Reconhecimento bilateral do tráfico de armas
A presidente Claudia Sheinbaum informou que o governo dos Estados Unidos aceitou formalmente que a maioria das armas apreendidas no México provém do seu território. Este reconhecimento, observou ele, reforça a necessidade de acabar com o tráfico ilegal como uma prioridade na cooperação em segurança.
“Eles já reconheceram isso. E no entendimento que temos, agora com o governo do presidente Trump, reconhecem que algo fundamental é apreender as armas que chegam ao México”, declarou Sheinbaum.
O principal dado foi fornecido pelo Departamento de Justiça dos EUA antes do final da administração de Joe Biden: cerca de 75% das armas apreendidas em território mexicano têm origem na União Americana.
Contencioso cível e avanços na fase probatória
O secretário de Relações Exteriores, Roberto Velasco, confirmou que o processo civil que o México mantém contra fabricantes e distribuidores de armas nos Estados Unidos continua ativo. Está atualmente na fase de descoberta, apesar de outros litígios anteriores terem sido rejeitados pelos tribunais dos EUA.
“Essa demanda continua. Vamos acompanhá-la e estamos empenhados em garantir que esta fase corra bem”, disse Velasco.
Ações concretas na fronteira
Velasco explicou que o combate ao tráfico de armas também é abordado nas mesas de coordenação bilateral. Os Estados Unidos intensificaram as ações para detectar armas e munições na sua zona fronteiriça.
Além disso, o México tem acesso direto ao sistema de rastreamento eTrace do ATF, que permite identificar a origem das armas apreendidas. Segundo dados dessa plataforma, aproximadamente 70% das armas apreendidas e rastreadas vêm de lojas ou distribuidores de armas americanos.
A chanceler destacou ainda uma operação recente nos Estados Unidos que garantiu um carregamento de armas com destino à fronteira mexicana, incluindo detidos. Isto reflecte uma maior cooperação para conter o fluxo de arsenal para o país.