Outro capítulo da eterna guerra de Sinaloa
A Secretaria de Defesa Nacional (Sedena) anunciou nesta quinta-feira o envio de mais 1.600 soldados para Sinaloa. Entre eles, 90 são membros do Corpo de Forças Especiais. Eles viajaram em quatro aeronaves de transporte pesado da Força Aérea Mexicana com destino a Culiacán e Mazatlán.
O objetivo oficial, segundo o comunicado, é claro: “reforçar o destacamento operacional” e “contribuir para ações que inibam as atividades ilícitas de grupos criminosos”. Parece um disco quebrado, certo? A mesma música com instrumentos diferentes.
As letras pequenas da operação
A missão descrita é manual: coordenação com as autoridades, dissuasão, prevenção e tarefas de patrulha. Todos “aderindo à Lei” e “respeitando os Direitos Humanos”. O roteiro é impecável. A execução, essa é outra história que já conhecemos.
Este não é o primeiro reforço. É o segundo grupo de forças especiais a chegar em dias. Em 23 de dezembro, chegaram 150 pára-quedistas fuzis. E pouco antes, no sábado dia 20, chegaram mais 180 elementos do mesmo corpo de elite.
As autoridades militares detalharam que já existem dez batalhões destacados na área, totalizando cerca de 2.500 soldados. Um número que fala por si sobre o tamanho do desafio que enfrentam.
“…atuar em coordenação com as autoridades…realizando tarefas de dissuasão, prevenção e patrulhamento que gerem um ambiente de tranquilidade…”
A declaração oficial insiste que tudo isto faz parte de “uma estratégia mais ampla para melhorar a segurança”. Procura “reduzir a atividade de grupos criminosos e garantir a tranquilidade”. Palavras nobres. A realidade nas ruas de Sinaloa será quem dará o veredicto final sobre a sua eficácia.
Enquanto isso, os aviões continuam chegando. Os soldados desembarcam. E toda uma região espera, mais uma vez, que desta vez seja diferente.




