O sarampo não está ganhando terreno em Oaxaca
A notícia chegou pela manhã, com aquele tom oficial que às vezes esconde mais do que diz. Mas desta vez os dados falam por si. O governo estadual informa que apenas 10 casos de sarampo foram confirmados em toda Oaxaca. Destes, apenas um ainda está ativo.
Os outros nove foram tratados sem complicações. No comunicado oficial, as autoridades foram claras: “Oaxaca ocupa a 23ª posição a nível nacional em casos confirmados”. A razão? Uma resposta rápida e uma cerca epidemiológica bem executada.
A verdadeira barreira: a vacina
Aqui estão os dados que importam, aqueles que explicam por que o surto não saiu do controle. Os Serviços de Saúde de Oaxaca (SSO) apresentam números convincentes:
- 81% cobertura com a primeira dose (aos 6 meses)
- 92% com a segunda dose (aos 18 meses)
- 99% aos 6 anos
Esses números não são uma coincidência. Eles são o resultado de uma estratégia. Embora haja debate noutros lugares, aqui são tomadas medidas.
A infraestrutura está pronta: 10 pontos de vacinação instalados em locais chave. Parques públicos, centros comerciais, mercados e até a Central de Abasto. Lugares onde as pessoas realmente vão.
“Esta é a medida mais eficaz para prevenir o sarampo e evitar surtos na comunidade”, afirma o apelo oficial para revisão dos registros de vacinação.
Meu pai sempre disse que boa política é o que transparece na saúde dos filhos. Hoje, enquanto as minhas filhas adolescentes saem pelo mundo, este relatório dá-me uma pausa. Não é triunfalismo – é evidência. Quando as instituições funcionam, os dramas são contidos antes de se tornarem tragédias.




