O USMCA se tornará um tratado bilateral?

Analista alerta para possível evolução do T-MEC para um esquema bilateral, embora considere improvável no curto prazo.

Um T-MEC bipartidário?

A Sociedade Americana do México emitiu um alerta que fará com que mais de uma pessoa pense. A sua tese: o Tratado entre o México, os Estados Unidos e o Canadá poderia deixar de ser trilateral e tornar-se principalmente uma questão entre o México e os Estados Unidos.

O peso do intercâmbio comercial entre estes dois vizinhos seria o motor desta mudança. Mas quão real é esse cenário?

“Há uma probabilidade próxima de 40% de que essa mudança ocorra”, estimou Larry Rubin, presidente da organização.

Aí estão os dados. Quase 40% de probabilidade. Mas Rubin, como bom conhecedor do sistema, imediatamente colocou os pés no chão.

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Reconheceu que os processos políticos e legislativos necessários para modificar o acordo tornam inviável que isso aconteça em breve. A burocracia e a política, como sempre, impedem qualquer mudança rápida.

Prioridades encontradas

O governo dos EUA está de olho em outras frentes. Os conflitos no Médio Oriente monopolizam a sua agenda internacional, deixando uma possível reconfiguração do T-MEC em segundo plano.

Entretanto, na relação bilateral há questões quentes em cima da mesa. Rubin destacou dois aspectos especialmente sensíveis: a segurança regional e a abertura a um maior investimento privado em energia.

Este último ponto é crucial. A incerteza em torno das reformas políticas no México gera dúvidas entre aqueles que investem dinheiro. Os investidores ficam desconfiados quando as regras do jogo parecem mudar.

Apesar de tudo, a posição oficial da Amsoc é clara: o melhor é manter a natureza trilateral do tratado. Embora reconheçam um fato inegável.

A relevância económica do México fortaleceu o diálogo direto com os Estados Unidos. Isso já é uma realidade. Um relacionamento estratégico que se consolida dia a dia, com ou sem alterações formais no T-MEC.

O setor energético continuará a ser um termómetro desta relação. As decisões sobre o investimento privado poderão fazer pender a balança em futuras negociações.

Por enquanto, o tratado continua sendo três. Mas a conversa sobre se poderiam ser dois já está em discussão.

Reforço massivo de segurança e proibição de álcool no Azteca

56 mil policiais e restrição de álcool para o jogo no Azteca.

Medidas para o jogo México-República Tcheca

O governo da Cidade do México anunciou uma operação de segurança inédita para o jogo desta quarta-feira, no estádio Azteca. Serão mobilizados 56.000 funcionários, cinco vezes mais do que os 11.219 empregados na semana passada.

A decisão responde às comemorações da quinta-feira anterior, quando cerca de 700 mil pessoas se reuniram na capital após a vitória do México sobre a Coreia do Sul. Embora não tenha havido feridos, foram recolhidas quase 40 toneladas de lixo no Ángel de la Independencia e no Zócalo.

O secretário de Segurança, Pablo Vázquez, detalhou que 7.500 policiais farão a guarda do estádio Azteca. Outros 3.275 ficarão no Zócalo e 4.200 na Avenida Reforma. O objetivo é proteger jogadores, árbitros, autoridades e torcedores.

Além disso, o secretário de Governo, César Cravioto, informou que a partir das 15 horas. no dia 24 de junho, a proibição da venda de bebidas alcoólicas entrará em vigor por dezesseis horas. Aplica-se ao Centro Histórico e cinco bairros de Cuauhtémoc.

As vendas só serão permitidas em restaurantes, hotéis e discotecas privadas, acompanhadas de comida. Lojas de conveniência e supermercados estão excluídos. As multas por descumprimento chegam a 293.275 pesos (cerca de US$ 17.251).

A Organização da Aliança Mexicana de Transportadores (AMOTAC) convocou mobilizações nas rodovias dos 32 estados e bloqueios na capital para protestar contra a violência. A operação também considera esses protestos.

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UNAM, novo centro colaborador da OMS em saúde bucal

A OMS reconhece a UNAM como referência em saúde bucal e envelhecimento.

Reconhecimento internacional para UNAM

A Organização Mundial da Saúde (OMS) designou o Departamento de Saúde Pública Oral da Faculdade de Odontologia da UNAM como Centro Colaborador em Saúde Bucal e Envelhecimento. A distinção é válida por quatro anos.

Com esta nomeação, a instituição de ensino superior consolida-se como referência regional no atendimento integral ao idoso.

Implicações da nomeação

O reconhecimento permitirá que especialistas universitários participem do desenvolvimento de políticas públicas focadas na melhoria da qualidade de vida dos idosos.

Além disso, promoverão estratégias para promover entre os idosos e cuidadores a importância de manter uma saúde oral adequada como parte essencial do bem-estar geral.

A designação coloca a UNAM num nível de cooperação técnica com a OMS, o que abre oportunidades para influenciar as orientações globais sobre envelhecimento e saúde oral.

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A exploração sexual digital afeta 1,6 milhão de adolescentes no México

1,6 milhão de adolescentes no México sofrem exploração sexual online todos os anos.

O relatório revela números alarmantes

Unicef, ECPAT International e Interpol publicaram o estudo “Disrupting Harm México”, que indica que um em cada oito adolescentes usuários de Internet no país – cerca de 1,6 milhão – sofreu exploração sexual facilitada por tecnologias digitais durante um ano.

67% dos casos ocorreram apenas online, principalmente em redes e plataformas sociais. Contudo, a violência não se limita à esfera virtual: em quase duas em cada três situações, as vítimas conheciam os seus agressores, que geralmente eram amigos, parceiros ou familiares.

O relatório documenta uma grave subnotificação. 32% das vítimas não contaram a ninguém o que aconteceu por vergonha ou medo, e menos de 1% apresentaram queixa formal. Isto reflete a normalização e o silêncio em torno destes ataques.

Consequências e apelo à ação

Na saúde mental, as consequências são profundas. Quem sofreu esse tipo de violência tem 15 vezes mais chances de se automutilação e 12 vezes mais chances de ter pensamentos sobre a própria morte, em comparação com quem não teve essa experiência.

Fernando Carrera, representante da Unicef ​​no México, pediu o reforço da prevenção e da responsabilidade das plataformas digitais. Lorena Villavicencio Ayala, da SIPINNA, afirmou que o Estado deve garantir a segurança de meninas, meninos e adolescentes em ambientes digitais.

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