A SCJN aborda a dívida histórica da justiça com os povos indígenas

A SCJN promove ações para reparar décadas de desigualdade nas comunidades indígenas, com foco nas mulheres vulneráveis.

O SCJN promove reparação histórica para comunidades indígenas

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A Ministra Yasmín Esquivel Mossa enfatizou nesta segunda-feira que a coordenação interinstitucional entre os Poderes da União é fundamental para resolver a dívida histórica em questões de justiça social para com os povos indígenas, especialmente as mulheres em contextos de vulnerabilidade. Suas declarações coincidem com a próxima integração do Supremo Tribunal de Justiça da Nação (SCJN), estabelecendo um precedente na agenda judicial.

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Um caso emblemático de justiça intercultural

Durante a sessão deliberativa da Câmara de Assuntos Indígenas (SAI) do Poder Judiciário do Estado do México, foi analisado o caso de uma mulher Mazahua condenada por homicídio simples após sofrer violência sistêmica. A resolução – que incluía uma declaração de amnistia – destacou as falhas estruturais do sistema penal contra as comunidades marginalizadas. Esquivel enfatizou: “Os povos indígenas enfrentam discriminação que lhes nega direitos básicos como saúde, alimentação e acesso efetivo à justiça.”.

O ministro eleito Hugo Aguilar Ortiz acrescentou que a criação de câmaras especializadas em todos os entes federais é essencial para construir a justiça pluricultural. “Só haverá paz quando a justiça chegar a todos os cantos do país”,, afirmou durante o seu discurso.

Quadro jurídico e reparação abrangente

O Ministro Esquivel explicou que o modelo atual exige:

  • Colaboração intergovernamental com competências claras entre instituições.
  • Políticas públicas com enfoque de gênero e intercultural.
  • Mecanismos restaurativos que priorizam os direitos humanos em detrimento dos formalismos legais.

Myrna Araceli García Morón, presidente da Comissão local de Direitos Humanos, destacou que este caso abre um precedente para a justiça restaurativa, enquanto o magistrado Fernando Díaz Juárez reafirmou o compromisso de expandir o acesso à justiça para as comunidades afro-mexicanas e indígenas.

Participação multissetorial

O evento – realizado no Tribunal de Toluca – contou com a presença de:

  • Representantes dos povos Mazahua, Tlahuica e Náhuatl.
  • Autoridades judiciais estaduais e federais.
  • Organizações autônomas e familiares da vítima.

Este diálogo reflete o progresso em direção à inclusão jurídica, embora os especialistas apontem que persistem desafios, como a formação de operadores judiciais numa perspetiva intercultural e a erradicação de preconceitos institucionais.

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Os EUA reconhecem a origem das armas apreendidas no México: Sheinbaum

Sheinbaum afirma que os EUA reconhecem que 75% das armas apreendidas no México provêm do seu território.

Reconhecimento bilateral do tráfico de armas

A presidente Claudia Sheinbaum informou que o governo dos Estados Unidos aceitou formalmente que a maioria das armas apreendidas no México provém do seu território. Este reconhecimento, observou ele, reforça a necessidade de acabar com o tráfico ilegal como uma prioridade na cooperação em segurança.

“Eles já reconheceram isso. E no entendimento que temos, agora com o governo do presidente Trump, reconhecem que algo fundamental é apreender as armas que chegam ao México”, declarou Sheinbaum.

O principal dado foi fornecido pelo Departamento de Justiça dos EUA antes do final da administração de Joe Biden: cerca de 75% das armas apreendidas em território mexicano têm origem na União Americana.

Contencioso cível e avanços na fase probatória

O secretário de Relações Exteriores, Roberto Velasco, confirmou que o processo civil que o México mantém contra fabricantes e distribuidores de armas nos Estados Unidos continua ativo. Está atualmente na fase de descoberta, apesar de outros litígios anteriores terem sido rejeitados pelos tribunais dos EUA.

“Essa demanda continua. Vamos acompanhá-la e estamos empenhados em garantir que esta fase corra bem”, disse Velasco.

