Empresários exigem aceleração do comércio bilateral com México e EUA

O setor privado coloca a lupa na burocracia e nas novas decisões judiciais que definirão o clima de investimento.

Burocracia: o vilão favorito das relações comerciais

Parece que as empresas americanas, na sua eterna busca por optimizar cada segundo de produtividade, decidiram que já estão fartas do drama tarifário. Agora, a sua missão é clara: declarar guerra à burocracia mexicana. Larry Rubin, presidente da Sociedade Americana do México (Amsoc para os rapazes), vestiu seu traje de herói corporativo e anunciou que eles monitorarão de perto a eliminação daquelas barreiras não tarifárias que desperdiçam mais tempo do que uma fila no banco na manhã de segunda-feira.

E a que exatamente se refere? A todo esse ecossistema de procedimentos kafkianos, requisitos técnicos que parecem escritos numa linguagem estranha e regulamentações administrativas que complicam mais o comércio México-Estados Unidos do que a escolha de um filme na Netflix. Basicamente, tudo o que faz com que um processo simples se torne uma odisseia homérica. Rubin, com a franqueza de quem já perdeu a paciência, garantiu que é extremamente urgente reduzir a regulamentação no México porque, alerta de spoiler, isso tornará o país mais competitivo para os investidores. Algo como remover o trânsito da Cidade do México para que todos fluíssemos melhor.

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Mas nem tudo é reclamação e olhar de lado. O executivo também soltou alguns aplausos de cortesia (virtuais, certamente) porque, como parte da extensão tarifária de 90 dias, o México se comprometeu a eliminar todos estes obstáculos. Ou seja, houve um momento de lucidez na relação bilateral onde ambos os países disseram “agora chega de dificultar a nossa vida”. Segundo Rubin, essa limpeza burocrática beneficiará setores-chave como dispositivos médicos, automotivo, saúde, agronegócio e farmacêutico. Ou seja, tudo aquilo que nos mantém vivos, saudáveis ​​e em movimento. Seria gerado um ambiente mais ágil e competitivo, o que equivale a dizer que finalmente entraríamos no século 21 em questões comerciais.

Nem tudo é comércio: a dramática cisão da Suprema Corte

Mas espere, porque esse universo narrativo tem um spin-off judicial. Caso não bastasse a questão comercial, agora também temos que ficar de olho no que acontece no Supremo Tribunal de Justiça da Nação. Com a integração dos novos ministros, Rubin e a sua equipa Amsoc estão a analisar atentamente as próximas decisões. Basicamente, eles estão no modo “mostre-me o que você tem” para ver se as resoluções são justas, equitativas e, o mais importante, livres de qualquer tipo de interferência. Como nada assusta mais um investimento do que a insegurança jurídica, é como assistir a uma nova temporada de sua série favorita e os roteiristas terem estragado tudo.

O presidente da Amsoc considerou que na questão dos ministros é vital ter um diálogo franco, respeitoso e aberto. Tanto é que procuraram gerar essas conversas de forma permanente. Porque no final das contas os investimentos não dependem apenas do que o governo federal faz na sua torre de marfim, mas também da atuação dos governadores dos estados. É um esforço colaborativo, um multiverso de governança onde todos devem estar alinhados, como os Vingadores, mas de terno e gravata.

E para coroar este festival de diplomacia empresarial, nos dias 9 e 10 de setembro será realizada a Quarta Convenção Binacional “Novas rotas e fontes de progresso”, organizada pela Amsoc. O evento promete ser o local onde serão preparadas as próximas estratégias para que essa relação não vire apenas mais uma novela. Lá discutiremos como construir pontes em vez de muros, literal e figurativamente. Porque, no fundo, trata-se de progresso, de criar novas rotas que beneficiem ambos os lados da fronteira. É como uma combinação de negócios, mas em escala macroeconômica.

Em suma, o sector privado está a fazer o que sabe fazer melhor: esforçar-se para que as coisas funcionem de forma eficiente. Querem menos burocracia, menos regulamentações absurdas e mais clareza jurídica. Ou seja, pedem o que qualquer mortal desejaria para o seu dia a dia. Porque, no final das contas, o comércio ágil e a justiça previsível não são bons apenas para os negócios; Eles são a base para uma economia estável e próspera. E isso, queridos millennials e centennials, é algo que beneficia a todos nós, mesmo que não usemos terno ou tenhamos um investimento de um milhão de dólares em jogo.

