O vírus retorna: sete crianças sem proteção
A notícia me atingiu como um balde de água fria. O secretário de Saúde de Oaxaca, Efrén Emmanuel Jarquín González, confirmou sete casos de sarampo no estado. Cinco são crianças entre oito e doze anos. Outros dois têm quatorze e quinze anos.
Aqui está o fato que dói: ninguém foi vacinado. Nem um único. Felizmente, todos se recuperaram sem maiores complicações e já estão em casa. Mas o alerta está ativado.
Um surto com direção conhecida
Os casos estão concentrados na região Mixteca, especificamente em Santiago Tilapa, Santiago Juxtlahuaca e Coicoyán de las Flores. Não é uma coincidência. É o mapa de um sistema que falhou.
E a explicação oficial é contundente. Jarquín González não mede palavras:
“Naquele país vizinho consideram que o esquema de vacinação não é importante, estávamos preocupados com a maioria dos casos… muitos dos quais estamos mostrando em todo o México que há um déficit na aplicação de vacinas, por isso o surto estava ficando fora de controle no ano passado.”
Tradução: o vírus chegou dos Estados Unidos, onde alguns grupos minimizam as imunizações, e encontrou aqui terreno fértil devido à nossa própria falta de proteção. Um coquetel perigoso.
Agora as autoridades dizem ter oferta suficiente da vacina tríplice viral (contra sarampo, rubéola e caxumba) para cobrir toda a população. A prescrição é clara: uma dose por ano, outra aos dezoito meses e um reforço aos seis anos.
Mas também fazem um apelo urgente: os maiores de dez anos e os adultos também devem proteger-se. Ninguém está completamente seguro.
A mensagem final do secretário não poderia ser mais direta:
“A vacinação é a melhor proteção para esta doença. É impossível termos sarampo se tivermos uma vacina disponível.”
É uma equação simples. Temos a ferramenta para evitar o drama. Usá-lo ou não é uma decisão com consequências muito reais, principalmente para os mais pequenos.




