Os Estados Unidos aprovam um imposto de 3,5% sobre as remessas

Uma decisão controversa abala milhões: o novo imposto que mudará o futuro das famílias migrantes.

Uma mudança dramática na política fiscal dos EUA

O cenário estava montado para um capítulo que marcaria um antes e um depois na vida de milhões de pessoas. Numa votação que manteve o mundo em suspense, a Câmara dos Representantes dos EUA aprovou, por uma margem muito estreita de 215 votos a 214, um plano fiscal que irá abalar os alicerces das famílias migrantes. Não era uma lei qualquer: era o “Big, Beautiful Bill”, uma bomba-relógio econômica que inclui um imposto de 3,5% sobre remessas enviadas ao exterior.

A batalha que definiu o destino de bilhões

Durante mais de 24 horas de tensão insuportável, os republicanos travaram uma guerra interna. O imposto inicial de 5%, que teria devastado os bolsos dos trabalhadores migrantes, foi reduzido para 3,5% na sequência de uma onda de protestos de governos estrangeiros e da indústria financeira. Mas a vitória foi amarga: a partir de 2026, cada transferência de dinheiro acarretará um prejuízo fiscal que afectará imigrantes indocumentados, residentes permanentes e até turistas. O México, o segundo maior destinatário de remessas do mundo, sentiu o golpe como uma adaga no coração da sua economia.

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Os números eram assustadores: com 5%, estimou-se uma arrecadação de 22 bilhões de dólares em uma década. Agora, o cálculo exato abaixo de 3,5% é um mistério que paira no ar como uma ameaça pendente. Entretanto, o projecto atribui 150 mil milhões de dólares a prioridades que farão história: muros fronteiriços, deportações em massa e uma defesa militar reforçada. Tudo isto, enquanto o défice federal dispara para 3,8 biliões de dólares, um abismo financeiro que os democratas atribuem aos cortes de impostos para os mais ricos.

O preço humano de uma decisão política

Por trás dos números frios, há histórias de sacrifício e desespero. Cada remessa é um prato de comida, um remédio, um futuro para alguém do outro lado da fronteira. Agora, esse esforço terá um custo adicional. Os migrantes, com vistos de trabalho ou sem documentos, verão como parte do seu suor desaparece nos bolsos do tesouro dos EUA. E enquanto isso, o Banco Mundial confirma o que todos temem: O México depende desse dinheiro como a terra depende da chuva.

O plano de Trump não tributa apenas as remessas; É um terremoto político que redefine prioridades. Com investimentos recordes na segurança das fronteiras e a sombra de um défice que cresce como uma bola de neve, o futuro parece obscuro. Será este o início de uma crise migratória ainda mais profunda? Ou haverá uma reviravolta inesperada nesta trama cheia de suspense?

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Exibição histórica em El Ángel após tragédia nas comemorações

6.000 agentes protegem o Paseo de la Reforma na partida das oitavas de final.

Segurança reforçada no coração da capital

O Anjo da Independência e o Paseo de la Reforma acordaram no domingo sob uma operação de segurança sem precedentes. Milhares de policiais e prefeitos guardavam a área antes da partida das oitavas de final da Copa do Mundo entre México e Inglaterra.

A medida responde à morte de quatro torcedores ocorrida cinco dias antes, durante as grandes comemorações pela vitória do México sobre o Equador. As autoridades da capital duplicaram o número de agentes: 6.000 no Reforma —o dobro do jogo anterior—, 7.500 no Estádio Azteca e 3.300 no Zócalo.

Logo no início, centenas de torcedores vestindo camisetas verdes e bandeiras mexicanas entraram na área após verificações de segurança. Entre eles, os estudantes Daniela Oliveros, 22 anos, e Christopher Pino, 18, chegaram de Chilpancingo, Guerrero.

“Vai ser bom”, disse Pino, confiante na vitória. Oliveros foi mais cauteloso: “Aconteça o que acontecer, estaremos com a seleção nacional.”

Ambos apoiaram a implantação. “Espero que as pessoas se comportem bem”, disse Pino.

Os eventos que motivaram a operação

Na noite de 30 de junho, três pessoas morreram por asfixia nas ruas próximas a Reforma: duas mulheres de 19 e 44 anos e um homem de 48 anos. Além disso, um torcedor de 35 anos morreu no hospital de parada cardiorrespiratória após sofrer epilepsia e hemorragia digestiva. O Ministério Público da capital investiga as quatro mortes.

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El Niño se intensificará e atingirá o México em 2026

A intensificação do El Niño entre julho e setembro trará ondas de calor, secas e chuvas torrenciais em todo o mundo.

A Organização Meteorológica Mundial (OMM) prevê uma rápida evolução do fenómeno El Niño para um episódio forte entre julho e setembro de 2026. Isto aumentará a probabilidade de eventos extremos como ondas de calor, secas e chuvas intensas em diversas regiões do mundo.

Que implicações isso tem para o México?

O boletim mensal da OMM indica que o El Niño continuará a fortalecer-se durante o outono do hemisfério norte, estendendo a sua influência a muitas áreas. No Atlântico equatorial, as temperaturas permanecerão acima da média.

“Já estamos observando condições típicas de um episódio de El Niño e espera-se que elas se intensifiquem até se tornarem um episódio forte”, alertou Celeste Saulo, secretária-geral da OMM.

A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) explica que o El Niño ocorre quando as temperaturas no Pacífico tropical aumentam mais do que o normal. O nome, usado pelos pescadores peruanos, surgiu porque o aquecimento do mar coincidiu com o Natal, afetando a pesca.

Os especialistas prevêem impactos desiguais, mas claros, para o México:

  • Aumento de chuvas extremas no centro-norte.
  • Aumento do risco de furacões intensos no Pacífico.
  • Possíveis períodos de seca em algumas regiões.
  • Elevados riscos para a agricultura, água e segurança.
  • Intensificação dos incêndios florestais e efeitos na pesca.

A OMM insiste que a comunidade internacional deve preparar-se para estes eventos, uma vez que as probabilidades de eventos extremos aumentam significativamente nos próximos meses.

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Sheinbaum parabeniza Isaac del Toro pela vitória no Tour de France

O mexicano venceu a segunda etapa em sua estreia no Tour.

A presidente Claudia Sheinbaum comemorou o triunfo do ciclista mexicano Isaac del Toro na segunda etapa do Tour de France. Por meio de sua conta oficial, a presidente escreveu:

“Parabéns a Isaac del Toro pela vitória na segunda etapa do Tour de France.”

Vitória na colina de Montjuïc

Del Toro, de 21 anos, cruzou a linha de chegada em primeiro em Barcelona, batendo seu companheiro de equipe dos Emirados Árabes Unidos, Tadej Pogacar, que cedeu para lhe dar a vitória. O esloveno Remco Evenepoel ficou em terceiro e o dinamarquês Jonas Vingegaard em quarto, mantendo a camisola amarela. Mattias Skjelmose, também dinamarquês, chegou aos três segundos.

O mexicano participa pela primeira vez do Grande Boucle e sua atuação gerou entusiasmo entre os torcedores nacionais. A vitória reforça sua projeção no ciclismo internacional.

Sheinbaum destacou a conquista em um momento chave para o esporte mexicano, onde os ciclistas ganham visibilidade em competições de alto nível.

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