Senado proíbe uso de imagens de crianças para publicidade escolar

O Senado toma medidas para proteger a identidade dos alunos do marketing educacional, exigindo autorização expressa dos pais.

O Senado põe fim ao ‘influenciador’ forçado: eles não poderão mais usar seus filhos como material publicitário

Entre no modo pai/mãe protetor, porque isso muda o jogo. A Comissão de Educação do Senado acaba de dar luz verde, e por unanimidade (sim, todos concordaram, um milagre moderno), a uma iniciativa que basicamente diz às escolas: “a infância não é a sua campanha de marketing”. A senadora Cynthia López Castro apresentou esta proposta para proibir escolas, públicas ou privadas, de utilizar imagem, voz ou dados de menores para fins comerciais sem a caligrafia explícita, escrita e clara dos pais ou responsáveis. Adeus à era do “assinei sem ler” na ficha de inscrição.

A ideia é proteger a chaviza do uso indiscriminado de sua identidade nas redes sociais da escola, em seu site, folhetos ou qualquer material promocional. Porque, sejamos honestos, na era das curtidas e compartilhamentos, alguns centros educacionais viam os alunos como o melhor conteúdo gratuito para seu feed. “Meninas e meninos não são propaganda nem ferramentas de marketing”, afirmou o senador pelo Morena. Tradução milenar: seus filhos não são NPCs para sua simulação de escola boutique.

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Da foto do ano letivo ao deepfake: os riscos da não regulamentação

Parece exagerado? De jeito nenhum. A iniciativa responde a uma prática que se normalizou, principalmente em escolas particulares com muita presença no Instagram. Conversamos sobre usar fotos, vídeos ou depoimentos de alunos para vender a maravilha de seu modelo educacional, sem que as famílias realmente soubessem no que estavam se metendo. Isto, no mundo digital de hoje, não é uma questão menor. Expor menores desta forma coloca-os em risco de assédio digital, roubo de identidade, utilização indevida dos seus dados pessoais e, no toque distópico do século XXI, a manipulação das suas imagens através da inteligência artificial. Basicamente, a escola poderia inadvertidamente (ou intencionalmente) transformar a foto do seu filho em um meme ou material para algo muito mais obscuro.

O parecer aprovado acrescenta um artigo 73 Bis à Lei Geral da Educação. A regra é clara: nem a imagem, nem a voz, nem os dados. Ver. E se quiser utilizá-lo para alguma coisa, é necessária autorização prévia, informada, expressa e por escrito. O melhor é que essa permissão pode ser revogada a qualquer momento, sem que seu filho seja fantasma academicamente ou maltratado. A proibição abrange tudo, desde o mural físico na entrada até histórias do Instagram e newsletters digitais.

Tudo isto se baseia nos melhores interesses das crianças (um conceito que está finalmente a ser levado a sério no mundo digital) e em tratados internacionais como a Convenção sobre os Direitos da Criança. “Esta reforma estabelece limites claros: a escola é um espaço de aprendizagem e proteção, não uma vitrine comercial”, observou López Castro. Ou seja, a escola é para aprender e não para fazer um casting não remunerado para o catálogo da instituição.

O que vem a seguir? A proposta já passou pelo filtro das comissões e agora irá ao plenário do Senado no próximo período de sessões. Se tudo correr bem, seguirá para a Câmara dos Deputados para prosseguir o seu percurso legislativo. Um passo crucial para que a privacidade dos menores deixe de ser o custo oculto da educação.

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Sheinbaum anuncia retomada das exportações de gado para os EUA

O México retoma a exportação de gado para os EUA após o controle da praga da bicheira.

A presidente Claudia Sheinbaum informou que o governo dos Estados Unidos autorizou a retomada das exportações de gado mexicano. A medida começará a ser aplicada nas últimas semanas de agosto.

Através das redes sociais, a presidente explicou que recebeu uma carta da secretária da Agricultura dos EUA, Brooke Rollins, notificando a decisão de reabrir as fronteiras ao sector pecuário nacional.

O reinício da travessia do gado terá início no posto fronteiriço de Agua Prieta, Sonora. Posteriormente, serão habilitadas duas travessias adicionais no estado de Chihuahua.

