Lex Ortega revoluciona o cinema mexicano com IA em Muertamorfose

Uma história adormecida há 14 anos ressurge com a ajuda da IA, marcando um marco no cinema nacional.

O renascimento de um pesadelo adormecido

Nas sombras de uma gaveta empoeirada, durante 14 longos anos, ficaram as notas de uma história que gelaria o sangue. Lex Ortega, o mestre do terror mexicano, guardou zelosamente este projeto que parecia condenado ao esquecimento. Mas o destino, caprichoso e cruel, tinha outros planos. A pandemia devastou o mundo e, com ela, surgiu um monstro digital: a inteligência artificial, pronta para devorar todas as barreiras criativas.

Da escuridão à tela

Ortega, já consagrado como o arquiteto do terror extremo com filmes como Atroz —classificado como o mais violento da história do cinema nacional—, não poderia ficar para trás. A IA tornou-se sua aliada, sua cúmplice neste salto para o abismo. Assim nasceu Muertamorfosis, um filme que desafia o imaginável: o primeiro projeto mexicano cujo visual foi criado inteiramente por algoritmos. Foi um ato de gênio ou uma heresia cinematográfica? O tempo julgará.

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O caminho não foi fácil. Entre o rugido da pandemia e o ceticismo da indústria, Ortega teceu esta obra como um Frankenstein moderno. Cada quadro, um pesadelo pixelado; cada cena, um desafio à tradição. A IA não apenas desenhou cenários, mas ressuscitou aquela ideia abandonada, dando-lhe uma aparência nova, digital e perturbadora.

Um legado que treme

Enquanto o cinema de terror mexicano luta para se reinventar, a Muertamorfose irrompe como um raio na noite. Será o início de uma nova era ou uma experiência passageira? Só uma coisa é certa: Lex Ortega mais uma vez desafiou os limites e, desta vez, fez isso com um exército de códigos e algoritmos. O público, entre o fascínio e o medo, espera com a respiração suspensa.

Você tem coragem de enfrentar essa metamorfose digital? Compartilhe esse marco no cinema e descubra mais sobre como a IA está transformando a sétima arte. #FutureCinema #TerrorQueLive

Rosa Gloria Chagoyán defende o cinema popular de Lola la trailera

A atriz defende o legado de sua personagem vigilante e seu atual sucesso no teatro.

Um ícone que não para

Rosa Gloria Chagoyán ainda é válida. A atriz, que marcou o cinema popular mexicano com sua personagem Lola la trailera, agora brilha no musical Perfume de Gardenia, apresentado no Teatro San Rafael. Lá ela interpreta um número inspirado em Juana la cubana, outro de seus papéis emblemáticos, acompanhada por La Sonora Santanera.

Sua fama nasceu de cenas impossíveis. Em uma das mais memoráveis, Lola dirige seu trailer a toda velocidade, com uma roda levantada e sua comadre servindo tequila no motor fumegante. “Agora vamos vencer”, diz ele ao volante. A imagem condensa o que Chagoyán defende até hoje: uma mulher dominando o impossível, num cinema que não teve medo de desafiar os papéis de género ou as leis físicas.

“Foram filmes com ótima fotografia, muita produção, com trailers que caíram no barranco, motos que bateram, aviões que caíram no mar”, lembra a atriz.

Uma personagem vigilante. Chagoyán garante que Lola se tornou um ícone da libertação feminina. “Lola é uma mulher que dirige um trailer e por isso fizeram guerra contra nós, porque não existiam personagens assim nos filmes. Eles questionaram como uma mulher defendia seus direitos e ajudava os necessitados”, explica.

Ele afirma que Lola la trailera é o filme de maior bilheteria da história do cinema nacional. “Lola virou personagem vigilante, é uma mulher corajosa que lutava contra criminosos. As pessoas gostavam muito disso, porque quem lutava contra a maldade dos cartéis criminosos era uma mulher”, destaca.

Antes do volante, a atriz já havia iniciado sua carreira na televisão e nas fotonovelas. No Canal 8 ele conheceu o jovem Juan Gabriel. Mais tarde, representantes do cantor e compositor a contrataram para aparecer com ele em fotonovelas. “Toda semana ele e eu nos encontrávamos para comer e tirar fotos. Éramos bons amigos”, revela.

