Acabou a chuva de papéis
Se você pensava que o clássico entre River e Boca só deixou pênalti de Paredes, se enganou. No domingo, o Monumental assistiu a algo mais do que um golo: um incêndio que obrigou os bombeiros a intervir. As chamas danificaram assentos e causaram tumultos. Tudo pelos confetes.
Agora, o Comitê de Segurança Esportiva de Buenos Aires tomou medidas sobre o assunto. Proibição “preventiva” do uso de recortes de papel em todos os estádios do bairro. Não é por menos.
“Mesmo que o clube local já tivesse aprovado protocolos de contingência… ocorreu um incidente que mostra concretamente o risco potencial de ignição”, explicaram as autoridades.
A tradição veio da Copa do Mundo de 78. A torcida do River, convocada pela subcomissão de torcedores, cortou milhares de papéis para dar as boas-vindas ao time. Mas desta vez, a festa literalmente morreu.
O Boca venceu por 1 a 0 com pênalti de Leandro Paredes. Mas o que fica é uma lição: às vezes, os mais belos costumes podem tornar-se perigosos quando os riscos não são medidos. Futebol é paixão, mas também responsabilidade.




