Novas investigações em Ayotzinapa apontam para um crematório irregular

Sheinbaum solicitará um relatório público sobre o crematório de Iguala, onde foram encontrados restos ósseos rotulados de 2014.

A trama de Ayotzinapa toma um rumo inesperado

A presidente Claudia Sheinbaum acaba de anunciar um movimento que poderá mudar todo o roteiro desta tragédia que já dura quase uma década. Ele vai pedir à Procuradoria-Geral da República um relatório público sobre um crematório em Iguala que já havia sido descartado. Por que eles estão voltando agora?

Porque as novas linhas de investigação, com análises telefónicas e conhecimentos científicos, levaram-nos lá novamente. E o que eles descobriram foi assustador: um saco com ossos humanos permanece rotulado com a data “2014”.

“Vamos pedir ao Ministério Público para dar um relatório sobre esse caso (…) essa funerária já havia aparecido na investigação, mas eles descartaram; as novas investigações levaram a esse lugar novamente”, declarou Sheinbaum.

Neste fim de semana, os pais dos 43 fizeram um tour pelo local. Um dos três fornos funcionava irregularmente e os proprietários já foram presos. A investigação, segundo o presidente, é “muito profunda”.

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O que esta descoberta revela sobre o sistema

Há algo mais sério aqui do que um único site suspeito. O caso revelou uma enorme lacuna: os crematórios e as funerárias são supervisionados apenas pelas autoridades estatais. Não há regulamentação federal direta.

É como se houvesse um buraco negro no sistema onde essas coisas podem acontecer sem que ninguém em todo o país descubra. É por isso que o governo federal propõe agora o fortalecimento de todos os controles e registros forenses.

Sheinbaum está pisando em ovos. Evite dar mais detalhes para não atrapalhar a investigação, mas mantenha a comunicação com as famílias. Cada avanço é explicado diretamente a eles.

A busca no site continua. Este não é apenas mais um capítulo da investigação. É uma revisão completa de uma faixa que alguém decidiu ignorar anos atrás. O teatro do que aconteceu naquela noite continua a revelar novos atos.

Sementes de cannabis apreendidas em bonecos de vodu em Guadalajara

As autoridades apreendem 2,5 quilos de sementes de cannabis dentro de bonecos de vodu na Alfândega de Guadalajara.

A Agência Nacional Aduaneira do México (ANAM) e a Guarda Nacional apreenderam aproximadamente 2,5 quilos de sementes com características de cannabis. A descoberta ocorreu dentro de dois bonecos de vodu.

Detalhes do seguro

O pessoal da Alfândega de Guadalajara detectou cinco caixas de papelão que continham os bonecos recheados com as sementes. A mercadoria estava escondida em um carregamento de exportação. Segundo a reportagem, o carregamento teve origem em Sinaloa e destino em Santa Cruz, na Bolívia. Nenhuma prisão foi relatada.

As autoridades indicaram que a ação faz parte do trabalho de fiscalização para prevenir o tráfico ilícito. Após a descoberta, a mercadoria foi entregue à Guarda Nacional para ser disponibilizada à Procuradoria-Geral da República (FGR).

Outras apreensões recentes

Esta não é a única apreensão na alfândega do país. Nos últimos dias, foram relatadas apreensões de cocaína e cigarros. O Secretário da Marinha, em coordenação com a Alfândega Marítima de Lázaro Cárdenas, Michoacán, arrecadou em um navio 20 pacotes com mais de uma tonelada de cocaína.

No dia 2 de julho, um passageiro foi detido no aeroporto de Cancún, Quintana Roo, após a apreensão de 12 quilos de cocaína escondidos em uma cadeira de rodas. O homem veio de Medellín, na Colômbia, e se passou por uma pessoa com deficiência.

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Guarda-costas de deputado são punidos por entrarem uniformizados em bar

Acompanhantes da deputada Montoya, em processo disciplinar por ingresso uniformizado em bar.

Dois guarda-costas da deputada local Elizabeth Montoya (Movimento Cidadão) enfrentam processo disciplinar pelo Órgão de Controle Interno da Secretaria de Segurança Pública do estado. O motivo: eles entraram uniformizados em um bar durante uma partida da Copa do Mundo entre México e Equador.

O secretário de Segurança Pública, Sinuhé Téllez López, confirmou o processo. Os elementos foram designados para proteger a legisladora, que sofreu um ataque armado no dia 28 de janeiro. Após esse incidente, a sua segurança foi estendida ao marido e às filhas.

“Os elementos cometeram uma irregularidade ao entrarem uniformizados em um bar para cuidar de um familiar”, declarou Téllez.

O que aconteceu naquela noite?

No estabelecimento, ao final do jogo, vários frequentadores gritaram “Fora Morena”. Entre eles, conforme identificado pela deputada licenciada Teresa Guerra Ochoa – candidata à coordenação estadual da Quarta Transformação – estava o marido de Montoya, acompanhado pelos dois guarda-costas uniformizados.

Montoya esclareceu que seu marido não participou da gritaria nem a incentivou. Ela defendeu que os protocolos de segurança são definidos pelos próprios elementos atribuídos, e que o marido tem direito a acompanhante quando sai sozinho.

O ataque a Montoya e seu companheiro de bancada Sergio Torres Félix, ocorrido em janeiro, causou à deputada uma lesão ocular irreversível. Apesar do processo sancionatório contra os guarda-costas, o secretário Téllez garantiu que a proteção do deputado continuará sem alterações. As sanções são apenas para os elementos que utilizarem o uniforme em local ilegal.

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Morena fecha a porta ao imposto sucessório

Morena descarta taxar heranças; Monreal se opõe e Sheinbaum o apoia.

Morena fecha a porta ao imposto sobre herança

O coordenador do Morena na Câmara dos Deputados, Ricardo Monreal, negou nesta quarta-feira que o Poder Legislativo tenha intenção de reformar leis para tributar heranças. A declaração ocorre depois que a ministra Lenia Batres levantou a medida dias atrás.

Monreal foi claro: “Não temos intenção de tributar heranças. Na verdade, não temos iniciativas nesse sentido, ninguém apresentou iniciativa em relação à tributação de heranças”.

A posição está alinhada com o que foi dito pela presidente Claudia Sheinbaum, que esta manhã afirmou que “não é uma abordagem que faríamos”. Sheinbaum apoiou assim a posição do líder morenoísta.

Sem propostas formais

Em entrevista coletiva, Monreal explicou que apenas os poderes Executivo e Legislativo – e não o Judiciário – têm competência para apresentar iniciativas. “Os únicos que têm capacidade legislativa são o Presidente da República, os senadores e deputados e os congressos locais e até agora não temos intenção”, afirmou.

O coordenador também manifestou sua discordância pessoal com o imposto. “Eu disse naquela entrevista que não concordava com este tipo de medidas fiscais, nestes tempos difíceis para o país”, comentou.

Monreal tentará evitá-lo

Monreal anunciou que, a partir de sua posição, tentará bloquear qualquer iniciativa semelhante. “Enquanto for coordenador vou pedir aos meus colegas que não atuem a favor de uma iniciativa desta natureza. Não creio que tenha sucesso. Vou tentar evitar que isso aconteça, embora quem decida sejam a maioria dos meus colegas”, disse.

Até agora, nenhum legislador apresentou formalmente uma proposta para tributar as heranças. A discussão está encerrada, pelo menos por enquanto, dentro do Morena.

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