Gol de Cabo Verde contra a Argentina é eleito o melhor da Copa do Mundo

O chute de Sidny Lopes Cabral foi eleito o melhor dos 308 gols do torneio.

O golo histórico de Cabo Verde

O atacante Sidny Lopes Cabral marcou um gol que ficará na memória do futebol. Seu chute em arco, que acertou no canto superior do gol da Argentina, empatou o placar em 2 a 2 na prorrogação da partida das oitavas de final em Miami Gardens. Apesar de Cabo Verde ter perdido por 3-2, aquele golo foi eleito pelo público como o melhor do Mundial, superando outros 307 golos.

A Fifa reduziu a lista para 12 opções para o voto popular, que foi encerrado na segunda-feira. O gol de Lopes Cabral superou o chute sutil de Eldor Shomurodov (Uzbequistão) e o chute forte de Wilson Isidor (Haiti).

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A celebração também foi histórica. Lopes Cabral se separou dos companheiros, subiu na arquibancada e abraçou a namorada e a mãe. A mãe, emocionada, desmaiou ao ver o gol.

“Antes do jogo, eu havia dito à minha mãe e à minha namorada que, se marcasse, correria até elas. Quando cheguei, vi minha mãe chorando. Ela nem percebeu que eu estava ali. Todos estavam ocupados cuidando dela porque ela havia desmaiado quando marquei”, disse o jogador.

Cabo Verde, na sua estreia no Mundial, deixou uma impressão notável. Na fase de grupos empatou em 0 a 0 com a Espanha, eventual campeã, e competiu de igual para igual contra os dois finalistas do torneio. A seleção africana mostrou solidez, principalmente com a atuação do goleiro Vozinha, e colocou os favoritos em apuros.

Infantino ataca críticos da Copa do Mundo e defende FIFA

Infantino defende o torneio e critica quem espalha “ódio e boatos falsos”.

Infantino responde às críticas

O presidente da FIFA, Gianni Infantino, lançou uma forte mensagem contra aqueles que considera críticos da Copa do Mundo, acusando-os de “espalhar ódio e falsos rumores” sobre o torneio. Num comunicado de 900 palavras publicado nas suas redes sociais, Infantino elogiou a FIFA por oferecer “o melhor espetáculo do mundo” e destacou que a competição gerou “alegria e união”.

“Lamento que vocês tenham ficado tão consumidos pelo ódio e pelas críticas que tenham perdido tudo”, escreveu Infantino, dirigindo-se “àqueles que estão por trás de suas canetas e papéis, por trás de suas telas, espalhando ódio e falsos rumores”.

As controvérsias notadas

Durante a Copa do Mundo, a FIFA enfrentou críticas por vários motivos: a negação de vistos a dirigentes iranianos, a um árbitro somali e a torcedores; a alegada influência política de Donald Trump para evitar uma sanção contra Folarin Balogun; os altos preços dos ingressos; e intervalos comerciais durante os jogos.

Infantino defendeu sua gestão: “Todas as cidades estavam lotadas de torcedores de todo o mundo. Enquanto eles comemoravam, você estava ocupado semeando sementes de ódio”. Ele também garantiu que trabalharam para unir os países em conflito, referindo-se ao Irã e aos Estados Unidos.

Relacionamento tenso com a imprensa

O presidente da FIFA mantém uma relação tensa com a mídia. Em sua coletiva de imprensa pré-torneio na Cidade do México – a primeira com a participação total de jornalistas internacionais desde março de 2023 – ele sugeriu aos críticos “acalmem-se, relaxem”.

Além disso, o deputado Jamie Raskin, do Comitê Judiciário da Câmara dos EUA, solicitou documentos sobre os laços entre a FIFA e a administração Trump. A FIFA ainda não respondeu.

Defesa após cartão vermelho de Balogun

Sobre a polémica sobre o cartão vermelho ao avançado norte-americano, Infantino explicou que “as decisões subsequentes de não sancionar jogadores em determinadas situações são rotineiras”. A FIFA adiou a sanção por um período experimental, uma medida incomum que ainda não tem veredicto por escrito.