Ações concretas na fronteira

Velasco explicou que o combate ao tráfico de armas também é abordado nas mesas de coordenação bilateral. Os Estados Unidos intensificaram as ações para detectar armas e munições na sua zona fronteiriça.

Além disso, o México tem acesso direto ao sistema de rastreamento eTrace do ATF, que permite identificar a origem das armas apreendidas. Segundo dados dessa plataforma, aproximadamente 70% das armas apreendidas e rastreadas vêm de lojas ou distribuidores de armas americanos.

A chanceler destacou ainda uma operação recente nos Estados Unidos que garantiu um carregamento de armas com destino à fronteira mexicana, incluindo detidos. Isto reflecte uma maior cooperação para conter o fluxo de arsenal para o país.

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Prisão preventiva de ex-diretor da Pemex por violência doméstica

Vídeo mostra espancamento do ex-diretor da Pemex na esposa na frente da filha.

A Procuradoria Geral do Estado de Morelos obteve a prisão preventiva de Víctor Rodríguez Padilla, ex-diretor da Pemex. Ficou demonstrado o risco que representa para sua esposa, a engenheira cubana María Felicia Jiménez Lavie. O ataque ocorreu em março passado, numa casa de fim de semana em Club Country, município de Emiliano Zapata.

Detalhes do ataque

O ataque foi registrado em vídeo. Nas imagens é possível ver uma menor correndo para fora da sala enquanto o pai espanca a mãe com extrema violência. Durante a audiência, a defesa pediu prisão domiciliar, argumentando que o ex-funcionário tem 69 anos e sofre de um tumor maligno na próstata. No entanto, a juíza Consuelo Adriana Carrera destacou que o princípio da excepcionalidade se aplica a partir dos 70 anos. Além disso, Rodríguez Padilla não possui casa em Morelos e representa um risco para sua esposa e filha, segundo o Ministério Público do Centro de Justiça da Mulher.

O Ministério Público relatou dois episódios violentos. A primeira ocorreu em junho de 2022, três anos depois de o casal se casar em Coyoacán. Na ocasião, Rodríguez enfiou uma caneta no braço esquerdo de María Felicia. Ela tentou abandoná-lo, mas ele ameaçou denunciá-la por rapto de criança e deportá-la para Cuba.

O segundo ataque ocorreu em março deste ano, numa casa do loteamento Paraíso Country Club. Tudo começou quando María Felicia recebeu um telefonema e confrontou o marido sobre um relacionamento amoroso com uma secretária. A resposta do ex-funcionário foi atacá-la fisicamente. No vídeo projetado no tribunal você pode ver como ele bate nas costelas dela, a subjuga pelas mãos, puxa seus cabelos e a joga no chão repetidamente, tudo na frente da filha.

O Centro de Justiça Feminina da FGE informou que possui dois processos de investigação contra Víctor Rodríguez Padilla.

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Segurança federal nega operação para esconder Rocha Moya

Gabinete de Segurança nega versões de suposta proteção de Rocha Moya.

Negação oficial

O Gabinete de Segurança federal rejeitou versões de uma suposta operação para mudar de local e ocultar o governador com licença de Sinaloa, Rubén Rocha Moya. A acusação surgiu depois de os Estados Unidos solicitarem a sua prisão e extradição por alegadas ligações ao Cartel de Sinaloa.

Por meio de carta esclarecedora, as instituições que compõem o gabinete – Defesa, Marinha, FGR, Guarda Nacional e SSPC – qualificaram a informação publicada em 9 de julho no EL UNIVERSAL como “absolutamente falsa”.

Negaram que Rocha Moya esteja protegido pelo Exército em instalações militares. Também rejeitaram qualquer ação do Governo do México para proteger ou ocultar pessoas de investigações por parte de autoridades nacionais ou estrangeiras.

“No governo do México ninguém está protegido”, destacou a declaração.

O gabinete sublinhou que a política de impunidade zero é aplicada sem distinção de cargos, filiações políticas ou relações pessoais. Ele garantiu que os resultados são públicos e verificáveis.

A posição oficial busca esclarecer dúvidas sobre o caso, que mantém o ex-presidente sinaloense na mira diante do pedido de extradição dos Estados Unidos.

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