

Além disso, procura fortalecer a tutela do Ministério da Saúde e a coordenação entre as instituições do Sistema Nacional de Saúde. O objetivo é avançar para um modelo de acesso universal a serviços médicos de qualidade.

Entre os eixos centrais estão o reforço da capacidade de resposta a emergências sanitárias, a promoção da auto-suficiência sanitária e o fortalecimento da autoridade reguladora nacional.

O secretário de Saúde, David Kershenobich, disse:

A estratégia permitirá alinhar as prioridades nacionais com a experiência técnica da OPAS/OMS, o que contribuirá para ampliar o acesso aos serviços de saúde, com ênfase na prevenção, atenção primária e cobertura universal.

O acordo estabelece as bases para a cooperação técnica que aborda os principais desafios de saúde do país nos próximos cinco anos.

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Peso mexicano se recupera após confirmação da validade do T-MEC

O peso se recupera após confirmação da validade do T-MEC até 2036 com revisões anuais.

O peso recupera terreno em relação ao dólar

A moeda nacional registrou valorização de 0,4% nesta quinta-feira, fechando em 17,48 unidades por dólar nas operações de atacado. Nas vitrines dos bancos, o dólar ficou à venda em 17,91 pesos, quebrando uma seqüência de dois dias consecutivos de perdas.

A recuperação ocorre após a confirmação da continuidade do Tratado entre México, Estados Unidos e Canadá (T-MEC) até 2036, no âmbito do esquema de revisão anual acordado entre os três países.

Os detalhes do anúncio oficial

O secretário de Economia, Marcelo Ebrard, informou que a primeira revisão formal terá início no dia 20 de julho com a visita de uma delegação dos EUA ao México. Durante a reunião virtual com os seus homólogos dos Estados Unidos e do Canadá, foi abordada a preocupação de Washington com o défice comercial.

Ebrard destacou que mais de 80% das exportações mexicanas para os Estados Unidos continuam isentas de tarifas, não sendo esperadas alterações nesse regime. Os próximos grupos de trabalho centrar-se-ão no reforço da integração regional em sectores estratégicos como a indústria farmacêutica e os semicondutores, com o objectivo de reduzir a dependência das importações de outras regiões.

Especificou que as negociações sobre o futuro do tratado se limitam exclusivamente a questões comerciais e não incluem questões de segurança.

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AFAC revoga certificado Magnicharters após não conformidade

A companhia aérea não conseguiu provar a conformidade regulatória após uma verificação extraordinária.

Decisão regulatória

A Agência Federal de Aviação Civil (AFAC) revogou o certificado de operador de serviços aéreos da Magnicharters. A medida foi notificada em 29 de junho, após processo de revisão regulatória.

A Secretaria de Infraestrutura, Comunicações e Transportes (SICT) informou que o direito de audiência da empresa foi respeitado durante todo o procedimento. Foram concedidos prazos legais para apresentação de informações e evidências que demonstrassem o cumprimento da regulamentação aeronáutica vigente.

No entanto, a documentação fornecida era insuficiente. A companhia aérea não conseguiu provar que atendia aos requisitos necessários para continuar operando como prestadora de transporte aéreo de passageiros.

Origem da revogação

A decisão decorre de uma grande verificação extraordinária realizada em janeiro de 2026. Nela foi detectado descumprimento da regulamentação do setor. Isto levou a exigências formais e, posteriormente, à suspensão temporária das operações em abril, como medida preventiva.

O SICT sublinhou que a revogação se baseia na falta de provas suficientes por parte dos Magnicharters para provar o seu estatuto regulamentar. A empresa enfrenta agora a perda do seu certificado, o que a impede de oferecer serviços aéreos comerciais.

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