Infantino encerrou a sua mensagem com um apelo à reflexão: “Para aqueles que gastam o seu tempo e energia nos odiando, por favor reservem um momento para refletir, meditar, rezar ou assistir a um jogo de futebol”. E acrescentou: “Muito amor a todos”.

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Dusan Tadic retorna à Holanda para jogar pelo NEC Nijmegen

O veterano meio-campista sérvio assina por dois anos com o NEC, após passagem pelo Al Wahda.

Um velho conhecido retorna à Eredivisie

Dusan Tadic está de volta à Holanda. O meio-campista sérvio, de 37 anos, assinou contrato de duas temporadas com o NEC Nijmegen, clube que surpreendeu ao terminar em terceiro lugar no campeonato holandês na temporada passada. Essa posição deu-lhe acesso às competições europeias pela primeira vez desde 2009.

O NEC enfrentará o Olympiacos na terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões. A primeira mão será disputada na Grécia na próxima semana.

Carreira de elite

Tadic foi peça fundamental no Ajax que chegou às semifinais da Liga dos Campeões em 2019. Nessa campanha, os de Amsterdã eliminaram a Juventus e o atual campeão Real Madrid. No emblemático 4-1 no Santiago Bernabéu, Tadic marcou um golo e deu duas assistências.

Antes de sua passagem por Amsterdã, o sérvio jogou em Groningen e Twente. Ele então passou quatro anos na Premier League com o Southampton. Depois de uma temporada no Al Wahda de Abu Dhabi, ele se tornou um agente livre.

Pela seleção sérvia, Tadic se aposentou após a Euro 2024 com recorde de 111 partidas internacionais, sendo o jogador com mais partidas na história do país.

A sua experiência e liderança serão um reforço poderoso para o NEC, que procura deixar a sua marca no seu regresso à Europa.

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México amplia vantagem no quadro de medalhas da América Central

Iker Casas, Kenia Lechuga e Alexis López somam ouro para o México em Santo Domingo 2026.

Judô e remo consolidam domínio mexicano

O México ampliou sua liderança nos Jogos Centro-Americanos e do Caribe de Santo Domingo 2026. Ao final do terceiro dia, a delegação soma 27 medalhas de ouro, 23 de prata e 20 de bronze (70 no total), dobrando a safra da Colômbia, sua escolta mais próxima (12 de ouro, 38 no total).

O judoca Iker Casas, de 26 anos, foi coroado na categoria até 80 quilos ao vencer o colombiano Miguel Trejos por 2 a 0 na final. “Não senti pressão em nenhum momento. Tinha uma promessa que tinha que cumprir. Não voltaria ao México sem atingir esse objetivo e tinha que provar meu valor”, declarou Casas. “Eu estava focado o tempo todo.”

No remo, Kenia Lechuga e Alexis López conquistaram o ouro nas provas individuais de remo curto. Lechuga, de 32 anos e medalhista mundial, registrou 7m54,49 minutos, superando a cubana Loraisis Echavarría (8m10,61) e a venezuelana Kimberlin Meneses (8m12,79). “Estou sempre motivado para dedicar as minhas competências às pessoas que mais amo, claro, ao meu país, à minha família, aos amigos e até aos meus cães”, afirmou. López García venceu com 7:23,11 minutos, à frente do dominicano Ignacio Vásquez (7:25,69) e do cubano Leduar Suárez (7:32,53).

Colômbia responde no ciclismo de pista

A Colômbia diminuiu a diferença com duas medalhas de ouro na busca por equipes. O quarteto feminino (Lina Marcela Hernández, Elizabeth Castaño, Luciana Osorio e Camila Valbuena) parou o cronômetro em 3m56s353, relegando o México à prata e a Venezuela ao bronze. Na categoria masculina, Brayan Sánchez, Bryan Gómez, Juan Arango e Jordan Parra (4m13s655) também venceram a seleção mexicana.

Cuba permanece em terceiro (10 ouros, 27 no total), seguida pela Venezuela (7, 30) e pela anfitriã República Dominicana (6, 26).

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