Mbappé, seguindo os passos da história
Kylian Mbappé não perde tempo. Em sua primeira partida na Copa do Mundo de 2026, o craque francês marcou dois gols que o colocaram a um passo dos recordes mais altos do torneio. Com 14 gols em Copas do Mundo, igualou o alemão Gerd Müller e superou Pelé. Agora ele está um atrás do brasileiro Ronaldo e dois atrás do recorde absoluto compartilhado por Miroslav Klose e Lionel Messi (16).
Além disso, Mbappé chegou a 58 gols pela seleção francesa, superando Olivier Giroud como maior artilheiro de todos os tempos do país. O jogo contra o Senegal (3-1) marcou também o seu primeiro jogo nesta competição. Aos 27 anos e em sua terceira Copa do Mundo, ele se prepara para seu 100º jogo pelos Bleus.
“É sempre um prazer poder jogar pela seleção nacional. Não há nada maior que a seleção nacional. Cem, isso é histórico. E ainda mais quando se trata de Copa do Mundo”, declarou Mbappé.
Ele pode superar o técnico Didier Deschamps (103 jogos) se a França avançar no torneio. Com o tempo, poderá até atingir o recorde de Hugo Lloris (145).
Iraque, um rival com respeito e humor
Deter Mbappé é uma tarefa difícil. O técnico do Iraque, Graham Arnold, brincou: “Perguntei se poderíamos jogar com três goleiros. Mas eles disseram que não”. Seu time perdeu por 4 a 1 para a Noruega na estreia e Arnold ainda não definiu o goleiro para segunda-feira.
O Iraque deixou uma imagem de respeito: após a derrota, limparam o vestiário e deixaram um bilhete: “Obrigado, Boston”. “Eles fizeram uma bagunça, então limparam tudo. Por respeito a quem somos”, explicou Arnold.
Mbappé também falou sobre seu futuro. Ele brincou sobre não jogar até os 40 anos e reconheceu Messi como o melhor jogador da atualidade. Sobre um possível salto para a MLS, comentou: “A cultura americana é diferente. Não há limites para as ambições, gosto disso”. David Beckham já lhe teria apresentado uma proposta para ingressar no Inter Miami, embora o francês tenha deixado num “veremos”.
Por enquanto, seu objetivo está na Copa do Mundo: ajudar a França a levar a taça para casa. “Esse debate é para as pessoas: jornalistas e torcedores. Para mim, é sobre como posso ajudar meu time amanhã”, disse ele.




