Dusan Tadic retorna à Holanda para jogar pelo NEC Nijmegen

O veterano meio-campista sérvio assina por dois anos com o NEC, após passagem pelo Al Wahda.

Um velho conhecido retorna à Eredivisie

Dusan Tadic está de volta à Holanda. O meio-campista sérvio, de 37 anos, assinou contrato de duas temporadas com o NEC Nijmegen, clube que surpreendeu ao terminar em terceiro lugar no campeonato holandês na temporada passada. Essa posição deu-lhe acesso às competições europeias pela primeira vez desde 2009.

O NEC enfrentará o Olympiacos na terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões. A primeira mão será disputada na Grécia na próxima semana.

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Carreira de elite

Tadic foi peça fundamental no Ajax que chegou às semifinais da Liga dos Campeões em 2019. Nessa campanha, os de Amsterdã eliminaram a Juventus e o atual campeão Real Madrid. No emblemático 4-1 no Santiago Bernabéu, Tadic marcou um golo e deu duas assistências.

Antes de sua passagem por Amsterdã, o sérvio jogou em Groningen e Twente. Ele então passou quatro anos na Premier League com o Southampton. Depois de uma temporada no Al Wahda de Abu Dhabi, ele se tornou um agente livre.

Pela seleção sérvia, Tadic se aposentou após a Euro 2024 com recorde de 111 partidas internacionais, sendo o jogador com mais partidas na história do país.

A sua experiência e liderança serão um reforço poderoso para o NEC, que procura deixar a sua marca no seu regresso à Europa.

Gol de Cabo Verde contra a Argentina é eleito o melhor da Copa do Mundo

O chute de Sidny Lopes Cabral foi eleito o melhor dos 308 gols do torneio.

O golo histórico de Cabo Verde

O atacante Sidny Lopes Cabral marcou um gol que ficará na memória do futebol. Seu chute em arco, que acertou no canto superior do gol da Argentina, empatou o placar em 2 a 2 na prorrogação da partida das oitavas de final em Miami Gardens. Apesar de Cabo Verde ter perdido por 3-2, aquele golo foi eleito pelo público como o melhor do Mundial, superando outros 307 golos.

A Fifa reduziu a lista para 12 opções para o voto popular, que foi encerrado na segunda-feira. O gol de Lopes Cabral superou o chute sutil de Eldor Shomurodov (Uzbequistão) e o chute forte de Wilson Isidor (Haiti).

A celebração também foi histórica. Lopes Cabral se separou dos companheiros, subiu na arquibancada e abraçou a namorada e a mãe. A mãe, emocionada, desmaiou ao ver o gol.

“Antes do jogo, eu havia dito à minha mãe e à minha namorada que, se marcasse, correria até elas. Quando cheguei, vi minha mãe chorando. Ela nem percebeu que eu estava ali. Todos estavam ocupados cuidando dela porque ela havia desmaiado quando marquei”, disse o jogador.

Cabo Verde, na sua estreia no Mundial, deixou uma impressão notável. Na fase de grupos empatou em 0 a 0 com a Espanha, eventual campeã, e competiu de igual para igual contra os dois finalistas do torneio. A seleção africana mostrou solidez, principalmente com a atuação do goleiro Vozinha, e colocou os favoritos em apuros.

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México amplia vantagem no quadro de medalhas da América Central

Iker Casas, Kenia Lechuga e Alexis López somam ouro para o México em Santo Domingo 2026.

Judô e remo consolidam domínio mexicano

O México ampliou sua liderança nos Jogos Centro-Americanos e do Caribe de Santo Domingo 2026. Ao final do terceiro dia, a delegação soma 27 medalhas de ouro, 23 de prata e 20 de bronze (70 no total), dobrando a safra da Colômbia, sua escolta mais próxima (12 de ouro, 38 no total).

O judoca Iker Casas, de 26 anos, foi coroado na categoria até 80 quilos ao vencer o colombiano Miguel Trejos por 2 a 0 na final. “Não senti pressão em nenhum momento. Tinha uma promessa que tinha que cumprir. Não voltaria ao México sem atingir esse objetivo e tinha que provar meu valor”, declarou Casas. “Eu estava focado o tempo todo.”

