Uma chamada do porto de Arguineguín
Esta quinta-feira, o Papa Leão XIV visitou o porto de Arguineguín, nas Ilhas Canárias, um dos pontos de maior chegada de migrantes à Europa. A partir daí, apelou ao respeito pela sua dignidade e pelos seus direitos.
“A dignidade humana não depende de uma nacionalidade nem se perde ao cruzar uma fronteira”, lembrou o pontífice. Pediu aos governos que evitassem a indiferença face às tragédias migratórias.
O local foi apontado em 2020 pelas condições sofridas por centenas de pessoas, que passaram semanas em acampamentos improvisados sem serviços adequados. Hoje, as Ilhas Canárias continuam a ser uma rota fundamental para os migrantes da África Ocidental.
Homenagem no mar
Leão XIV também prestou homenagem àqueles que perderam a vida na viagem. Acompanhado por migrantes, atirou flores ao oceano, um gesto semelhante ao do Papa Francisco em Lampedusa em 2013.
O pontífice exortou os países de origem, trânsito e destino a protegerem os migrantes e a combaterem as redes de tráfico de seres humanos. Alertou que a Europa não pode habituar-se a que os seus mares se tornem locais de sofrimento sem reconhecer as histórias humanas por trás deles.