Sheinbaum reconheceu o esforço conjunto do Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural (Sader), Senasica e produtores pecuários para conter a praga da bicheira. Essa conquista permitiu o desbloqueio do comércio binacional.

“Este é um novo exemplo de que o diálogo, a cooperação e a colaboração com respeito mútuo entre o México e os Estados Unidos produzem grandes resultados para o benefício do nosso povo”, disse o chefe do Executivo federal.

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SEP rejeita violência sob alegada educação militar

Após a morte de um adolescente num campo militarizado, o SEP recusa-se a justificar os abusos como “educação militar”.

O Ministério da Educação Pública (SEP) condenou qualquer ato de violência ou abuso contra menores que tente justificar com o termo “educação militar”. O seu proprietário, Mario Delgado, afirmou que esta modalidade não está autorizada em nenhuma escola de ensino básico do país.

“É inadmissível que, sob uma suposta ‘educação militar’, sejam feitas tentativas de justificar, normalizar ou ocultar atos de abuso, violência, maus-tratos ou práticas que ameacem a integridade física, psicológica ou emocional de menores”, disse Delgado em comunicado.

O responsável sublinhou que este tipo de comportamento constitui uma violação flagrante dos direitos humanos e dos melhores interesses das crianças. Lembrou que o ensino militar só é ministrado em instituições das Forças Armadas e da Guarda Nacional, subordinadas à Secretaria de Defesa Nacional.

Não há autorização para escolas militarizadas

O SEP reiterou que nenhuma escola de ensino básico pode oferecer serviços sob a denominação “militarizada”, “militar” ou “militar”. O órgão alertou que a autoridade educacional de Tamaulipas já está investigando o caso e tomará providências junto à instituição envolvida, que recebeu autorização em 2005 e foi atualizada em 2013.

Detalhes do caso

O incidente ocorreu em um acampamento de verão privado em Ciudad Madero, Tamaulipas. Um adolescente foi internado com boa saúde no dia 13 de julho. Dias depois, uma coordenadora informou à mãe que o menor havia desmaiado e sofrido uma queda. Enviaram-lhe um vídeo onde a jovem aparece deitada, com hematomas visíveis no rosto, dizendo que estava bem. Horas depois, o adolescente morreu dentro das instalações.

O SEP lamentou a morte e rejeitou veementemente qualquer tratamento desumano ou degradante contra meninas, meninos e adolescentes.

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ONU e México discutem regulamentação da inteligência artificial

A ONU analisa no México o impacto da IA ​​no desenvolvimento humano.

Regulamentação da IA no México

A Organização das Nações Unidas realiza a segunda reunião sobre Inteligência Artificial e Desenvolvimento Humano no México. O objetivo: analisar como esta tecnologia redefine o progresso humano.

Sob a liderança da Secretária-Geral Adjunta da ONU, Amina J. Mohammed, o diálogo ocorre em colaboração entre o Escritório das Nações Unidas para Parcerias e o Governo do México. Dá continuidade à primeira reunião realizada no Cairo.

No antigo Colegio de la Santa Cruz de Tlatelolco, o Chanceler Roberto Velasco destacou a urgência de discutir como regular a IA, governá-la e reduzir os seus riscos. Observou que o México apoia a iniciativa do secretário-geral adjunto, “Inteligência Artificial e Desenvolvimento Humano”, porque coincide com as prioridades nacionais. “Da visão do humanismo mexicano, a resposta é ética”, afirmou.

Velasco citou o Papa Leão. Ele também refletiu sobre o que a IA está fazendo com os seres humanos e o que devemos resgatar de nossa humanidade à medida que a tecnologia avança.

Ações governamentais sobre IA e infância

A presidente Claudia Sheinbaum informou que já começaram as discussões sobre o uso de redes sociais e IA na infância, adolescência e juventude no México. Em sua conferência no dia 20 de julho no Palácio Nacional, destacou esses fóruns para desenvolver uma proposta “de orientação e regulamentação”.

“Quando entregarmos ao Congresso, que o próprio Congresso abra os seus fóruns, o seu debate, a sua discussão, e que possamos proteger meninas e meninos disso que pode se tornar um vício”, disse o presidente.

O Ministro das Relações Exteriores Velasco enfatizou: “O desafio regulatório que temos pela frente é urgente e o México está pronto para enfrentá-lo através da nossa diplomacia multilateral”.

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