A ratificação silenciosa
O Comitê da Marinha do Senado disse por unanimidade “sim”. Dezenove votos para dezenove fuzileiros navais dos EUA para treinar tropas mexicanas. O pedido da presidente Claudia Sheinbaum passou sem ruídos, datado de 19 de janeiro.
Os detalhes têm precisão militar: chegarão em um avião Hércules ao aeroporto de Campeque no dia 15 de fevereiro. Sua missão se estenderia até 16 de abril. Exatamente dois meses.
O fantasma venezuelano na sala
Mas nem tudo é tão limpo. O senador do PRI, Rolando Zapata, lembrou o que muitos preferem esquecer.
Ele relembrou o último pedido de entrada de tropas norte-americanas ocorrido no início de janeiro de 2026.
Essa primeira solicitação foi suspensa ou adiada. A razão? Os acontecimentos ocorridos na Venezuela, onde as forças dos EUA detiveram e levaram o então Presidente, Nicolás Maduro, aos Estados Unidos para ser julgado.
Um precedente desconfortável que agora está enterrado sob uma votação unânime. A memória histórica, como sempre, é a primeira coisa que se perde nesses procedimentos.




