Os EUA sancionam dois mexicanos por contrabando de combustível ligado ao CJNG

Novas sanções dos EUA visam uma rede fiscal huachicol ligada ao CJNG.

Sanções dos EUA contra a rede huachicol

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos sancionou dois mexicanos e as suas nove empresas pelas suas ligações a uma rede de contrabando de combustível do Cartel Jalisco Nueva Generación (CJNG). São eles Oscar Guillermo Juraidini Silva, 41 anos, e J. Refugio Ruiz Villagómez, 65.

A prática conhecida como huachicol fiscal consiste em introduzir combustível refinado no México, evadindo impostos, declarando-o como mais uma mercadoria. O alerta dos EUA indica que no último ano foram registadas 160 atividades suspeitas no valor de 7 mil milhões de dólares.

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Detalhes da rede

Juraidini Silva é descrito como “um operador-chave” e “o cérebro” por trás das operações financeiras do cartel. Ele é acusado de criar empresas de fachada e falsificar documentos alfandegários para traficar combustível e fugir do IEPS, gerando dezenas de milhões de dólares anualmente para a organização. Ruiz Villagómez, por sua vez, “é conhecido por contrabandear combustível dos Estados Unidos para o México”, pagando taxas aos cartéis para passar pela alfândega.

“Os cartéis mexicanos, incluindo Jalisco Nueva Generación e Sinaloa, usam empresas mexicanas com licenças para comprar combustível de vendedores nos Estados Unidos, que aproveitam seus relacionamentos com refinarias para desviá-lo para redes de empresas fantasmas”, descreve o alerta.

As sanções imobilizam todos os activos, contas e interesses sob jurisdição dos EUA destas pessoas e empresas como o Centro Cambiario La Peseta, OJ Living Trust e Jomadi Logistics & Cargo. Este último já foi investigado em 2020 por violar sanções contra a PDVSA.

Impacto na economia

A rede opera principalmente nas alfândegas de Reynosa, Matamoros e Nuevo Laredo. FinCEN, a rede de vigilância financeira dos EUA, emitiu diretrizes para os bancos identificarem atividades suspeitas. As empresas norte-americanas “lavam fundos ilegais” através da compra de carros de luxo, jóias e imóveis. No México, os cartéis utilizam esse dinheiro para pagamentos em dinheiro a “campanhas políticas e meios de comunicação”, segundo o documento.

“As instituições devem estar vigilantes, pois os cartéis, seus huachicoleros e financiadores se adaptam aos esforços da lei e dos reguladores”, afirma o documento.

Após a prisão da família Jensen em abril de 2025, o contrabando de petróleo bruto mexicano para os Estados Unidos diminuiu. Mas o fluxo inverso continua: o FinCEN recebeu 160 relatórios de atividades suspeitas no valor de 7 mil milhões de dólares com origem no Texas e na Florida.

INEHRM torna-se centro de investigação e ensino

O INEHRM é transformado em centro de pesquisa e ensino sob a nova secretaria.

Transformação do INEHRM

A presidente Claudia Sheinbaum assinou o decreto que transfere o Instituto Nacional de Estudos Históricos das Revoluções do México (INEHRM) para a Secretaria de Ciência, Humanidades, Tecnologia e Inovação (SECIHTI). O instituto passa a ser um órgão público descentralizado com foco acadêmico.

Rosaura Ruiz Gutiérrez, chefe da SECIHTI, explicou que o novo esquema irá formar especialistas em história para fortalecer as capacidades nacionais em ciências sociais e humanas.

Felipe Arturo Ávila Espinosa, diretor do INEHRM, explicou que os planos de estudos vincularão o conhecimento histórico aos problemas sociais, econômicos, políticos e culturais do país, e atenderão às necessidades da Administração Pública Federal.

