A paciência das arquibancadas está acabando
As máscaras de palhaço diziam mais de mil palavras. Neste domingo, antes do confronto contra o Fulham, um grupo de 500 a 600 torcedores do Manchester United dirigiu-se ao Sir Matt Busby Way. A fumaça dos sinalizadores e dos banners deixou a mensagem clara: basta.
A organização ‘The 1958’ foi a promotora desta marcha, outra de uma longa lista. O objetivo é duplo: a família Glazer, proprietária do clube desde 2005, e Jim Ratcliffe, o magnata que assumiu o controle do esporte este ano.
Eles reclamam de uma “propriedade disfuncional e inepta”
A frase não é minha, é deles. E resume uma frustração que vem fervendo há anos. Os Glazers nunca foram populares. A esperança veio com Ratcliffe, um fanático declarado. Mas a sua chegada foi acompanhada de aumentos de internamentos, cortes e uma sensação de mais do mesmo.
O último título da liga foi em 2013. Onze anos é muito tempo para um gigante. A polícia não relatou nenhuma prisão, mas o descontentamento está mais vivo do que nunca. Não é só pelos maus resultados. É porque sentimos que a alma do clube está perdida.
Do lado de fora, pode ser visto como mais uma birra de torcedor. Mas quem vive o esporte sabe que se trata de identidade. Defender as cores quando sentir que quem deveria fazê-lo não está à altura da tarefa. O jogo contra o Fulham acabou sendo o de menos. O verdadeiro drama já havia acontecido nas ruas.




