Marinha implanta operações anfíbias e aéreas em Veracruz

Marinha realiza exercício tático com cenários semissubmersíveis e captura de alto valor.

Exercício naval em Veracruz

Elementos da Marinha Mexicana-Secretariado da Marinha realizaram um exercício de treinamento de Nível V na Primeira Região Naval, com sede no porto de Veracruz. A atividade combinou intervenções navais, aéreas, anfíbias e de operações especiais para avaliar a capacidade de resposta coordenada aos riscos marítimos e de soberania nacional.

Dois cenários táticos

O exercício, denominado “Defesa em Profundidade”, incluiu dois cenários representativos de operações reais. No primeiro, foi detectada, seguida e interceptada uma embarcação semissubmersível supostamente ligada a atividades ilícitas. Participaram uma patrulha oceânica, um helicóptero Panther e uma patrulha interceptadora. O pessoal do Corpo de Fuzileiros Navais realizou o embarque utilizando técnicas de corda e neutralizou os supostos infratores.

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No segundo cenário, foi simulada a captura de um alvo de alto valor. Horas antes, mergulhadores de combate realizaram reconhecimento e marcação de áreas seguras. Posteriormente, as tropas do Corpo de Fuzileiros Navais foram inseridas em barcos Zodiac e usaram técnicas de corda rápida, rapel e infiltração de paraquedismo em baixa altitude. A ação direta permitiu que o alvo fosse protegido e extraído.

Durante a operação, o alvo recebeu apoio de outros infratores, que foram controlados com fogo de cobertura de aeronaves texanas. A integração faseada de capacidades reflectiu a divisão tripartida de equipas de assalto, segurança com comandos anfíbios e apoio de pára-quedistas.

O exercício demonstrou eficácia na detecção, identificação e neutralização de ameaças offshore através de sucessivas camadas de vigilância, presença e intervenção.

PAN denuncia filho de AMLO por descarrilamentos do Comboio Interoceânico

PAN apresenta queixa contra filho de AMLO por acidentes ferroviários em Oaxaca.

O PAN apresentou queixa à FGR contra Gonzalo “Bobby” López Beltrán, filho do ex-presidente López Obrador, pelos descarrilamentos do Comboio Interoceânico. Os membros do PAN apontam-no como o principal responsável pela construção da obra.

A denúncia chega também a autoridades do Ministério da Marinha, responsável pela operação do sistema ferroviário.

Acidentes

O primeiro descarrilamento ocorreu em 28 de dezembro de 2025 em Oaxaca, com 14 mortos e 109 feridos. A segunda foi em 14 de julho de 2026, sem vítimas.

Priscila Vera Hernández, coordenadora nacional de Ambiente do PAN, afirmou que os responsáveis ​​pela obra nem os fiscais não foram convocados. O deputado Federico Döring acusou o governo federal de minimizar o primeiro acidente e pediu para investigar os contratos.

Solicitação ao FGR

Os legisladores pedem uma investigação ampla que não se limite ao maquinista por alegado excesso de velocidade, mas que analise as obras de reabilitação, os processos de construção e as condições de funcionamento do Comboio Interoceânico.

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BlackRock aponta México como pólo estratégico de investimentos

O fundo de investimento global vê oportunidades em energia, logística e infraestruturas.

As áreas de oportunidade de acordo com a BlackRock

O México precisa de mais investimento para sustentar o seu crescimento económico nas próximas décadas. É o que considera a BlackRock, um dos maiores fundos de investimento do mundo, que identifica oportunidades estratégicas em energia, logística e infraestruturas.

Sergio Méndez, diretor geral da BlackRock México, indicou que há interesse em participar no desenvolvimento do país, desde que haja condições de certeza. As empresas procuram cenários onde possam medir riscos e tomar decisões de longo prazo.

O setor energético mexicano é uma das principais áreas de oportunidade, graças aos esforços para promover novos investimentos na geração de eletricidade. Além disso, a localização geográfica do país favorece projetos de logística, manufatura e data centers.

