A missão Artemis II está se aproximando do seu momento chave
Da nave que chamaram de Integridade, a Lua não é mais apenas um ponto brilhante. É um mundo que se aproxima. A astronauta Christina Koch descreveu desta forma para o centro de controle:
“Todos nós ficamos felizes naquele momento… agora podemos ver a Lua da porta de ancoragem. É uma vista maravilhosa.”
Os companheiros de equipe Reid Wiseman, Victor Glover e Jeremy Hansen compartilharam esse sentimento. O incrível é que tudo está indo tão bem que nem precisaram fazer as correções planejadas de trajetória.
Um plano que muda dependendo de quão bem ele funciona
A manobra de 3 de abril foi tão precisa que os controladores em Houston cancelaram a primeira das três correções programadas. A Agência Espacial Europeia (ESA), que desenvolveu o motor principal com empresas de 13 países, confirmou-o nas suas redes.
Isso dá aos astronautas mais tempo para se prepararem para o que é importante: o sobrevôo na segunda-feira, 6 de abril, quando passarão à distância mínima planejada.
Seu trabalho será principalmente científico. Eles passarão horas observando e descrevendo as formações lunares. No lado visível, usarão marcos conhecidos como o Mar da Tranquilidade, onde a Apollo 11 pousou.
Mas o verdadeiro desafio – e o que a comunidade científica mais espera – será orientar-nos e fotografar estruturas nunca antes vistas no lado oculto.
Realidade cotidiana entre as estrelas
Nem tudo é perfeição técnica. Ontem houve um incidente inesperado: um cheiro de queimado vindo do banheiro. Os astronautas o descreveram como semelhante a “um velho aquecedor elétrico que não foi utilizado”.
Os controladores ainda não identificaram a causa, mas disseram:
“No geral, não temos nenhuma preocupação específica.”
O resto do dia incluiu exercícios na pequena academia, experimentos e testes do sistema de comunicações de emergência no espaço profundo.
E então, um momento não programado que constrangeu o controle de solo: o canadense Jeremy Hansen tirou a camisa diante das câmeras para sua limpeza diária com uma toalha úmida – o que há de mais próximo de um banho lá em cima. Houston decidiu não transmitir essas imagens no canal público.
É assim que a missão avança: com uma precisão técnica impressionante e aqueles pequenos lembretes humanos de que, mesmo a caminho da Lua, a vida ainda é… vida.




