Uma viagem que agora é história
No meio do caminho, com a Terra encolhendo no retrovisor e a Lua crescendo na janela. Foi assim que o piloto Victor Glover descreveu o momento histórico que a tripulação do Artemis II vive. Três americanos e um canadense estão prestes a se tornar os primeiros humanos em meio século a ver o nosso satélite de perto.
“A Terra é muito pequena e a Lua está definitivamente ficando maior”, observou Glover do espaço profundo.
Nesta segunda-feira, se tudo correr como planejado, eles fotografarão o misterioso lado oculto da Lua enquanto passam em alta velocidade. Eles não vão parar ou entrar em órbita – será um sobrevôo rápido antes de voltar para casa.
Canadá escreve seu próprio capítulo
O que torna esta missão especial vai além do simples regresso à Lua. Jeremy Hansen, o astronauta canadense, está quebrando barreiras como o primeiro cidadão não americano a voar até o nosso satélite natural.
De Quebec, a Agência Espacial Canadense comemorou esse marco ao vivo. A sua presidente, Lisa Campbell, não conseguiu conter o seu orgulho:
“Hoje está fazendo história para o Canadá”, disse Campbell. “Ao observá-lo dar este passo ousado rumo ao desconhecido, que sua jornada nos lembre que o futuro do Canadá é escrito por aqueles que ousam aspirar mais alto.”
A missão também marca outras novidades: Christina Koch será a primeira mulher e Victor Glover o primeiro astronauta negro a chegar às proximidades lunares.
Registros e precedentes
Artemis II está prestes a superar uma marca estabelecida há décadas. Eles viajarão a mais de 400 mil quilômetros da Terra – excedendo a distância da Apollo 13 – antes de fazerem aquela inversão de marcha cósmica atrás da Lua.
Este sobrevoo de quase 10 dias é apenas o começo. A NASA tem planos muito mais ambiciosos: estabelecer uma base lunar sustentável com um pouso lunar próximo ao pólo sul até 2028.
Enquanto isso, quatro pessoas flutuam naquela cápsula entre dois mundos, escrevendo o próximo capítulo da exploração espacial com sua jornada. Quando pousarem no Pacífico, em 10 de abril, terão demonstrado que, após 53 anos, a humanidade ainda está olhando para cima.




