O show de resposta imediata
Fim de semana com reclamações em Tenango de Doria, Hidalgo: falta de medicamentos. Segunda-feira, o diretor do IMSS-Bienestar, Alejandro Svarch, já estava lá. Chance ou reflexo aprendido.
“Supervisionamos em primeira mão a prestação de cuidados médicos gratuitos”, disse Svarch, do hospital regional Otomí Tepehua. Chegaram 2.900 peças para a comunidade, ele prometeu distribuir 37 milhões aos estados.
“Existem medicamentos, são gratuitos e há cuidados todos os dias”, assegurou. Parece familiar? Sim, como sempre que surge uma reclamação pública.
Os números que vendem esperança
Sheinbaum não ficou atrás pela manhã: “Estamos com 80% da oferta de medicamentos gratuitos”. E lançou uma comparação histórica: em sete anos construíram 4,7 mil leitos – mais do que em 36 anos do período neoliberal – com a meta de chegar a 12 mil em doze anos.
“Um sistema de saúde não se constrói da noite para o dia”, justificou. Claro, mas os pacientes não vivem em futuros prometidos.
Ele destacou novos locais para residências médicas e acusou privatizações passadas. “Acreditamos em algo que é o direito à saúde”, concluiu.
O truque está no que eles não dizem: quando alguém reclama e responde com números grandes, peça os pequenos – aqueles que estão faltando hoje.




