Encerramento definitivo devido a violações de regulamentos ambientais
A Agência Federal de Proteção Ambiental (Profepa) emitiu uma resolução inédita ao decretar o fechamento total definitivo do complexo Dolphinaris Barceló, localizado em Quintana Roo. Esta decisão, apoiada por evidências convincentes, deriva de múltiplas irregularidades no manejo de mamíferos marinhos, conforme detalhado pela promotora federal Mariana Boy durante o anúncio oficial.
As sete infrações que selaram o destino do delfinário
O operador do estabelecimento, Acuario Arrecifal S.A. de C.V., cometeu violações sistemáticas da NOM-135-SEMARNAT-2004, que regulamenta o bem-estar das espécies aquáticas em cativeiro. Entre as falhas documentadas destacam-se:
- Práticas que comprometeram o tratamento digno dos espécimes.
- Omissão na notificação de incidentes de risco.
- Execução de acrobacias não autorizadas com golfinhos sob tratamento veterinário.
- Exceder a capacidade permitida nas interações com visitantes.
- Ausência de avaliações médicas periódicas.
- Falta de controle da temperatura da água.
Essas negligências geraram uma multa financeira de 7,5 milhões de pesos e a desativação permanente das instalações, incluindo a vedação física dos acessos.
O caso Mincho: negligência médica e denúncia criminal
Um episódio crítico que acelerou a intervenção das autoridades ocorreu em 28 de novembro de 2020, quando o golfinho Mincho sofreu um ferimento na cabeça durante uma apresentação. A investigação revelou que:
- O centro escondeu o acidente das autoridades.
- Eles devolveram o animal às atividades dois dias depois, ignorando uma incapacidade médica de 15 dias.
- Não foram realizados os exames mensais e semestrais exigidos por lei.
Atualmente, Mincho – 35 anos – tem consequências permanentes: perda total da visão no olho esquerdo e redução de 40% no direito. Embora tenha sido transferido para outro delfinário, ele não participa mais de shows.
Consequências legais e precedentes regulatórios
A Profepa apresentou uma denúncia-crime à Procuradoria-Geral da República (FGR) contra os responsáveis, que podem pegar até 9 anos de prisão e multas equivalentes a 3 mil dias de salário mínimo. Este caso estabelece um precedente fundamental para a supervisão de centros com mamíferos marinhos no México, reforçando o quadro jurídico da Lei Geral da Vida Selvagem.
O que vem a seguir? Esta decisão histórica exige maior rigor na fiscalização dos parques aquáticos. Compartilhe esta informação para aumentar a conscientização sobre o turismo responsável com a vida marinha. Descubra mais reportagens sobre conservação ambiental em nossa seção especializada.
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