O peso forte reduz a dívida pública mexicana em bilhões

A moeda nacional dá uma folga às finanças públicas, mas quanto foi realmente poupado?

Quando o peso vence o dólar (e nossos problemas financeiros)

Parece que o peso mexicano decidiu agir em conjunto em 2025 e deu ao dólar um tapa com uma luva branca. Resultado: a dívida pública – aquela montanha de dinheiro que nos faz suar frio – foi reduzida como se alguém tivesse aplicado um “delete” parcial. Segundo a HR Ratings, a taxa de câmbio nos proporcionou uma economia de pelo menos 194,2 bilhões de pesos no Balanço Histórico das Necessidades Financeiras do Setor Público (ou SHRFSP, para quem gosta de siglas).

E o Tesouro? Lá vai ele com a figura mais suculenta

Mas espere, porque o SHCP, sempre querendo roubar câmeras, garante que a economia foi de até 297 bilhões de pesos. Ou seja, o suficiente para comprar alguns estádios Azteca ou financiar todos os bolos de chilaquiles do país durante um ano. É claro que o SHRFSP – que soa como um nome de robô vilão, mas na verdade é a dívida pública na sua versão XXL – permanece em 17,8 biliões de pesos (49,5% do PIB). Sim, bilhões com B. Para contextualizar: em 2024 era de 51,3%, então… progresso, eu acho.

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Paulina Villanueva, analista de HR Ratings, resumiu perfeitamente: “A valorização do peso foi fundamental para aliviar a dívida”. Tradução: quando o dólar cai, os nossos números vermelhos parecem um pouco menos catastróficos. Isso ou alguém encontrou o código da fraude para a economia.

O detalhe que ninguém pediu, mas que todos precisamos

Para aqueles que estão se perguntando “como isso me afeta, já que só quero pagar pelo meu Netflix?”, aqui está o fato geek: um peso forte significa que o governo paga menos juros em dólares (porque sim, parte da dívida está na moeda do Tio Sam). Ou seja, menos pressão fiscal… em teoria. É claro que isso não impede que seu aluguel aumente ou que o abacate continue custando como ouro verde, mas ei, passos de bebê.

Claro, não vamos reivindicar vitória: a dívida ainda é como aquele amigo que sempre pede emprestado e nunca paga os tacos. Esses 49,5% do PIB parecem melhores do que antes, mas ainda estamos entre os três principais países da América Latina com mais dívidas (obrigado, Argentina e Brasil, por nos fazerem parecer bem).

Moral: A taxa de câmbio é como um meme, pode passar de herói a vilão em segundos. Por enquanto, vamos comemorar que o peso nos deu um descanso… antes que a próxima crise chegue e tudo vá para o inferno.

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Sheinbaum homenageia Katia Itzel García, a primeira mexicana a arbitrar uma Copa do Mundo

O presidente reconheceu o árbitro e defendeu o cantor das críticas.

Um marco para a arbitragem feminina

A presidente Claudia Sheinbaum parabenizou Katia Itzel García Mendoza por se tornar a primeira mexicana a apitar uma partida da Copa do Mundo. García arbitrou a partida entre Tunísia e Holanda no estádio de Kansas City.

“Imagine o que custou a Katia, por si só, uma árbitra, uma boa árbitra. Bom, para chegar a uma partida da Copa do Mundo são necessários muitos exames, ter que passar por diversos filtros. Agora imagine para uma mulher, ser árbitra de uma partida masculina”, expressou Sheinbaum na conferência matinal.

García é estudante da Faculdade de Direito e graduado em Ciências Políticas e Administração Pública pela Faculdade de Ciências Políticas e Sociais (FCPyS) da UNAM. Nesta sexta-feira ela comandou a quinta partida da Copa do Mundo dirigida por um árbitro central.

O presidente também destacou o esforço da auxiliar Sandra – sem citar sobrenome – e vinculou a conquista às reivindicações das mulheres: “Um esforço extraordinário da Katia e da auxiliar… fala do esforço pessoal, mas também das reivindicações das mulheres, de que podemos ser o que quisermos ser”.

Sheinbaum aproveitou para defender a cantora Julieta Venegas, criticada pelo cover “La Niña Futbolista”. Ele não deu mais detalhes, mas reiterou seu apoio ao artista.

O caso de García abre a conversa sobre a inclusão feminina na arbitragem profissional, um campo historicamente dominado por homens.

