Chuvas deixam 307 comunidades isoladas em quatro estados

A conectividade em quatro estados está gravemente comprometida, mobilizando uma operação de resgate e reconstrução em grande escala.

A paisagem pós-cheia: quando a natureza vence o WhatsApp

Imagine isto: você está em um domingo de folga, assistindo sua série favorita e, de repente, a internet cai. O drama, a tragédia, o abismo existencial. Agora multiplique esse sentimento por 307 e acrescente que não é apenas o WiFi, é tudo. É exatamente isso que muita gente está vivenciando em quatro estados da república, porque as chuvas do último fim de semana vieram com mais força do que um comentário do tio político no Facebook.

O responsável por dar a notícia ruim, com aquela cara de “aqui estamos, o que você achou?”, foi o Jesús Antonio Esteva Medina, nosso Secretário de Infraestrutura, Comunicações e Transportes (ou SICT, para a galera). Na já tradicional conferência matinal da presidente Claudia Sheinbaum – aquele ritual matinal que alguns veem com o café – o bom Jesus Antonio divulgou o fato que ninguém queria ouvir na segunda-feira: 307 comunidades estão literalmente isoladas. Veracruz, Puebla, Hidalgo e Querétaro suportaram o peso do coven climático, permanecendo parcialmente desconectados do mundo como se o sinal celestial tivesse sido descartado.

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O colapso do caos: quem sofreu o maior golpe?

Porque nestas tragédias nacionais há sempre uma classificação involuntária, e nesta ocasião o pódio da desconexão vai para o estado de Hidalgo. Sim, o mesmo que às vezes confundimos nos mapas. Eles lideram, e não é para comemorar, com o número chocante de 155 localidades sem comunicação. É como se toda a área tivesse ativado o modo avião e não soubesse como desligá-lo. Em um honroso (e nada invejável) segundo lugar, temos Puebla com 77 comunidades isoladas. Veracruz registra 57 e Querétaro, que provavelmente esperava apenas um fim de semana tranquilo, acrescenta 18 a esta lista de infortúnios.

Mas o problema não são apenas as estradas convertidas em atoleiros intransitáveis. O secretário, na qualidade de narrador deste filme-catástrofe, detalhou um fato que prejudica ainda mais a infraestrutura rodoviária: 39 pontes afetadas. Trinta e nove estruturas que antes eram funcionais e agora são candidatas a um álbum fotográfico de “antes e depois”. Este não é um simples buraco que sacode a alma e os pneus; É a espinha dorsal da conectividade regional em frangalhos.

Diante deste cenário apocalíptico, a resposta do governo entrou no modo Salvando o Soldado Ryan misturado com a logística Coachella. São reportadas 137 frentes de trabalho activas, onde não só existe maquinaria pesada, mas também o apoio de 4.125 elementos da Secretaria de Defesa Nacional e da Marinha. Basicamente, um exército de pessoas tentando fazer a vida voltar à relativa normalidade. E para lugares onde você não consegue nem entrar em uma caminhonete, há a cavalaria aérea: 41 helicópteros foram mobilizados para levar ajuda, avaliar os danos e, suponho, tirar aquelas fotos aéreas que veremos mais tarde nos noticiários.

A distribuição desses helicópteros também segue a lógica do desastre: Hidalgo, como epicentro da crise, possui 19 aeronaves. Veracruz tem 13, Puebla opera com sete e Querétaro, com suas 18 comunidades afetadas, tem duas. Uma mobilização que, sem dúvida, custa mais que todos os combos do Uber Eats em um mês.

A situação mostra um quadro complexo para milhares de famílias. Estamos falando de comunidades inteiras que, da noite para o dia, ficaram sem acesso a suprimentos, cuidados médicos urgentes ou a possibilidade de a avó receber seus medicamentos. É a dura realidade por trás do termo “incomunicável”, que soa como falta de sinal de celular, mas na verdade significa extrema vulnerabilidade. Na era da hiperconectividade, onde agonizamos por um “entregue” que não se torna “visto”, há centenas de lugares onde a mensagem “você está bem?” Nem pode ser enviado.

Para além dos números e relatórios oficiais, este evento é um lembrete – com um martelo hidrometeorológico – da vulnerabilidade de grandes áreas do país aos fenómenos naturais, cada vez mais intensos e frequentes. O investimento em infraestruturas resilientes e em protocolos de emergência eficazes deixa de ser um tema de discurso político e torna-se uma necessidade de vida ou morte, ou pelo menos de ligação ou isolamento.

Enquanto as equipes trabalham 24 horas por dia para restaurar estradas e pontes, e os helicópteros sobrevoam as áreas afetadas, a história dessas 307 comunidades é um alerta sobre a urgência de priorizar a infraestrutura nas agendas públicas. Porque no final das contas, uma estrada não é apenas asfalto e cascalho, é o cordão umbilical que conecta as pessoas à ajuda, aos recursos e, simplesmente, ao resto da humanidade.

