Rússia lança maior ataque aéreo contra a Ucrânia em meses

A ofensiva mais intensa em meses deixa 22 mortos e expõe a vulnerabilidade antiaérea ucraniana.

A noite mais mortal em Kiev

Nas primeiras horas da manhã de segunda-feira, a Rússia realizou uma das mais severas ofensivas aéreas dos últimos meses contra a Ucrânia. O saldo: pelo menos 22 mortos e dezenas de feridos, segundo fontes oficiais.

Kyiv concentrou o peso do ataque. As forças russas dispararam 351 drones e 68 mísseis, incluindo 29 mísseis balísticos que conseguiram atingir os seus alvos. Na capital, 15 pessoas morreram e outras 56 ficaram feridas. Sete mortes adicionais foram registradas na região de Kyiv. As equipes de resgate continuam procurando sobreviventes nos escombros.

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A urgência dos Patriotas

O presidente Volodymyr Zelenskyy afirmou que estes ataques reforçam a necessidade imediata de receber mais mísseis interceptadores Patriot.

“A Ucrânia mantém a capacidade de abater drones e mísseis de cruzeiro, mas enfrenta sérias limitações contra projéteis balísticos”, declarou ele.

O presidente procurará reforçar esse pedido durante a próxima cimeira da NATO na Turquia.

Por seu lado, o Ministério da Defesa russo garantiu que os bombardeamentos foram dirigidos contra fábricas de armas, infra-estruturas energéticas e instalações militares em Kiev.

“Responderemos com ataques mais intensos se o Ocidente aumentar o fornecimento de armas à Ucrânia”, alertou Moscou.

O ataque expõe o desgaste dos sistemas antiaéreos ucranianos e a crescente capacidade da Rússia de sobrecarregar as defesas com mísseis balísticos.

México apresenta queixas por mortes sob custódia do ICE

O Ministério das Relações Exteriores inicia queixas ao Departamento de Justiça e ao Ministério Público pelas 17 mortes de compatriotas.

O Ministério das Relações Exteriores (SRE) iniciou as ações judiciais anunciadas pela presidente Claudia Sheinbaum após a morte de 17 mexicanos sob custódia do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE).

Ações em tribunais dos EUA e organizações internacionais

Esta segunda-feira, o ministro das Relações Exteriores, Roberto Velasco, detalhou as medidas tomadas: uma queixa formal perante o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, queixas perante os procuradores estaduais, cartas de cessação e desistência contra centros de detenção e uma comunicação ao Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos.

O Itamaraty indicou que, em coordenação com a Procuradoria-Geral da República (FGR), a denúncia ao Departamento de Justiça será entregue através da Embaixada do México. Além disso, as denúncias já foram iniciadas junto aos Ministérios Públicos competentes, por meio da rede consular.

“O objetivo desses escritos é cessar imediatamente as ações ou omissões que levaram a essas mortes, como impedir o acesso a cuidados médicos imediatos e rápidos”, disse o SRE sobre a primeira carta de cessar e desistir, endereçada ao centro de detenção de Adelanto, Califórnia, onde quatro mexicanos morreram.

O ministro das Relações Exteriores, Roberto Velasco, também enviou uma carta a Volker Türk, Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos, solicitando que seu gabinete coletasse informações das autoridades dos EUA, analisasse a compatibilidade dos acontecimentos com as obrigações internacionais e fizesse recomendações.

O Itamaraty reiterou que estas medidas correspondem à fase de investigação, “etapa prévia essencial ao exercício das ações judiciais que tramitam nos termos da lei”. Da mesma forma, garantiu apoio permanente às famílias das vítimas através da rede consular e confirmou que o Governo do México atuará com firmeza através dos canais institucionais.

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Sheinbaum apela à unidade face às violações dos direitos dos mexicanos nos EUA.

O Presidente apela aos partidos e à sociedade para que rejeitem as violações dos direitos dos concidadãos.

Sheinbaum apela à unidade nacional

A Presidente Claudia Sheinbaum pediu a todos os partidos políticos, ao Congresso e à sociedade mexicana que se unissem na rejeição das violações dos direitos humanos dos concidadãos nos Estados Unidos. Informou que esta segunda-feira o Ministério das Relações Exteriores (SRE) apresentará denúncias formais pela morte de 17 mexicanos ligadas a ações do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE).

“Esta não é uma questão apenas para o Governo do México… Apelo a todos os partidos políticos, a todos, a toda a sociedade… que sejam solidários com os nossos concidadãos nos Estados Unidos. Não creio que ninguém gostaria desta situação”, declarou ele na conferência matinal.

O presidente também relatou contato com o embaixador norte-americano Ronald D. Johnson, que se mostrou receptivo à posição mexicana. O ministro das Relações Exteriores, Roberto Velasco Álvarez, comunicou as ações judiciais a serem tomadas e Johnson percebeu a preocupação do Governo do México.

Sheinbaum esclareceu que não se pretende um conflito bilateral, mas sustentou que é necessário levantar a voz face às violações dos direitos humanos. Apelou à Comissão Permanente do Congresso da União para que todos os partidos, sem exceção, apresentem pedidos de informação e demonstrem a sua rejeição.

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Investimento histórico de 59 mil milhões de pesos em escolas até 2026

O governo federal investirá 59 bilhões de pesos em escolas, beneficiando 71 mil escolas.

A presidente Claudia Sheinbaum anunciou um investimento histórico de quase 59 bilhões de pesos em infraestrutura educacional em 2026. Os recursos serão canalizados por meio do programa A Escola é Nossa (LEEN) e do Fundo de Contribuições Múltiplas (FAM).

“Investimento histórico de 59 bilhões de pesos para as escolas do país, sem considerar o que os entes federais investem diretamente”, destacou na conferência matinal.

O secretário de Educação, Mario Delgado, detalhou a distribuição: 37.715 milhões de pesos para a educação básica (15.021 milhões de pesos diretos e 22.694 milhões de pesos do LEEN); 10.916,4 milhões de pesos para o ensino secundário superior, que inclui a criação de 156.240 novas vagas através de novos Bacharelados Nacionais; e 9.783,9 milhões de pesos para o ensino superior em escolas como a Universidade Rosario Castellanos e TecNM.

Além disso, o ano fecha com 22 milhões de bolseiros em todos os níveis de ensino, segundo o responsável.

A Escola é Nossa chega a mais de 71 mil escolas

A diretora geral do LEEN, Pamela López, informou que este ano foram atendidas 71.482 escolas com um investimento social de 22.694 milhões de pesos. Os recursos são atribuídos de acordo com a vulnerabilidade, a marginalização e o atraso social. O programa abrange desde Centros Múltiplos de Atendimento até escolas de ensino médio, com cobertura total em escolas de ensino fundamental e médio.

“Todas essas conquistas foram possíveis graças à participação de mães, pais, professores, que compõem as comunidades escolares”, disse López.

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