ONGs lançam alerta máximo devido à asfixia fiscal de projetos sociais

As organizações civis alertam que as medidas fiscais colocam em risco projetos sociais essenciais em todo o país.

O alarme está tocando e ninguém parece ouvi-lo

As organizações da sociedade civil agrupadas no Manifeste a sua Cidadania acabam de lançar um SOS. Não é um exagero. É um aviso direto ao Tesouro, ao SAT e à Bienestar: se não abrirem agora um diálogo de alto nível, os projetos sociais em todo o país poderão entrar em colapso.

Estamos falando de trabalho em direitos humanos, saúde, educação e cuidados para populações vulneráveis. O tecido social que apoia quem mais precisa. E, segundo as ONG, está ameaçado.

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Um labirinto administrativo que paralisa

O problema tem nome: insegurança jurídica. Critérios restritivos e encargos administrativos excessivos que criaram um terreno pantanoso onde antes existiam caminhos livres.

“Esta situação não afeta apenas nossas operações, mas também coloca em risco a continuidade de projetos sociais fundamentais”

Essa frase deveria disparar todos os alarmes do Palácio Nacional. Porque quando as organizações que trabalham na linha da frente começam a falar de “risco de continuidade”, significa que a ajuda já não chega onde deveria.

O mais dramático é a sua posição: não pedem privilégios, pedem coerência. Reiteram o seu compromisso com a legalidade e a transparência, mas com um argumento contundente:

“As obrigações fiscais devem apoiar, e não impedir, o cumprimento dos nossos objetivos sociais”

É o bom senso convertido em exigência pública. Pagar impostos sim, mas não à custa de deixar de alimentar as crianças, de cuidar dos doentes ou de defender direitos.

Meu pai me ensinou que a política se mede pela forma como trata os mais frágeis. Hoje, enquanto escrevo isto, penso na minha esposa professora e no que significaria se os projetos educacionais que apoiam o seu trabalho desaparecessem devido à burocracia.

O apelo é claro: diálogo urgente ou consequências reais para milhões de mexicanos. O relógio já está correndo.

Um ano após descoberta em crematório, famílias marcham por justiça

Um ano após a descoberta de 386 corpos, as famílias exigem justiça e o fim da corrupção.

Marcha pela justiça um ano depois

Na tarde de sábado, grupos de famílias afetadas pelo caso do crematório Plenitude manifestaram-se. A descoberta de 386 corpos completa um ano, e a demanda dos enlutados atende.

O protesto começou na funerária Latinoamericana, uma das identificadas por familiares. De lá, os manifestantes caminharam em direção à Procuradoria-Geral da República (FGE).

Dora Elena Delgado, porta-voz do coletivo Justicia para Nuestros Deudos, informou que pelo menos 1.500 famílias foram afetadas. A exigência central: fim da impunidade, fim da corrupção e justiça plena.

Ações pendentes da autoridade

Os manifestantes carregavam cobertores com mensagens de justiça. Eles exigem ações contra os funcionários da Coespris envolvidos no caso, bem como a recaptura de José Luis A. C., proprietário do crematório. Ele foi libertado por um juiz federal e espera-se que um cartão vermelho da Interpol o prenda novamente.

Até ao momento, dos 386 corpos encontrados, a FGE informa que restam 135 por identificar. O processo de identificação continua.

O coletivo Memória, Dignidade e Justiça juntou-se à mobilização. Colocaram um memorial permanente em forma de cruz no exterior do Ministério Público, como lembrança das vítimas.

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Sheinbaum pede preservação do milho nativo para a soberania nacional

Sheinbaum destaca que o milho nativo é fundamental para a soberania alimentar e a identidade nacional.

A presidente Claudia Sheinbaum Pardo reafirmou que os governos da Quarta Transformação defendem a soberania nacional em todas as áreas. Durante um encontro com agricultores em Pijijiapan, Chiapas, ele destacou a importância do milho nativo como pilar da identidade e autossuficiência mexicana.

Defesa da soberania através do milho nativo

Sheinbaum apresentou o programa “Milho é a Raiz”, cujo objetivo é melhorar as condições dos produtores e reduzir a dependência de sementes controladas por grandes corporações.

“Conservar o milho nativo também significa defender a soberania”, afirmou.

O presidente alertou sobre os riscos das sementes híbridas:

“Se continuarmos com o milho híbrido puro, as pessoas dependerão da compra de sementes e quem venderá as sementes serão algumas empresas.”

Salientou que preservar as variedades autóctones é essencial para evitar esta dependência económica.

“Se não tivéssemos milho nativo, perderíamos boa parte da soberania alimentar, do que somos como mexicanos”, disse ele.

Além disso, estendeu a defesa da soberania aos campos energético, cultural e alimentar. Ela garantiu que a Quarta Transformação a impulsiona “de todas as maneiras possíveis”.

O programa busca fortalecer os pequenos agricultores e conservar a diversidade genética do milho, elemento central na dieta e na cultura do país.

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México envia equipe de resgate à Venezuela após terremotos

25 especialistas e 5 pares de cães viajam para apoiar os esforços de busca na Venezuela.

Solidariedade em ação

Após os terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 registrados na Venezuela em 24 de junho, que deixaram 1.430 mortos e 3.328 feridos, o México reforçou o seu apoio humanitário. O Ministério das Relações Exteriores (SRE) coordenou o envio de uma missão de resgate com a Cruz Vermelha Mexicana e a companhia aérea Volaris.

“Esta tarde partiu para a Venezuela uma equipa de apoio composta por 25 especialistas da Unidade de Busca e Resgate Urbano (USAR) da Cruz Vermelha e da Brigada Internacional de Resgate de Cancún (USAR BRIC), bem como um elemento de brigada da Azteca Topos”, indicou a agência.

Equipamento e logística

A missão inclui cinco pares de cães e 3,5 toneladas de equipamentos especializados para tarefas de busca e resgate nos escombros. A remessa foi transportada em um voo da Volaris.

“Com isto, o México reafirma a sua solidariedade e compromisso com o povo venezuelano nestes tempos difíceis”, afirmou o SRE num comunicado. O ministro das Relações Exteriores, Roberto Velasco, lidera a coordenação desta ajuda.

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