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Alugar o Castelo de Chapultepec para a FIFA não viola a lei: Cultura

O responsável defende o arrendamento do sítio histórico sob a figura do pagamento de direitos de utilização.

A Secretária de Cultura, Claudia Curiel de Icaza, afirmou que o aluguel do Castelo de Chapultepec para um evento privado da FIFA não viola nenhuma regulamentação. O pagamento foi de 1 milhão e 300 mil pesos, no âmbito do conceito de “Pagamento de direitos de uso”.

“Foi um evento de diplomacia cultural para nós porque deu visibilidade ao nosso país como anfitrião cultural”, declarou ele durante a conferência matinal de 26 de junho.

O jantar de gala, realizado no dia 10 de junho, rumo à Copa do Mundo de 2026, gerou críticas nas redes e levou os investigadores do INAH a prepararem uma denúncia formal contra quem autorizou o uso do imóvel.

A versão oficial

Curiel indicou que o ato cumpriu a lei e que o diretor do INAH já conversou com os manifestantes. “Não procede porque não há violação de nenhuma lei, é pagamento de direitos de utilização do espaço no âmbito de um evento cultural de diplomacia cultural”, disse.

A presidente Claudia Sheinbaum destacou que a denúncia é de natureza administrativa e não criminal. “Não foi uma reclamação ao Ministério Público, foi administrativa”, esclareceu. Sheinbaum acrescentou que sua participação se limitou às boas-vindas e que não compareceu ao jantar exclusivo. Ele lembrou também que a FIFA pagou um milhão de pesos e que o Castelo está disponível para aluguel há muito tempo.

Reação dos acadêmicos

O historiador Felipe Echenique e o antropólogo Juan Manuel Sandoval pediram à FGR que investigasse os responsáveis pelo acontecimento, por considerarem que transgrediu leis nacionais como a Lei Geral dos Bens Nacionais e a Lei Federal dos Monumentos. Na carta de reclamação, citada pelo EL UNIVERSAL, argumenta-se que a violação do Estado de direito foi “promovida e patrocinada”.

Curiel garantiu que analisará as reclamações e que o departamento jurídico do local segue um procedimento interno. O debate sobre a utilização de espaços patrimoniais para fins privados permanece aberto.

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Rede de museus e zonas arqueológicas regista aumento de 18%

Investimento de 400 milhões de pesos e melhorias na segurança aumentam as visitas a museus e sítios arqueológicos.

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A secretária de Cultura, Claudia Curiel de Icaza, informou que a Rede de Museus e Zonas Arqueológicas do país aumentou em 18% o número de visitantes. Nos últimos dois anos foram registradas 57 milhões de visitas, impulsionadas por um investimento de 400 milhões de pesos em infraestrutura.

“É relevante porque fortalecemos a infraestrutura com um investimento de 400 milhões de pesos, e muitos de nós fomos acompanhados a Teotihuacán com toda a nova sinalização, o novo Museu da Grandeza Maia”, declarou durante a conferência matinal.

Medidas de segurança em Teotihuacán

O responsável destacou as ações implementadas na Zona Arqueológica de Teotihuacán, onde no dia 20 de abril ocorreu um acontecimento violento na Pirâmide da Lua. Embora não tenha dado detalhes, frisou que as operações de segurança foram reforçadas para garantir a visita.

O aumento de visitantes também está ligado à próxima Copa do Mundo de Futebol de 2026. Os museus do INAH, do INBAL e do Ministério da Cultura montaram exposições temporárias sobre o jogo de bola mesoamericano, tradição ancestral de mais de mil anos.

“Você sabe que o jogo de bola é uma das cerimônias ancestrais mais importantes onde a bola é jogada no México, em nosso país desde os tempos mesoamericanos há mais de mil anos”, disse Curiel.

Exposições em destaque

Entre as exposições citou o Museu Templo Mayor sobre o jogo de bola em Tenochtitlan, e o Museu Nacional de Antropologia exibe fotografias de Annie Leibovitz sobre a Copa do Mundo de 1986. Nas Belas Artes é apresentado “Aztlán”, arte chicana e muralismo de Roberto Montenegro. No Museu de Arte Moderna existem coleções permanentes e experiências como amanheceres e entardeceres nas zonas arqueológicas de Tula, Xochicalco e Boca de Potrerillos.

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