Você ficou chocado com a magnitude desta emergência? Compartilhe esta informação em suas redes sociais para manter esta crise visível e nos ajudar a conscientizar mais pessoas sobre a situação. Explore nosso site para obter mais análises sobre infraestrutura nacional e preparação para desastres naturais.

México envia ajuda humanitária à Venezuela após terremotos

O México enviou mais de 71 toneladas de suprimentos e pessoal de resgate para a Venezuela após os terremotos de junho.

A Presidente Claudia Sheinbaum informou que o Governo do México, através do Ministério da Defesa, entregou 71,2 toneladas de insumos, oito usinas de energia elétrica, 80 quilos de equipamentos da Cruz Vermelha e 13,1 milhões de medicamentos ao povo da Venezuela. Isto, depois dos terremotos ocorridos em 24 de junho.

Resultados da missão de resgate

Entre 26 de junho e 1º de julho, o grupo Yumare Defense resgatou duas pessoas vivas e recuperou os restos mortais de 40 pessoas falecidas. Ele também resgatou um cachorro e prestou 1.411 consultas médicas e de primeiros socorros. Sheinbaum acrescentou que amanhã será enviado um navio da Marinha com mais apoio.

No dia 2 de julho foram transportadas 28 toneladas de mantimentos, entre alimentos não perecíveis e medicamentos, atendendo a solicitação do governo venezuelano. No dia 30 de junho, foram enviadas cinco usinas e 80 quilos de material da Cruz Vermelha. Na quarta-feira, foram acrescentadas mais três centrais de emergência com sistemas de iluminação.

“No total, foram transportadas oito fábricas com torre de iluminação e painel solar, além de 80 quilos de material da Cruz Vermelha, em dois voos logísticos”, disse o presidente.

Sheinbaum destacou que a equipe mexicana de ajuda humanitária continua na Venezuela, em coordenação com as autoridades locais. Ele também avançou:

“Um navio da Marinha será enviado, provavelmente amanhã, com suprimentos de diferentes lugares para continuar apoiando a Venezuela. Este é o relatório.”

A assistência inclui suprimentos médicos, usinas de energia, medicamentos e pessoal especializado em resgate e atendimento emergencial.

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México e OPAS/OMS assinam estratégia de saúde 2026-2030

México e OPAS/OMS assinam acordo para fortalecer o sistema de saúde e reduzir a carga de doenças.

Acordo bilateral para fortalecer o sistema de saúde

O Governo do México, por meio do Ministério da Saúde, e a Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) assinaram a Estratégia de Cooperação com os Países 2026-2030. O objectivo: fortalecer o sistema nacional de saúde e reduzir o fardo das doenças.

O acordo inclui ações prioritárias para combater as doenças não transmissíveis, o cancro e as perturbações de saúde mental. Promove também estratégias de prevenção e cuidados oportunos ao longo da vida da população.

Além disso, procura fortalecer a tutela do Ministério da Saúde e a coordenação entre as instituições do Sistema Nacional de Saúde. O objetivo é avançar para um modelo de acesso universal a serviços médicos de qualidade.

Entre os eixos centrais estão o reforço da capacidade de resposta a emergências sanitárias, a promoção da auto-suficiência sanitária e o fortalecimento da autoridade reguladora nacional.

O secretário de Saúde, David Kershenobich, disse:

A estratégia permitirá alinhar as prioridades nacionais com a experiência técnica da OPAS/OMS, o que contribuirá para ampliar o acesso aos serviços de saúde, com ênfase na prevenção, atenção primária e cobertura universal.

O acordo estabelece as bases para a cooperação técnica que aborda os principais desafios de saúde do país nos próximos cinco anos.

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Peso mexicano se recupera após confirmação da validade do T-MEC

O peso se recupera após confirmação da validade do T-MEC até 2036 com revisões anuais.

O peso recupera terreno em relação ao dólar

A moeda nacional registrou valorização de 0,4% nesta quinta-feira, fechando em 17,48 unidades por dólar nas operações de atacado. Nas vitrines dos bancos, o dólar ficou à venda em 17,91 pesos, quebrando uma seqüência de dois dias consecutivos de perdas.

A recuperação ocorre após a confirmação da continuidade do Tratado entre México, Estados Unidos e Canadá (T-MEC) até 2036, no âmbito do esquema de revisão anual acordado entre os três países.

Os detalhes do anúncio oficial

O secretário de Economia, Marcelo Ebrard, informou que a primeira revisão formal terá início no dia 20 de julho com a visita de uma delegação dos EUA ao México. Durante a reunião virtual com os seus homólogos dos Estados Unidos e do Canadá, foi abordada a preocupação de Washington com o défice comercial.

Ebrard destacou que mais de 80% das exportações mexicanas para os Estados Unidos continuam isentas de tarifas, não sendo esperadas alterações nesse regime. Os próximos grupos de trabalho centrar-se-ão no reforço da integração regional em sectores estratégicos como a indústria farmacêutica e os semicondutores, com o objectivo de reduzir a dependência das importações de outras regiões.

Especificou que as negociações sobre o futuro do tratado se limitam exclusivamente a questões comerciais e não incluem questões de segurança.

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