Nove migrantes deportados dos EUA chegam à Serra Leoa

Nove migrantes da África Ocidental chegaram à Serra Leoa depois de serem deportados dos EUA.

Nove migrantes deportados dos Estados Unidos desembarcaram esta quarta-feira na Serra Leoa. O grupo, formado por cidadãos do Gana, Guiné, Senegal e Nigéria, permanecerá temporariamente naquele país africano antes de ser transferido para as suas nações de origem. A medida faz parte de um acordo de imigração promovido pelo governo do presidente Donald Trump.

Detalhes do acordo e chegada

O Ministério da Informação da Serra Leoa confirmou que os migrantes já foram registados e alojados em instalações com alimentação, cuidados médicos e apoio básico. Originalmente, esperava-se a chegada de 24 pessoas, mas apenas nove chegaram. Os advogados de imigração nos Estados Unidos salientaram que algumas deportações foram interrompidas por decisões judiciais de última hora.

Um juiz federal dos EUA impediu a expulsão de uma mulher para Serra Leoa porque ela não estava autorizada a solicitar proteção ao abrigo da Convenção contra a Tortura, conforme estabelecido pelo direito internacional, explicou a advogada Alma David, especialista em direito de imigração.

O caso reacendeu críticas de organizações de direitos humanos sobre os acordos de deportação para terceiros países promovidos por Washington.

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Condições e limites do programa

O Ministro dos Negócios Estrangeiros da Serra Leoa, Timothy Kabba, explicou que o acordo só se aplica aos cidadãos da África Ocidental. O programa conta com apoio financeiro dos Estados Unidos de 1,5 milhão de dólares. As autoridades estabeleceram um limite de 25 deportados por mês e um máximo anual de 300 pessoas.

O tufão Bavi ameaça Guam e as Ilhas Marianas; poderia ser um supertufão

A ameaça surge após a passagem devastadora de Sinlaku; as autoridades pedem para se preparar.

Tufão Bavi avança fortemente em direção a Guam e às Ilhas Marianas

As autoridades de Guam e da Comunidade das Ilhas Marianas do Norte estão em alerta para a possível chegada do tufão Bavi. O sistema pode se tornar um supertufão no início da próxima semana, segundo relatórios do Serviço Meteorológico Nacional.

Este fenómeno ocorre poucos meses após a passagem devastadora do supertufão Sinlaku, que deixou graves danos na região e deixou milhares de desalojados.

Preparativos e antecedentes

Na sexta-feira, Bavi estava localizado a cerca de 1.223 quilómetros a leste de Guam, com ventos sustentados de 129 quilómetros por hora. As previsões indicam que poderá intensificar-se rapidamente, ultrapassando os 241 quilómetros por hora antes de se aproximar das Ilhas Marianas.

Diante do risco, os moradores passaram a reforçar suas casas com tábuas, estocar combustível e armazenar alimentos e água. Em Saipan, muitas famílias ainda não recuperaram totalmente de Sinlaku: algumas permanecem sem energia e outras permanecem em abrigos temporários depois de perderem as suas casas.

Os meteorologistas alertam que o Bavi pode modificar a sua trajetória, mas recomendam a manutenção de todas as medidas de prevenção. Guam, onde estão localizadas importantes bases militares dos EUA, também permanece sob vigilância.

Especialistas apontam que a atual temporada de ciclones no Pacífico poderá ser mais ativa devido à influência do fenômeno El Niño e ao aumento das temperaturas globais. Enquanto a monitorização prossegue, as autoridades apelam à população para que se mantenha informada e preparada para quaisquer alterações na trajetória ou intensidade do tufão.

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Ataques ucranianos agravam crise energética na Rússia

Ucrânia atinge refinarias russas; Putin rejeita a trégua e continua a ofensiva.

A guerra entre a Rússia e a Ucrânia intensifica-se com uma nova onda de ataques cruzados. Moscovo enfrenta uma crescente escassez de combustível após os bombardeamentos ucranianos contra as suas refinarias, enquanto na Ucrânia dezenas de pessoas são alegadamente afectadas pelos bombardeamentos russos.

Impacto na energia russa

Desde março, a Ucrânia atacou mais de 50 instalações petrolíferas e energéticas em território russo e na península da Crimeia. Estes ataques afectaram cerca de um terço da capacidade de refinação do país, segundo estimativas de analistas.

O presidente russo, Vladimir Putin, mantém a sua posição de continuação da ofensiva militar e rejeita qualquer proposta de cessar-fogo. A falta de combustível começa a ser sentida em várias regiões, enquanto as forças ucranianas redobram os seus golpes nas infra-estruturas energéticas inimigas.

O conflito não mostra sinais de desaceleração. Ambos os lados estão a preparar-se para mais confrontos nos próximos dias, sendo o fornecimento de energia um objectivo estratégico fundamental.

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Díaz-Canel rejeita que medidas econômicas sejam capitalistas

O presidente cubano defende as 176 medidas como fortalecedoras do socialismo.

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, negou que o pacote de 176 medidas económicas aprovado pelo Partido Comunista e pela Assembleia Nacional represente um retrocesso em direcção ao capitalismo. Numa entrevista a jornalistas porto-riquenhos transmitida pelos meios de comunicação oficiais, garantiu que as ações são soberanas e procuram fortalecer o modelo socialista face à complexa crise que a ilha enfrenta.

Medidas em contexto

Díaz-Canel reconheceu que as iniciativas receberam críticas tanto de setores de direita como de grupos de esquerda. No entanto, sublinhou que se trata de uma adaptação às circunstâncias actuais e não de um abandono dos princípios históricos do país. O presidente insistiu que não se promove uma restauração capitalista, mas sim que se procura sustentar o sistema socialista num ambiente adverso.

As declarações geraram um amplo debate dentro e fora de Cuba. Os analistas internacionais estão a observar atentamente se estas medidas implicam mudanças profundas na estrutura económica da nação caribenha. Por enquanto, o governo mantém a sua linha oficial: ajustes necessários, sem concessões ideológicas.

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