A noite do Lobo: recorde histórico, mas o discurso não caiu bem
Shakira se apresentou ontem à noite para 2 milhões de almas na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. Um concerto gratuito que, em números, foi um arraso. Apenas Lady Gaga a supera com 2,1 milhões em 2024, e Madonna ficou para trás com 1,6 milhão no ano passado. O prefeito Eduardo Caveliere chamou isso de “histórico”. E sim, foi.
Mas nas redes, o brilho do disco desapareceu rapidamente. A razão? Shakira disse o seguinte: “Neste país, Brasil, existem mais de 20 milhões de mães solteiras, sem ajuda, que têm que lutar todos os dias para sustentar sua família e eu sou uma delas”.
“Eu te amo, mas por favor… rico, solteiro e sem homem? Esse é o meu sonho”
“Viver com milhões e ter um ex-marido milionário não é a mesma coisa que a maioria das mulheres no Brasil enfrenta”
O público ao vivo o aplaudiu, mas no X (antigo Twitter) choveram críticas sobre ele. O principal argumento: ser mãe solteira com recursos milionários e um ex que ainda está presente (Gerard Piqué, que, embora separado, mantém contato com Milan e Sasha) não é o mesmo que ser uma brasileira que luta todos os dias sem uma rede de apoio econômico.
“Meu Deus, ela é tão rica, ela está seriamente se comparando a mães solteiras e sem dinheiro?”
“Shakira nunca superará Piqué, agora ela o está denunciando ao mundo por não apoiar crianças”
E embora o concerto deixe um impacto económico de 777 milhões de reais (cerca de 140 milhões de dólares), a polémica lembrou a Shakira que, por mais recordes que ela quebre, há comparações que não são perdoadas. Especialmente quando o fosso económico é tão evidente.
Foi um deslize ou uma declaração genuína? A verdade é que a conversa sobre privilégio e representação continua a ser um campo minado, mesmo para uma superestrela que acabou de fazer história.




