Novo adiamento da audiência de Ovidio Guzmán em Chicago

Juiz de Chicago adia aparição do filho de El Chapo para outubro.

Um tribunal federal de Chicago adiou mais uma vez a audiência de Ovidio Guzmán, filho de Joaquín El Chapo Guzmán. A nova data foi marcada para 28 de outubro, depois de o encontro marcado para 27 de julho ter sido remarcado sem explicação oficial.

O líder da facção Los Chapitos, dentro do Cartel de Sinaloa, se confessou culpado em julho de 2025 de quatro acusações federais por tráfico de drogas e crime organizado. Agora, nesta audiência intermédia, será analisado se o Ministério Público mantém a intenção de solicitar a redução da pena, derivada do acordo de confissão e da cooperação alcançados com o governo dos EUA.

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Acordo de cooperação

Como parte do pacto, Ovidio Guzmán concordou em fornecer informações completas e verdadeiras em qualquer investigação e preparação pré-julgamento. Ele também concordou em testemunhar em processos criminais, civis ou administrativos, conforme exigido pelos gabinetes do promotor do Distrito Norte de Illinois, do Distrito Sul da Califórnia, do Distrito Sul de Nova York e da Seção de Narcóticos do Departamento de Justiça.

Além disso, foi obrigado a pagar 80 milhões de dólares, quantia estimada como produto de suas atividades ilícitas. A cooperação total pode resultar numa pena reduzida.

O caso continua nas mãos da juíza Sharon Johnson Coleman, que presidiu o processo desde o seu início. A defesa do réu não se pronunciou sobre o novo adiamento.

EUA lançam ataques no Irã após vítimas na Jordânia

Novos ataques dos EUA contra o Irão deixam pelo menos 50 mortos e danos em infraestruturas.

Novos ataques no Estreito de Ormuz

Os militares dos EUA relataram no domingo que realizaram ataques aéreos contra o Irã para “punir rapidamente” a Guarda Revolucionária. A ação ocorre após um ataque na Jordânia que deixou dois soldados norte-americanos mortos, outro desaparecido e quatro hospitalizados.

O Comando Central observou que os ataques procuram degradar a capacidade do Irão de restringir o tráfego de petroleiros no Estreito de Ormuz, rota que antes da guerra movimentava cerca de 20% do abastecimento mundial de petróleo.

Uma área perto de Sirik foi atacada por volta de 1h30, segundo a agência estatal iraniana IRNA. As autoridades locais da província de Hormozgán confirmaram o facto.

Desde o início do conflito, 16 soldados americanos morreram e mais de 430 ficaram feridos.

Impacto regional e avisos

No Iraque, uma base do Partido da Liberdade do Curdistão foi atingida por um drone perto de Irbil, ferindo oito dos seus membros. Os moradores ouviram explosões de defesa aérea. Irbil tem sido alvo de drones nos últimos quatro dias, coincidindo com a visita do primeiro-ministro iraquiano a Washington.

O líder supremo do Irão alertou sobre “lições inesquecíveis” se os EUA continuarem os ataques. Ele também chamou a assinatura do presidente Trump de “inútil”. Um negociador iraniano disse que Teerã suspendeu os compromissos previstos no acordo assinado há um mês.

O Kuwait confirmou danos a uma usina de dessalinização e a uma instalação petrolífera. O país obtém 90% da sua água potável através da dessalinização. Vários bombeiros e um trabalhador ficaram feridos. O Kuwait fechou brevemente o seu espaço aéreo e remarcou voos.

A Jordânia relatou ter derrubado mísseis iranianos com suas defesas aéreas. Alarmes antiaéreos também soaram no Bahrein e na Arábia Saudita.

O secretário-geral do Conselho de Cooperação do Golfo acusou o Irão de crimes de guerra por ataques a infra-estruturas civis.

Os Estados Unidos afirmaram que pela sétima noite consecutiva atingiu locais de vigilância, infraestruturas logísticas e armazéns subterrâneos. Os ataques dos EUA destruíram uma central de dessalinização em Bonji, deixando cerca de 10 mil pessoas sem água. Também danificaram uma fábrica na ilha de Qeshm.

O Irã relatou pelo menos 50 mortes e mais de 500 feridos em três semanas de ataques, incluindo oito que perderam a vida em um ataque a uma ponte na sexta-feira. O Ministério da Energia pediu à população que reduzisse o consumo de electricidade nas províncias do sul face ao calor extremo.

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Lula condiciona sua posição sobre tarifas dos EUA

O presidente do Brasil esperará que Trump fale antes de responder ao aumento das tarifas.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil não aceita ser ofendido por nenhuma nação, em aparente referência ao aumento tarifário imposto pelos Estados Unidos. Porém, ele alertou que só comentará a medida depois que seu colega Donald Trump o fizer.

“Este país deve manter a cabeça erguida porque não aceitamos que qualquer outra nação do mundo prejudique o Brasil. Queremos respeito, da mesma forma que respeitaremos a todos”, declarou durante evento oficial no Rio de Janeiro, acompanhado de vários ministros e do governador Ricardo Couto de Castro.

Espera estratégica

Lula acrescentou que aguardará as declarações de Trump antes de se referir ao “aumento de tarifas”, evitando assim uma troca direta de acusações. “Vou esperar para falar da tarifa quando Trump se manifestar. Enquanto ele não falar, eu também não falarei, porque vamos mostrar que ninguém vence o Brasil com mentiras”, disse.

O governo brasileiro, por meio de seus ministros, qualificou de “injustificado” o aumento de 25% nas alíquotas aplicadas às exportações do país sul-americano. A decisão de Washington gerou tensão comercial, embora Lula opte por uma postura prudente e condicional.

Contexto regional

A medida dos EUA impacta setores-chave da economia brasileira, como aço e alumínio. O Brasil mantém historicamente uma relação comercial complexa com os Estados Unidos, alternando conflitos e acordos. A estratégia de Lula busca evitar uma escalada ao avaliar possíveis retaliações ou negociações.

Analistas acreditam que o silêncio momentâneo do presidente busca pressionar Trump a dar o primeiro passo, evitando que o Brasil seja visto como o iniciador de uma guerra comercial. A comunidade internacional acompanha de perto o desenvolvimento desta disputa entre duas das maiores economias do continente.

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China rejeita acusações de Trump de interferência eleitoral

A China rejeita as acusações de Trump e apela à estabilidade nas relações bilaterais.

Acusações que prejudicam a relação bilateral

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou a China de suposta interferência nos processos eleitorais norte-americanos. A declaração condiciona o cenário diplomático entre Washington e Pequim, apenas dois meses depois de Xi Jinping ter recebido Trump em visita de Estado.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Lin Jian, rejeitou as acusações, classificando-as como invenções e calúnias. Acrescentou que a China não tem interesse em intervir nos assuntos internos ou nas eleições dos EUA e apelou à manutenção dos canais de comunicação sob critérios de estabilidade e certeza mútua.

A troca ocorre num contexto de rivalidade comercial e tecnológica persistente. Washington mantém restrições contra empresas tecnológicas chinesas e Pequim respondeu com contramedidas regulamentares. As negociações sobre semicondutores e controlos do comércio externo estão paralisadas, ameaçando a reaproximação planeada para a visita oficial de Xi Jinping ao território dos EUA, em setembro.

Os especialistas consideram que as acusações de Trump respondem a dinâmicas políticas internas, uma vez que não foram acompanhadas de novas sanções ou medidas punitivas. Contudo, deslocam a disputa da esfera comercial para a da segurança nacional, o que aumenta a imprevisibilidade na relação entre os dois poderes.

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