No remo, Kenia Lechuga e Alexis López conquistaram o ouro nas provas individuais de remo curto. Lechuga, de 32 anos e medalhista mundial, registrou 7m54,49 minutos, superando a cubana Loraisis Echavarría (8m10,61) e a venezuelana Kimberlin Meneses (8m12,79). “Estou sempre motivado para dedicar as minhas competências às pessoas que mais amo, claro, ao meu país, à minha família, aos amigos e até aos meus cães”, afirmou. López García venceu com 7:23,11 minutos, à frente do dominicano Ignacio Vásquez (7:25,69) e do cubano Leduar Suárez (7:32,53).

Colômbia responde no ciclismo de pista

A Colômbia diminuiu a diferença com duas medalhas de ouro na busca por equipes. O quarteto feminino (Lina Marcela Hernández, Elizabeth Castaño, Luciana Osorio e Camila Valbuena) parou o cronômetro em 3m56s353, relegando o México à prata e a Venezuela ao bronze. Na categoria masculina, Brayan Sánchez, Bryan Gómez, Juan Arango e Jordan Parra (4m13s655) também venceram a seleção mexicana.

Cuba permanece em terceiro (10 ouros, 27 no total), seguida pela Venezuela (7, 30) e pela anfitriã República Dominicana (6, 26).

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Pogacar conquista seu quinto Tour e se aproxima da lenda

Pogacar iguala o recorde de cinco Tours, com vantagem de mais de seis minutos sobre Evenepoel.

Tadej Pogacar somou o seu quinto título do Tour de France ao subir ao pódio em Paris, igualando Eddy Merckx, Miguel Indurain, Jacques Anquetil e Bernard Hinault. O esloveno de 27 anos terminou 6 minutos e 26 segundos à frente do belga Remco Evenepoel, especialista em contra-relógio.

A queda que marcou a corrida

O grande rival de Pogacar, Jonas Vingegaard, abandonou após queda na etapa 15. O dinamarquês, vencedor em 2022 e 2023, não conseguiu repetir o feito de vencer Pogacar por mais de sete minutos como em 2023. Desde então, Pogacar venceu três Tours consecutivos. Vingegaard só conseguiu vestir a camisa amarela por um breve período, graças à vitória de sua equipe no contra-relógio inaugural em Barcelona.

Pogacar venceu cinco etapas nesta edição e soma 26 no total. Ele precisa de mais 10 para quebrar o recorde de Mark Cavendish (35). Poderia alcançá-lo em dois anos, já que o máximo em uma única edição é seis (2024).

Alguém pode desafiá-lo?

Vingegaard, 29 anos, ainda tem tempo, mas precisa recuperar o nível nas grandes subidas. O francês Paul Seixas, de 19 anos, foi quarto na estreia e levanta esperanças no país, 41 anos depois do último triunfo de Hinault. Lenny Martínez (23) foi quinto, embora tenha perdido uma oportunidade em Alpe d’Huez. O equatoriano Richard Carapaz (33) venceu duas etapas, mas ficou 20 minutos atrás na classificação geral.

Apenas Evenepoel (26) parece ter opções. Ele venceu a etapa 15 após a queda de Vingegaard e pode vencer Pogacar no contra-relógio, mas precisa melhorar nas montanhas. Sua equipe Red Bull-Bora-Hansgrohe tem apoio financeiro. Enquanto isso, o mexicano Isaac Del Toro (22) foi o terceiro, mas como companheiro de Pogacar na UAE Team Emirates.

Controles antidoping e controvérsias

Pogacar e Vingegaard foram submetidos a verificações não anunciadas às 5h e às 2h, respectivamente. Evenepoel classificou o cronograma como “muito desrespeitoso”. Pogacar sugeriu que a fadiga pode ter desempenhado um papel na queda de Vingegaard, embora aceitasse que os testes aleatórios melhoram a transparência. A União Ciclística Internacional encomendou os controlos à Agência Internacional de Testes, que garantiu que os procedimentos corretos fossem seguidos.

Chris Froome, vencedor de quatro Tours, apoiou os testes matinais: “Nossas portas devem estar sempre abertas, por mais desconfortável que seja, para inspirar confiança”. A sombra do escândalo Armstrong ainda está presente e o ciclismo procura dissipar as dúvidas.

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