O Irã jogará a Copa do Mundo?
A situação é um verdadeiro jogo de mão dupla. Enquanto a guerra no Médio Oriente continua, a participação do Irão no Mundial de 2026 torna-se uma dúvida que ninguém esclarece totalmente. A única coisa clara é o silêncio da FIFA.
Vozes cruzadas
O ministro iraniano dos Esportes, Ahmad Donyamali, lançou a primeira bomba na semana passada: ele disse que seu país não participaria da Copa do Mundo. Um golpe baixo para os fãs.
Mas então Donald Trump apareceu. O ex-presidente dos EUA postou que a seleção asiática era bem-vinda, mas acrescentou algo importante:
“Eu realmente não acho que seja apropriado que eles estejam lá, para sua própria vida e segurança”
Para aumentar a confusão, Windsor John, secretário-geral da Confederação Asiática de Futebol, afirmou o contrário:
“Até onde sabemos, o Irã vai jogar a Copa do Mundo”
E foi mais longe numa conferência em Kuala Lumpur:
“Eles são nossos membros. Queremos que eles joguem”
A bola está em… onde?
Windsor tentou acalmar as águas explicando que “é um momento muito emocionante” e que no final cabe à federação iraniana decidir. Segundo ele, aquela federação já confirmou presença.
Enquanto isso, a seleção iraniana respondeu firmemente a Trump no Instagram: “ninguém pode excluí-los” do torneio. Uma mensagem clara face ao que consideram uma ameaça externa.
O jogo pendente
O Irã já tem partidas marcadas: enfrentaria Nova Zelândia e Bélgica, em Los Angeles, e fecharia contra o Egito, em Seattle. Seria sua quarta participação consecutiva na Copa do Mundo.
Mas entre declarações políticas, posições contraditórias e um órgão de governo silencioso, este partido administrativo está longe de terminar. A verdadeira questão não é se eles podem jogar, mas se as circunstâncias lhes permitirão entrar em campo.




