PT apoia Plano B mas impede cassação de mandato

O PT apoia o Plano B mas rejeita o artigo sobre revogação de mandato, marcando a sua primeira fissura pública com Sheinbaum.

O primeiro ‘mas’ da coalizão

Alberto Anaya, coordenador do PT no Senado, acaba de marcar a primeira linha vermelha pública do novo governo. A sua bancada apoiará o Plano B de Sheinbaum, mas com uma excepção que soa como um aviso: o artigo 35.

É isso que propõe a revogação de mandato para junho de 2027. E o PT diz ‘até aqui’.

“Apoiaremos a iniciativa como um todo, mas não concordamos com a inclusão da revogação do mandato”, declarou Anaya.

Tradução: votaremos todo o resto, mas esse ponto fica de fora. É a clássica medida parlamentar: apoiar o pacote mas distanciar-se do artigo desconfortável.

RelacionadoSheinbaum afirma que se submeterá à cassação do mandato

O curioso é o momento. Sheinbaum ainda nem tomou posse e já há um legislativo mas em cima da mesa. Anaya foi rápida em esclarecer que isso não significa um rompimento.

“O PT continuará apoiando firmemente Sheinbaum até 2030”, insistiu, negando rumores de fraturas.

Mas nas entrelinhas, a mensagem é clara: há questões em que a coligação não caminhará em uníssono. A revogação – mecanismo que Morena utilizou no passado – agora incomoda o aliado.

Anaya falou de “ameaças externas e internas” que exigem unidade. Parece mais uma justificação para reforçar a coligação e, ao mesmo tempo, marcar distância num ponto específico.

Assim o Plano B avança, mas mutilado. A discussão sobre a revogação de mandatos continua sendo uma questão pendente – e como o primeiro lembrete de que maiorias absolutas também apresentam falhas.

Ponte pedonal desaba na praia de Manzanillo; dois feridos

Queda de ponte pedonal na praia de La Boquita deixa dois feridos ligeiros.

Desabamento em La Boquita

Duas pessoas sofreram ferimentos leves após o desabamento da passarela de pedestres na praia La Boquita, em Manzanillo, Colima. O incidente ocorreu na tarde de sábado, 25 de julho, e mobilizou elementos da Proteção Civil, que se deslocaram para prestar apoio.

Segundo as autoridades, os afetados não necessitaram de transferência hospitalar. A área foi isolada para evitar riscos a outros turistas e para permitir verificações de segurança.

Antecedentes e investigação

A mesma ponte já havia desabado em 2017 e foi reconstruída. No entanto, as autoridades observaram que a nova estrutura parecia apresentar deficiências. Uma investigação será iniciada para determinar as responsabilidades por sua construção e manutenção.

Pessoal especializado realizará inspeções para avaliar condições e descartar outros pontos de risco. Os visitantes foram orientados a evitar a área afetada. As autoridades municipais e estaduais manterão a vigilância até que o acesso seguro seja garantido.

O caso reacendeu o debate sobre a infraestrutura turística e a necessidade de revisões periódicas nos espaços públicos.

Continuar lendo

PAN acusa perseguição política contra Ernesto Ruffo Appel

O líder do PAN denuncia o uso político da justiça contra o ex-governador da Baixa Califórnia.

Acusações de perseguição política

O presidente nacional do PAN, Jorge Romero Herrera, garantiu que Ernesto Ruffo Appel é vítima de perseguição política por parte do governo federal. Em comunicado, o líder do PAN destacou que a admissão do ex-governador da Baixa Califórnia numa prisão de segurança máxima responde a um uso político das instituições de justiça.

Romero Herrera afirmou que não há provas suficientes para apoiar as acusações contra Ruffo Appel por uma suposta rede de evasão fiscal. O deputado do PAN sustentou que o governo optou por perseguir os opositores, ignorando as acusações contra figuras do Morena.

Comparação com casos Morena

O líder do PAN mencionou políticos morenoístas como Rubén Rocha Moya, Enrique Inzunza, Américo Villarreal e Marina del Pilar Ávila. Ele disse que enfrentaram questões sobre possíveis ligações com o crime organizado sem que as autoridades agissem tão rapidamente.

Romero Herrera insistiu que a lei deve ser aplicada sem distinções. Sublinhou que quem comete um crime deve responder à justiça, mas exigiu que o sistema penal não seja utilizado como instrumento de perseguição política.

Continuar lendo

Antes que saques e empréstimos não pagos colocassem milhões em risco

Moreira e especialistas alertam sobre o impacto dos saques antecipados e dos empréstimos não pagos.

Risco para os bens dos trabalhadores

Rubén Moreira, coordenador do PRI na Câmara dos Deputados, alertou que o aumento da carteira vencida de hipotecas e crédito ao consumo, juntamente com o aumento dos saques de Afores devido ao desemprego, colocam em risco o patrimônio e as pensões futuras de milhões de mexicanos.

Durante o programa “Com Peras, Maçãs e Laranjas”, Moreira destacou:

A falta de emprego obrigou muitas famílias a deixar de pagar os seus empréstimos bancários e a recorrer às suas poupanças para a reforma para cobrir necessidades básicas, como alimentação e medicamentos.

O legislador criticou o facto de não haver informação suficiente sobre as consequências do levantamento de recursos dos Afores, uma vez que isso reduz a poupança acumulada para a reforma.

Ele também alertou sobre o crescimento dos empréstimos concedidos por fintechs e bancos digitais, alguns dos quais podem arcar com custos financeiros elevados e representar riscos para os usuários.

Mario Di Costanzo, especialista, informou que entre janeiro e junho deste ano mais de um milhão de trabalhadores fizeram retiradas parciais de seus Afores por motivo de desemprego. Acrescentou que a carteira vencida da Infonavit atingiu 410 mil milhões de pesos durante o primeiro trimestre de 2026, enquanto as hipotecas e os empréstimos ao consumo em atraso ultrapassaram os 110 mil milhões de pesos.

Miguel Ángel Sulub, por seu lado, explicou que os levantamentos antecipados do Afores não afectam apenas o valor disponível para a reforma, mas também as semanas de contribuições necessárias para obter uma pensão.

Continuar lendo