Chega a credencial única de saúde: uma chave para todo o sistema público

O governo lança uma credencial única para acesso a todos os serviços públicos de saúde. As inscrições já estão abertas.

Um cartão único para todas as clínicas e hospitais

O governo acaba de lançar um projeto que parece filme de ficção científica, mas é muito real: uma credencial única de saúde. Não é apenas mais um pedaço de papel. É a chave mestra que visa abrir as portas de todo o sistema público de saúde do país.

“O novo documento permitirá que as pessoas tenham acesso aos serviços do IMSS, ISSSTE, IMSS-Bienestar, institutos nacionais de saúde, bem como aos serviços médicos da Pemex e das Forças Armadas”, explicou Eduardo Clark García Dobarganes, Subsecretário de Saúde.

Imagine isso. Com esse plástico na carteira, em tese, você poderia ser atendido em qualquer instituição. O incômodo de saber se você recebe a Segurança Social, o ISSSTE ou o centro de saúde acabou. A promessa é grande: garantir aquele direito à saúde que tantas vezes fica no papel.

RelacionadoA Biometria CURP é implementada no México sem substituir o INE

Como obter sua chave mestra

As inscrições já começaram. Será de 2 de março a 31 de dezembro de 2026. Você tem tempo, mas é melhor não deixar para o fim.

Você pode fazer isso em módulos físicos espalhados por todo o país, de segunda a sábado. E a partir de abril também haverá um aplicativo mobile para o processo digital. A burocracia é modernizada, passo a passo.

O que você precisa trazer? Para adultos, documento de identificação oficial com foto e CURP, além de comprovante de endereço. Para menores, certidão de nascimento com CURP e documentos do responsável.

Eles tirarão sua foto e impressões digitais. Você assinará um consentimento. E então… esperar.

Você receberá uma mensagem ou ligação quando sua credencial física estiver pronta. Ele conterá seus dados e um código QR. Essa caixinha será a prova definitiva de que você tem direito ao atendimento e o ajudará a localizar o posto médico mais próximo de você.

É um grande ato teatral do governo. Um movimento que busca simplificar um emaranhado histórico institucional. A questão que fica no ar é se a peça terá um final feliz para todos os espectadores.

Tribunal analisa se um juiz pode ordenar uma Comissão da Verdade em Ayotzinapa

O SCJN irá analisar se um juiz pode criar uma Comissão da Verdade no caso Ayotzinapa.

Decisão unânime da Sessão Plenária

O Supremo Tribunal de Justiça da Nação (SCJN) concordou por unanimidade, por oito votos, em atrair um recurso de revisão extraordinário. O objetivo: determinar se um juiz pode ordenar a criação de uma Comissão da Verdade como mecanismo excepcional de investigação dentro de um julgamento de amparo relacionado ao caso Ayotzinapa.

O Plenário avaliará se este poder judicial viola princípios como a divisão de poderes ou a relatividade das penas. Um ministro preparará o projeto de resolução que será discutido posteriormente.

Desculpa devido a conflito de interesses

A Ministra Sara Irene Herrerías Guerra escusou-se de participar da análise e resolução. Argumentou conflito de interesses por ter chefiado anteriormente a unidade da Procuradoria-Geral da República encarregada de investigar o caso Ayotzinapa.

Além disso, o Tribunal atraiu quatro recursos ligados à decisão de 2018 que rejeitou a chamada “verdade histórica” sobre o desaparecimento dos 43 normalistas. Essa decisão ordenou o restabelecimento da investigação através da criação de uma Comissão de Investigação e Verdade no caso Iguala.

Reações das organizações

O Centro de Direitos Humanos Miguel Agustín Pro Juárez questionou a decisão. Ele considera que isso reabre o debate sobre uma resolução fundamental para o esclarecimento do caso. A organização lembrou que, quase 12 anos após o desaparecimento dos estudantes, persistem questões pendentes, como o acesso a informações militares relevantes e o progresso nas extradições essenciais para a investigação.

Continuar lendo

México registra o dia com menor número de homicídios em oito anos

25 mortes em um dia: o número mais baixo em oito anos no México.

Dia com menor privação de vida desde 2018

Segunda-feira, 6 de julho de 2026, tornou-se o dia com menor número de mortes por homicídio doloso no México durante o governo da presidente Claudia Sheinbaum e nos últimos oito anos. A Secretaria Executiva do Sistema Nacional de Segurança Pública (SESNSP) contabilizou apenas 25 vítimas.

Quatorze estados não relataram nenhum homicídio doloso naquele dia. O número supera o mínimo registrado na gestão anterior, que era de 39 vítimas em 20 de janeiro de 2022.

Onde ocorreram os homicídios?

52% dos casos concentraram-se em seis entidades: Michoacán (3), Sinaloa, Puebla, Tabasco, Chiapas e Morelos (2 cada). O restante foi distribuído em outras regiões.

O relatório mostra outros dias com índices baixos em 2026: 28 vítimas nos dias 7 de junho e 3 de julho; 29 em 15 de maio; 31 em várias datas em fevereiro, abril e maio. Também nos dias 21 de março de 2026 e 26 de setembro de 2025 foram notificados 32 óbitos, números hoje ultrapassados.

Especialistas em segurança alertam que um único dia não reflete uma tendência permanente. A avaliação deve basear-se em médias mensais e anuais para medir as mudanças estruturais na violência.

Continuar lendo

Senador propõe eliminar obrigatoriedade de registro de celular no CURP

Visa revogar a obrigação de registrar linhas celulares no CURP.

Iniciativa para proteger dados pessoais

A senadora do Movimento Ciudadano, Alejandra Barrales, anunciou que promoverá uma iniciativa para eliminar a obrigatoriedade de cadastramento de linhas telefônicas móveis com dados pessoais como o Código Único de Registro Populacional (CURP). Considera que esta medida viola direitos fundamentais dos utilizadores.

A proposta será apresentada à Comissão Permanente do Congresso da União. Propõe a revogação de disposições da Lei de Telecomunicações e Radiodifusão que estabelecem a obrigatoriedade do registo de linhas celulares como requisito para activação ou manutenção do serviço.

Barrales explicou que pretende eliminar os artigos 103, 164, inciso III e o trigésimo artigo transitório da referida legislação. O objetivo é anular o esquema que obriga os usuários a fornecer informações pessoais para manter suas linhas.

Destruição dos dados coletados

A iniciativa também contempla a destruição definitiva dos dados coletados por meio desse mecanismo. A ideia é evitar que as informações sejam reutilizadas, transferidas ou utilizadas para diversos fins por autoridades ou indivíduos.

O senador sustenta que o acesso às tecnologias de informação e aos serviços de telecomunicações é um direito reconhecido na Constituição. Portanto, qualquer medida que condicione a sua utilização deve ser analisada sob critérios de proteção da privacidade e dos direitos dos cidadãos.

Se implementada, esta iniciativa representaria um progresso na protecção dos dados pessoais e na defesa dos direitos dos utilizadores nas telecomunicações.

Continuar lendo