Morena apoia o ativismo de Félix Salgado em Guerrero

Ariadna Montiel apoia as assembleias do senador apesar de não aspirar à candidatura.

Apoio sem candidatura

A liderança nacional do Morena, chefiada por Ariadna Montiel, apoiou as atividades políticas do senador licenciado Félix Salgado Macedonio em Guerrero. Embora não tenha se inscrito como candidato à candidatura do partido na entidade, Montiel considerou que seu trabalho territorial fortalece os princípios da Quarta Transformação.

Montiel afirmou que Salgado Macedonio o informou da sua intenção de manter o seu activismo. O dirigente morenista qualificou esta decisão como positiva e destacou que os militantes e dirigentes do partido devem permanecer próximos dos cidadãos.

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O senador licenciado decidiu não participar do processo interno de definição da coordenação estadual, em cumprimento às normas da Comissão Nacional de Eleições. Portanto, ele não será considerado candidato.

Montiel anunciou que o acompanhará em algumas das assembleias realizadas em Guerrero. Considerou que a participação territorial faz parte do fortalecimento do movimento.

Salgado Macedonio liderou um comício no último domingo em Chilpancingo e anunciou novos encontros para este sábado em Taxco e Iguala. O senador é pai da governadora de Guerrero, Evelyn Salgado, e mantém presença política dentro do Morena.

UN-DH renova apoio às famílias em Ayotzinapa

ONU-DH reitera apoio às vítimas; A Amnistia Internacional aponta falhas na recomendação da CNDH.

Compromisso e críticas internacionais

O Escritório no México do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (UN-DH) ratificou o seu compromisso de continuar acompanhando as famílias e vítimas do caso Ayotzinapa na busca pela verdade e pela justiça.

Através de um comunicado oficial, a organização indicou que manterá a sua contribuição ativa nas investigações federais sobre o desaparecimento forçado dos 43 alunos da Escola Normal Rural “Raúl Isidro Burgos”, ocorrido em Iguala, Guerrero, em setembro de 2014.

A ONU-DH reconheceu as contribuições da assistência técnica internacional e o trabalho das organizações civis que prestaram assessoria jurídica e humana aos pais dos normalistas desde o início do processo judicial.

Paralelamente, a Amnistia Internacional (AI) manifestou a sua profunda preocupação com as ações da Comissão Nacional de Direitos Humanos (CNDH) após a emissão da Recomendação 208VG/2026.

A organização acusou que o referido documento apoia as ações oficiais do Estado em vez de realizar uma investigação objetiva sobre graves violações dos direitos humanos. Além disso, considerou que deslegitima o trabalho do Grupo Interdisciplinar de Peritos Independentes (GIEI).

A AI descreveu como alarmante que a CNDH se exonere de responsabilidade perante a Secretaria de Defesa Nacional (Sedena), argumentando falta de provas contra ela. A organização lembrou que há pelo menos 17 elementos militares ligados a processos criminais pela sua provável relação com o desaparecimento dos jovens, e referiu que as Forças Armadas impuseram obstáculos à transparência e recusas em fornecer informações fundamentais sobre os acontecimentos em Iguala.

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Oito presos pelo assassinato da jornalista Roxana Guzmán

Oito presos pelo assassinato da jornalista Roxana Guzmán em Veracruz.

O governo mexicano informou a prisão de oito pessoas ligadas à privação de vida da jornalista de Veracruz Roxana Guzmán Ramírez, ocorrida em 2 de julho. O secretário de Segurança, Omar García Harfuch, informou sobre o andamento da investigação durante a conferência matinal da presidente Claudia Sheinbaum.

“No governo mexicano não haverá impunidade para aqueles que atacam a vida de jornalistas, nem para aqueles que procuram violar o direito à liberdade de expressão através do abuso de um cargo público ou de membros de uma organização criminosa. A instrução do presidente é esclarecer plenamente os fatos, garantir justiça para Roxana Guzmán e sua família e prender todos os responsáveis por este crime”, declarou ela.

Avanços no caso Roxana Guzmán

García Harfuch agradeceu a coordenação com a governadora de Veracruz, Rocío Nahle. Explicou que por meio do trabalho de inteligência – liderado pela unidade de inteligência naval – foi possível identificar os responsáveis ​​e executar mandados de prisão.

Entre os detidos estão José del Carmen “N” e Karen Monserrat, além de quatro membros da polícia municipal, acusados ​​de privar a jornalista de sua liberdade. Posteriormente, Luis Arturo “N”, vulgo “Delta 11”, foi capturado como suposto responsável pelo homicídio, e Javier Iván “N”, vulgo “Delta 1”, também implicado. Os outros detidos são Ismael “N”, Juan Carlos “N”, Luis Enrique “N” e José Manuel “N”.

A Promotoria de Veracruz confirmou que os restos mortais encontrados durante o processo correspondem ao comunicador. Em comunicado, referiu: “Ficou estabelecido que os pareceres periciais concluíram o processo de identificação e confirmaram cientificamente que os restos mortais localizados durante o processo correspondem ao jornalista, facto que fortalece a investigação”.

Roxana Guzmán foi privada de liberdade em 2 de junho no sul de Veracruz. Um vídeo divulgado nas redes mostrou dois encapuzados batendo na porta de sua casa com uma marreta e levando-a à força. O seu caso chocou o sindicato jornalístico e reforçou as exigências por justiça face à violência contra jornalistas no México.

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Casos de sarampo duplicam no México em 2026

Apesar de 21 milhões de doses, as infecções por sarampo em 2026 são o dobro das de 2025.

O Ministério da Saúde informou que até o momento em 2026 aplicou mais de 21 milhões de doses das vacinas dupla viral (SR) e tríplice viral (SRP). O objetivo é manter a população protegida contra o sarampo.

“Durante a semana epidemiológica 25 de 2026, foram confirmados 101 casos, número inferior aos 254 registrados no mesmo período de 2025”, detalhou a agência.

No entanto, o quadro geral mostra um aumento significativo. Em 2026, foram registrados 12.154 casos confirmados de sarampo até 10 de julho. Em contrapartida, ao longo de 2025, foram confirmadas 6.614 infecções. Isso representa o dobro em apenas seis meses e meio.

Mortes em 11 estados

O surto deixou 44 mortes: 27 em 2025 e 17 em 2026. As vítimas foram notificadas em onze entidades. A mais recente ocorreu em Zacatecas, em 9 de julho. Chihuahua concentra o maior número com 21 mortes, seguida por Zacatecas (6), Jalisco (5), Cidade do México (4), Durango (2), e uma morte em Michoacán, Chiapas, Guerrero, Sinaloa, Sonora e Tlaxcala, respectivamente.

Vacinação contra a Covid-19

A agência informou ainda que durante a temporada 2025-2026 aplicou mais de 10 milhões de doses contra a Covid-19, no âmbito da Estratégia Nacional de Vacinação.

Apesar dos esforços, os números mostram que o sarampo continua a ser um desafio de saúde no país.

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