O T-MEC e a relação trilateral

Quanto ao Tratado entre o México, os Estados Unidos e o Canadá (T-MEC), Méndez disse que a relação económica entre os três países é altamente integrada. Uma separação seria complicada para todas as partes. Considerou que, com ou sem acordo, a presença estrangeira em sectores estratégicos continuará.

A BlackRock manterá o seu foco como gestora de ativos, mas continuará a integrar tecnologia para melhorar os seus serviços. A empresa desenvolve novas ferramentas digitais para facilitar o investimento e ajudar os poupadores a construir carteiras mais completas.

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Cresceu o contrabando de combustíveis nas alfândegas militarizadas

As importações de aditivos dispararam em Matamoros desde que o Exército assumiu o controle da alfândega.

Contrabando em Matamoros: crescimento sob controle militar

O contrabando de combustível dos Estados Unidos para o México, prática que se intensificou durante o mandato de seis anos de Andrés Manuel López Obrador, envolve agora três militares de alta patente da Secretaria de Defesa Nacional (Sedena). A Procuradoria-Geral da República (FGR) os acusa de facilitar a entrada ilegal de gasolina na alfândega de Matamoros, Tamaulipas, entre 1º de junho de 2024 e 15 de julho de 2025.

Uma investigação do EL PAÍS, baseada em documentos confidenciais e bases de dados de comércio exterior, revela que a criminalidade se multiplicou naquela zona fronteiriça desde que Sedena assumiu o controle em meados de 2020. A militarização das alfândegas, justificada pelo ex-presidente como medida para garantir honestidade e eficiência, não impediu que o huachicol fiscal – como é conhecido o contrabando de hidrocarbonetos – encontrasse novas formas de operar.

Empresas fantasmas e figuras que explodem

Os registos mostram que em 2019 e 2020, as importações suspeitas de aditivos e óleos lubrificantes não ultrapassaram os 2 milhões de litros. A partir de 2021, com a alfândega em mãos militares, o volume disparou. Naquele ano, a empresa Nafta Aditivos Orgánicos, indicada em documentos militares como ligada ao comércio ilegal, importou 80 milhões de litros de aditivos fornecidos pela americana Hevi Logistics.

Em 2022, a Hevi Logistics embarcou mais 80 milhões de litros. Mas o maior salto ocorreu em 2023, quando as importações atingiram 690 milhões de litros. A maior parte veio da Hevi Logistics e o restante da Ikon Midstream, outra empresa exportadora sob investigação das autoridades dos EUA. Os importadores eram velhos conhecidos, como a Sensive Solutions, que partilha a gestão com empresas ligadas à rede do Ministério da Marinha, ou a JSC Servicios Aduanales, que recebeu milhões de pesos da Ahavat Logistics Solution, identificada como intermediária do Cartel Nova Geração de Jalisco.

Em 2024 e 2025, os números caíram para níveis anteriores a 2021. Porém, a FGR descobriu um novo método: usar solução de cloreto de cálcio como disfarce. A empresa JR Customs Services teria contrabandeado 144 milhões de litros de combustível entre junho de 2024 e julho de 2025 com a cumplicidade dos três militares fugitivos.

Resposta oficial e evidências anteriores

Sedena respondeu ao EL PAÍS que o controle operacional das alfândegas cabe à Agência Nacional Aduaneira do México, embora tenha reiterado sua disposição de colaborar com a FGR. A promotoria descreveu o caso como “um dos maiores esquemas de contrabando detectados no país”.

Documentos internos vazados pelo Guacamaya Leaks indicam que o Governo tinha informações desde janeiro de 2020 sobre o aumento incomum das importações de lubrificantes sem apoio económico. Nas últimas semanas, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos sancionou empresas e indivíduos cúmplices de uma rede fiscal huachicol ligada ao Cartel Jalisco Nueva Generación, com 160 relatos de atividades suspeitas no valor de 7 mil milhões de dólares provenientes do Texas e da Florida.

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