A guerra impede o Iraque a caminho da Copa do Mundo
Graham Arnold, o treinador australiano que lidera o Iraque, tem um enorme problema. Seus jogadores estão presos. Literalmente.
A seleção iraquiana deve disputar um playoff no México na próxima semana, mas o espaço aéreo do país está fechado até 1º de abril. Os ataques no Oriente Médio mudaram tudo.
“Se o jogo for disputado no México, será difícil para nós deixar Bagdá”, alertou Arnold à CNN.
Uma equipe dividida sem vistos
A situação é muito complicada. 60% da equipe joga em clubes iraquianos locais. Toda a comissão técnica mora lá. E a equipe médica está no Catar.
Mas não é só isso: eles nem têm os vistos mexicanos prontos. A viagem de preparação que faziam aos Estados Unidos foi cancelada.
“Agora tudo parou porque não podemos deixar Bagdá”, enfatizou Arnold com óbvia frustração.
O treinador de 62 anos já pediu ajuda formal à FIFA. Sua proposta é clara: que Bolívia e Suriname joguem a chave como planejado, mas que o vencedor enfrente o Iraque pouco antes da Copa do Mundo.
“Se não conseguirmos chegar lá, o Suriname sempre poderá jogar contra a Bolívia, e nós sempre poderemos jogar contra o vencedor pouco antes da Copa do Mundo”, explicou ele com uma lógica esportiva impecável.
Entretanto, do outro lado do sorteio, a República Democrática do Congo aguarda o vencedor entre Nova Caledónia e Jamaica, em Guadalajara. Eles podem viajar.
Arnold deixou claro: ele precisa de uma resposta rápida da FIFA. O tempo corre contra uma equipe que quer lutar por sua vaga na América do Norte em 2026, mas primeiro precisa vencer a geopolítica.