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Reforço massivo de segurança e proibição de álcool no Azteca

56 mil policiais e restrição de álcool para o jogo no Azteca.

Medidas para o jogo México-República Tcheca

O governo da Cidade do México anunciou uma operação de segurança inédita para o jogo desta quarta-feira, no estádio Azteca. Serão mobilizados 56.000 funcionários, cinco vezes mais do que os 11.219 empregados na semana passada.

A decisão responde às comemorações da quinta-feira anterior, quando cerca de 700 mil pessoas se reuniram na capital após a vitória do México sobre a Coreia do Sul. Embora não tenha havido feridos, foram recolhidas quase 40 toneladas de lixo no Ángel de la Independencia e no Zócalo.

O secretário de Segurança, Pablo Vázquez, detalhou que 7.500 policiais farão a guarda do estádio Azteca. Outros 3.275 ficarão no Zócalo e 4.200 na Avenida Reforma. O objetivo é proteger jogadores, árbitros, autoridades e torcedores.

Além disso, o secretário de Governo, César Cravioto, informou que a partir das 15 horas. no dia 24 de junho, a proibição da venda de bebidas alcoólicas entrará em vigor por dezesseis horas. Aplica-se ao Centro Histórico e cinco bairros de Cuauhtémoc.

As vendas só serão permitidas em restaurantes, hotéis e discotecas privadas, acompanhadas de comida. Lojas de conveniência e supermercados estão excluídos. As multas por descumprimento chegam a 293.275 pesos (cerca de US$ 17.251).

A Organização da Aliança Mexicana de Transportadores (AMOTAC) convocou mobilizações nas rodovias dos 32 estados e bloqueios na capital para protestar contra a violência. A operação também considera esses protestos.

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UNAM, novo centro colaborador da OMS em saúde bucal

A OMS reconhece a UNAM como referência em saúde bucal e envelhecimento.

Reconhecimento internacional para UNAM

A Organização Mundial da Saúde (OMS) designou o Departamento de Saúde Pública Oral da Faculdade de Odontologia da UNAM como Centro Colaborador em Saúde Bucal e Envelhecimento. A distinção é válida por quatro anos.

Com esta nomeação, a instituição de ensino superior consolida-se como referência regional no atendimento integral ao idoso.

Implicações da nomeação

O reconhecimento permitirá que especialistas universitários participem do desenvolvimento de políticas públicas focadas na melhoria da qualidade de vida dos idosos.

Além disso, promoverão estratégias para promover entre os idosos e cuidadores a importância de manter uma saúde oral adequada como parte essencial do bem-estar geral.

A designação coloca a UNAM num nível de cooperação técnica com a OMS, o que abre oportunidades para influenciar as orientações globais sobre envelhecimento e saúde oral.

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A exploração sexual digital afeta 1,6 milhão de adolescentes no México

1,6 milhão de adolescentes no México sofrem exploração sexual online todos os anos.

O relatório revela números alarmantes

Unicef, ECPAT International e Interpol publicaram o estudo “Disrupting Harm México”, que indica que um em cada oito adolescentes usuários de Internet no país – cerca de 1,6 milhão – sofreu exploração sexual facilitada por tecnologias digitais durante um ano.

67% dos casos ocorreram apenas online, principalmente em redes e plataformas sociais. Contudo, a violência não se limita à esfera virtual: em quase duas em cada três situações, as vítimas conheciam os seus agressores, que geralmente eram amigos, parceiros ou familiares.

O relatório documenta uma grave subnotificação. 32% das vítimas não contaram a ninguém o que aconteceu por vergonha ou medo, e menos de 1% apresentaram queixa formal. Isto reflete a normalização e o silêncio em torno destes ataques.

Consequências e apelo à ação

Na saúde mental, as consequências são profundas. Quem sofreu esse tipo de violência tem 15 vezes mais chances de se automutilação e 12 vezes mais chances de ter pensamentos sobre a própria morte, em comparação com quem não teve essa experiência.

Fernando Carrera, representante da Unicef ​​no México, pediu o reforço da prevenção e da responsabilidade das plataformas digitais. Lorena Villavicencio Ayala, da SIPINNA, afirmou que o Estado deve garantir a segurança de meninas, meninos e adolescentes em ambientes digitais.

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