Hoje, Chagoyán continua ativa e defende o valor do seu cinema. Com Lola, diz ele, fez turnês pelos Estados Unidos, México, América Central, Venezuela, Colômbia e até festivais na China. Seu legado, garante ele, permanece intacto.

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O convite: comédia de câmara que desfaz um casamento

Olivia Wilde dirige e estrela esta comédia sobre um jantar que provoca tensões conjugais.

Um jantar que muda tudo

Olivia Wilde retorna à comédia com The Invitation, seu terceiro filme como diretora e o mais forte até agora. A trama acompanha Joe (Seth Rogen) e Angela (Wilde), um casal à beira do colapso que convida os vizinhos de cima para jantar. O que começa como uma noite estranha se transforma em um jogo de provocações, confissões e desejos ocultos.

O filme é um dispositivo clássico de locação única, reminiscente de Quem Tem Medo de Virginia Woolf?, mas com um toque moderno. O roteiro de Rashida Jones e Will McCormack, baseado no filme espanhol Sentimental de Cesc Gay, combina diálogos contundentes com temas profundos como perimenopausa e intimidade entre casais.

Performances que elevam o material

Wilde brilha como atriz: sua Ângela é uma bola de ansiedade que tenta esconder sua vergonha enquanto admira a aparente harmonia dos vizinhos. Penélope Cruz interpreta Pína, uma sexóloga de presença avassaladora, e Edward Norton é Hawk, um bombeiro que complementa a esposa. A química entre os dois contrasta com a tensão entre Joe e Angela.

Seth Rogen apresenta um histórico contido como professor universitário frustrado, mais interessado em reclamar do barulho sexual dos vizinhos do que em se conectar com sua esposa. A dinâmica entre os dois casais gera embates divertidos e momentos de catarse.

O filme, distribuído pela A24, é classificado como R por conteúdo sexual, linguagem e uso de drogas. Tem duração de 107 minutos e merece três estrelas e meia em quatro. The Invitation mostra que Wilde domina a comédia dos modos de salão, embora às vezes a trilha sonora de Dev Hynes enfatize demais a tensão.

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Atriz Gabriela Fleritt e dois parentes encontrados mortos após terremoto na Venezuela

Após cinco dias de buscas, eles confirmam a morte da humorista, de sua filha e de um de seus netos.

Pesquise e encontre

Cinco dias de incerteza terminaram em tragédia para a família Fleritt. A atriz e comediante venezuelana Gabriela Fleritt, sua filha Andrea Laya e um de seus netos foram encontrados mortos nos escombros do edifício Residencia Las Palmas, em Macuto, estado de La Guaira.

O terremoto, que segundo dados oficiais ceifou a vida de quase 1.450 pessoas, deixou o outro neto da atriz, menor de idade, como único sobrevivente. Sua identidade está reservada para proteção.

Eduardo Fleritt, sobrinho de Gabriela, liderou as buscas desde o primeiro dia. Pelas redes sociais, ele pediu ajuda para localizar seus familiares. No domingo, 28 de junho, ainda esperançoso, compartilhou sua frustração:

“É incrível como no prédio ao lado mais de 100 pessoas ajudaram e removeram escombros, junto com a ajuda das autoridades, e no prédio de Las Palmas éramos apenas oito, com unhas, dentes, comandos e convicção.”

Reações familiares

Horas depois, a notícia mudou. Eduardo confirmou a descoberta dos corpos de Gabriela, Andrea e do menor Mariano Serrano. Em mensagem, ele agradeceu o apoio recebido e afirmou que a família se unirá para cuidar do neto sobrevivente.

“Hoje nosso compromisso continua firme com Sebastián Landi, o lindo presente de vida que Gabriela, Andrea e Mariano nos deixaram, vamos cuidar dele, protegê-lo e acompanhá-lo sempre com todo nosso amor.”

O menino, único sobrevivente, agora receberá o apoio dos familiares. A comunidade artística venezuelana expressou a sua tristeza pela perda de Gabriela Fleritt, reconhecida pela sua carreira na comédia e no teatro.

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