Oferta educacional híbrida

A oferta incluirá licenciaturas em História, Ciências Sociais e Humanas, e Administração Pública e Bom Governo. Na pós-graduação, serão acrescentados mestrados em Humanismo Mexicano, Estudos de Gênero e Feminismo e Movimentos Sociais e Resgate da Memória Histórica. Haverá também especialidades em Comunicação Política e Ensino de História.

Os graduados cobrirão temas como agrarianismo, saúde, migração, inteligência artificial, violência e direitos humanos.

Sede e chamada

A nova sede ficará na Rua Guatemala 80, Centro Histórico da Cidade do México. O primeiro edital será lançado em julho e as aulas terão início em setembro.

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Ministério Público concede medidas de proteção a vítima de violência familiar

A Promotoria de Morelos emitiu medidas de proteção após denúncia de violência familiar contra o ex-diretor da Pemex.

A Procuradoria Geral de Morelos ativou medidas de proteção a favor de Felicia Jiménez Lavie, que apresentou queixa por violência familiar contra seu marido, Víctor Rodríguez Padilla, ex-diretor da Pemex. A informação foi relatada pelo promotor Fernando Blumenkron Escobar.

As medidas, explicou o responsável, estarão disponíveis quando a vítima as exigir. A denúncia foi apresentada na Cidade do México e a Secretaria da Mulher do Governo do México acompanha diretamente o caso.

Investigação em andamento

Até agora, Jiménez Lavie não se dirigiu ao Ministério Público local para contribuir com mais elementos para a pasta da investigação. A ação foi iniciada ex officio na última sexta-feira, 26 de junho, após a divulgação de um vídeo com imagens de agressões contra a mulher.

Blumenkron garantiu que o portfólio continua sua integração. “O processo não parou e vamos continuar a garantir justiça à vítima”, afirmou. Além disso, indicou que há articulação com a Secretaria da Mulher e o Ministério Público da capital, na rota de atendimento às vítimas de violência familiar.

Dentre as ações realizadas, a Promotoria de Morelos busca localizar o endereço onde ocorreu a agressão física, para realizar laudos periciais de acordo com as imagens do vídeo veiculado pela própria vítima.

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Trump não estende T-MEC: México enfrenta revisão anual

EUA rejeitam extensão automática do T-MEC; a validade é reduzida para 10 anos com revisão anual.

Rejeição de extensão automática

Os Estados Unidos decidiram não renovar automaticamente o Tratado entre México, Estados Unidos e Canadá (T-MEC) por 16 anos. Isto reduz a sua validade para uma década com uma revisão anual. A medida gerou preocupação entre os legisladores mexicanos.

Ricardo Monreal, coordenador do Morena em San Lázaro, explicou que o tratado permanece em vigor por mais 10 anos, mas sujeito a avaliação a cada ano. Ele observou que os Estados Unidos apresentaram 54 observações, incluindo questões como a toninha-vaquita e a pirataria. O México, por sua vez, levantou 13 pontos, incluindo a cláusula 232 sobre tarifas.

“Só que será revisto ano após ano, mas o Tratado não está concluído, continua por mais 10 anos porque foi assim que foi assinado há seis anos”, declarou Monreal.

O legislador alertou que Donald Trump tem sido um crítico constante do USMCA e apelou à consideração dos benefícios que trouxe às três nações.

Reações da oposição

Héctor Saúl Téllez, vice-coordenador económico do PAN, considerou que a posição dos EUA demonstra falta de antecipação estratégica por parte do governo federal.

“A decisão dos EUA de não prorrogar automaticamente o USMCA por 16 anos na revisão de hoje não é o fim do tratado, mas revela uma falta de antecipação estratégica por parte do governo federal”, afirmou.

Téllez lembrou que o artigo 34.7 do acordo era conhecido desde 2018. Chegar a 1º de julho sem uma prorrogação limpa representa um risco que, segundo ele, deveria ter sido evitado.

A revisão anual permitirá ajustamentos, mas persiste a incerteza sobre o futuro do comércio regional. O México e o Canadá procurarão manter a estabilidade do acordo durante os próximos dez anos.

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